Hidrovia Paraguai-Paraná, Ruanda e República Checa: Câmara aprova acordos internacionais

Política
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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 22, quatro acordos internacionais. Os textos agora seguem para a análise do Senado. Tratados, acordos e atos internacionais, conforme determina a Constituição, devem ser aprovados pelo Congresso Nacional.

Foi aprovado o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 927/21, que regulamenta as relações do Comitê Intergovernamental da Hidrovia Paraguai-Paraná com a Argentina, país-sede do colegiado. O acordo foi assinado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul em Assunção, no Paraguai, em 2018.

A medida completa o Acordo de Santa Cruz de la Sierra, que regulamenta a navegação compartilhada na Hidrovia Paraguai-Paraná. Também fazem parte do tratado de cooperação Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

O PDL 927/21 regula o funcionamento do Comitê Intergovernamental da Hidrovia Paraguai-Paraná (CIH). O documento aprovado pela Câmara estabelece, juridicamente, base para o desempenho das funções da Secretaria Executiva do CIH, permitindo cooperação em projetos que envolvem o funcionamento da hidrovia, como ampliação do tráfego e adoção de medidas que garantam a segurança do transporte de mercadorias.

Também foi aprovado pela Câmara nesta quinta-feira o PDL 385/22, que firma o acordo de cooperação e facilitação de investimentos entre Brasil e Equador e visa conferir previsibilidade e segurança jurídica tanto a empresas quanto a investidores brasileiros e equatorianos. O texto favorece a integração, a circulação de bens e pessoas e incentiva melhor aproveitamento do potencial econômico e comercial dos dois países.

Ainda foram aprovadas outras duas resoluções. O PDL 84/23 decreta cooperação entre Brasil e Ruanda sobre serviços aéreos. Assinado em 2019 em Kigali, capital da Ruanda, o acordo se baseia na política de céus abertos e flexibiliza, de ambos os lados, as regras para os voos comerciais. Assim, os dois países não podem limitar, unilateralmente, volume de tráfego, número de destinos ou regularidade do serviço da outra parte.

Já o acordo entre Brasil e República Checa sobre a Previdência Social permite a soma, acúmulo e totalização dos períodos de contribuição cumpridos por trabalhadores nos dois países, evitando a contribuição dupla aos sistemas previdenciários. Dessa forma, o PDL 215/22 garante que os contribuintes possam obter aposentadorias e outros benefícios previdenciários.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja se encontrar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na próxima segunda-feira, 7, segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela Associated Press. Se confirmado, o encontro será o segundo entre Trump e Netanyahu desde o início do mandato do republicano em janeiro deste ano.

A visita de Netanyahu a Trump foi confirmada por um funcionário da Casa Branca neste sábado, 5. O encontro ocorre no momento em que Israel está estabelecendo um novo corredor de segurança em Gaza para pressionar o Hamas.

O ministro da Defesa de Netanyahu disse que Israel tomaria grandes áreas do território e as adicionaria às suas chamadas zonas de segurança.

A expectativa é que Trump e Netanyahu se concentrem no último bombardeio israelense de Gaza e nas novas tarifas dos EUA anunciadas por Trump, que também afetam Israel.

Ataques israelenses levaram a mais de 12 mortes em Gaza na última sexta-feira, um dia após os ataques terem matado pelo menos 100 palestinos.

Em duas semanas, o número de mortos ultrapassou 100, enquanto Israel intensifica as operações para pressionar o Hamas a libertar os reféns restantes e deixar o território. Israel rompeu o cessar-fogo em março e suspendeu o fornecimento de alimentos, combustível e ajuda humanitária.

A primeira reunião de Trump e Netanyahu ocorreu em 4 de fevereiro e foi voltada ao conflito entre Israel e Hamas e nos passos do cessar-fogo. Fonte: Associated Press

O governo de Israel informou que enviou tropas militares para um corredor de segurança recém estabelecido no sul de Gaza para pressionar o grupo paramilitar Hamas. O corredor Morag foi anunciado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na última quarta-feira o novo Corredor Morag. Ele sugeriu que o corredor vai isolar a cidade de Rafah, no sul, do restante de Gaza. Israel ordenou que a cidade fosse evacuada.

Neste sábado, 5, uma declaração militar disse que tropas da 36ª Divisão foram enviadas para o corredor. Não foi detalhado quantas tropas foram enviadas ou onde exatamente o corredor estava localizado.

Morag é o nome de um assentamento judeu que ficava entre Rafah e Khan Younis, e Netanyahu sugeriu que ele passaria entre as cidades.

Mapas publicados pela mídia israelense mostraram o novo corredor percorrendo a largura da estreita faixa costeira de leste a oeste.

Netanyahu disse que seria "um segundo corredor de Filadélfia", referindo-se ao lado de Gaza da fronteira com o Egito mais ao sul, que está sob controle israelense desde maio do ano passado.

Israel também reafirmou o controle sobre o corredor Netzarim que corta o terço norte de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza, do resto da faixa. Os corredores Filadélfia e Netzarim vão da fronteira israelense até o Mar Mediterrâneo.

O anúncio do novo corredor ocorre após autoridades da Casa Branca confirmarem que Netanyahu se encontrará novamente com o presidente Donald Trump na segunda-feira - o segundo encontro na Casa Branca desde que Trump assumiu o cargo em janeiro.

No mês passado, Israel rompeu o cessar-fogo em Gaza com um bombardeio surpresa após tentar pressionar o Hamas a aceitar os novos termos propostos para a trégua que havia sido tomada em janeiro.

A Casa Branca apoiou a ação de Israel. Israel prometeu intensificar a guerra com o Hamas até que o grupo liberte os reféns restantes e deixe o território.

No mês passado, Israel novamente interrompeu o abastecimento de alimentos, combustível e ajuda humanitária para Gaza. Fonte: Associated Press

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o tarifaço do seu governo na manhã deste sábado, 5. Trump negou que a China tenha sido atingida "mais duramente" que os EUA.

"Eles, e muitas outras nações, nos trataram de forma insustentável. Fomos o 'poste de chicote' idiota e indefeso, mas não mais. Estamos trazendo de volta empregos e negócios como nunca antes", escreveu em uma publicação na rede social Truth Social.

O presidente americano afirmou que o país já recebeu mais de US$ 5 trilhões em investimentos. "AGUARDEM RESISTENTES, não será fácil, mas o resultado final será histórico", afirmou.

A manifestação de Trump ocorre em meio à entrada em vigor das tarifas globais de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos neste sábado. A medida atinge mais de 180 países. A tarifa geral mínima de 10% passa a valer neste sábado, enquanto as tarifas individualizadas entrarão em vigor na próxima quarta-feira, 9.

A tarifa de 10% será aplicada também às nações que o presidente Trump selecionou para sobretaxas mais elevadas por meio da sua medida tarifária recíproca, caso da União Europeia e da China.

Na sexta-feira, 4, a China anunciou uma série de ações retaliatórias aos Estados Unidos. As medidas incluem tarifa recíproca de 34% sobre os produtos americanos importados, controles de exportação a sete categorias de itens relacionados a terras raras e a inclusão de 11 empresas dos EUA à "lista de entidades não confiáveis". O governo chinês também registrou queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas dos Estados Unidos.