Haddad é vaiado em evento de corretores e mediador pede palmas para quem o vaiou

Política
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi vaiado quando se levantou para discursar no 23º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, cuja abertura foi realizada na noite desta quinta-feira, 10. Após as manifestações, o mediador do evento pediu uma salva de palmas para os críticos do ministro, afirmando que era uma honra ter Haddad no evento.

O momento em que Haddad é vaiado está sendo compartilhado por políticos que integram a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um deles foi o vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União).

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, interrompeu o discurso e pediu "uma salva de palmas" para os críticos. Segundo o presidente da entidade, que é uma das organizadoras do evento que está sendo realizado no Rio de Janeiro até este sábado, 12, o episódio representou "a democracia se manifestando".

"Eu queria, em primeiro lugar, pedir uma salva de palmas para aqueles que vaiaram o ministro. É a democracia se manifestando, isso é bonito. O mais bonito ainda é nós termos, em um evento do setor de seguros e dos corretores de seguros, o ministro de Estado da Fazenda", afirmou

Após a manifestação da plateia, Haddad rebateu os autores das vaias e disse que a contribuição dele como professor universitário "supera muitas pessoas" que eles admiram. Ao longo do discurso, o ministro da Fazenda detalhou a sua relação com o setor de seguros e destacou a contribuição dele para a criação da tabela Fipe.

"Não sei quantos políticos trabalharam para o setor de seguros, mas eu tenho certeza que a contribuição que dei como professor universitário supera muitas pessoas que vocês admiram e que talvez não tenham entregado absolutamente nada durante a sua vida pública", afirmou Haddad.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou a disposição do país em agir militarmente em território libanês contra qualquer ameaça, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 28.

"Quem ainda não entendeu a nova situação no Líbano teve hoje mais um exemplo de nossa determinação", disse o líder israelense. O premiê afirmou que "a equação mudou" e que Israel não tolerará mais ataques, mesmo que esporádicos, contra seus assentamentos. "O que aconteceu antes de 7 de outubro não se repetirá", garantiu.

Israel lançou nesta sexta-feira um ataque à capital do Líbano, Beirute, pela primeira vez desde que o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi acordado em novembro. Repórteres da Associated Press no local ouviram um estrondo alto e testemunharam fumaça subindo da região que o exército israelense havia prometido atacar.

Netanyahu destacou que o objetivo é assegurar o retorno seguro dos moradores do norte de Israel, que precisaram deixar a região devido aos ataques do grupo libanês Hezbollah. "Continuaremos a impor com força a cessação das hostilidades e garantiremos que todos os nossos cidadãos no norte voltem para suas casas em segurança", concluiu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter tido uma conversa "extremamente produtiva" com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Em seu perfil na rede Truth Social, nesta sexta-feira, 28, o republicano escreveu: "Concordamos em muitas coisas e nos reuniremos logo após as próximas eleições no Canadá."

O encontro entre os líderes deve abordar temas como "política, comércio e outros fatores que serão benéficos tanto para os EUA quanto para o Canadá", acrescentou Trump.

A ligação ocorre em um momento de tensão crescente entre os dois países, às vésperas da entrada em vigor das tarifas recíprocas norte-americanas, em 2 de abril.

Na quinta-feira, 27, Carney declarou que a "antiga relação que tínhamos com os EUA, baseada na integração de nossas economias e na estreita cooperação em segurança e assuntos militares, chegou ao fim".

O Hamas voltou a acusar o governo israelense de cometer um "genocídio à vista do mundo" e pediu à comunidade internacional que pressione pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza, em nota divulgada nesta sexta-feira, 28. O grupo pediu que "a comunidade internacional, as nações árabes e islâmicas, e organizações de direitos humanos ajam com urgência e eficácia para pressionar a ocupação a levantar o cerco e cessar a agressão brutal". O comunicado também responsabiliza o governo dos EUA por apoiar "política e militarmente" as ações de Israel.

"O governo fascista de ocupação Israel continua a cometer seu crime de cercar completamente a Faixa de Gaza pelo 27º dia consecutivo, impedindo a entrada de suprimentos humanitários essenciais", afirmou o grupo.

O Hamas classificou os bombardeios israelenses como "massacres brutais" e denunciou o uso deliberado de "fome e desidratação como armas", além do bloqueio à ajuda humanitária. O grupo ainda citou alertas da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) sobre o "risco iminente de fome catastrófica" e reforçou o apelo para que países árabes, islâmicos e "povos livres de todo o mundo" atuem por todos os meios possíveis" para apoiar a população de Gaza.