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Ana Paula Minerato volta às redes sociais e apaga vídeo de pronunciamento

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Ana Paula Minerato voltou às redes sociais na noite de quinta-feira, 28, um dia depois de deletar sua conta no Instagram. O vídeo em que se pronunciava sobre o caso de racismo, publicado anteriormente no perfil, foi apagado. Ela também desativou os comentários das publicações.

Na segunda-feira, 25, foi vazado um áudio em que Ana Paula fazia comentários de cunho racista contra a cantora Ananda, do grupo Melanina Carioca. Em seguida, ela foi demitida da rádio Band FM e desligada da escola de samba Gaviões da Fiel, da qual era musa.

A gravação, que circula nas redes sociais, teria sido feita durante uma conversa privada da ex-panicat e ex-A Fazenda com o cantor KT Gomez, com quem teve um relacionamento. Entre seus comentários estavam: "A empregada, a do cabelo duro. Você gosta de cabelo duro, KT? Eu não sabia que você gosta de mina do cabelo duro".

O cantor tentou interromper Ana Paula, mas foi cortado: "Você gosta de cabelo duro? Você gosta de mina de cabelo duro, de neguinha? Por que aquilo ali é neguinha, né? Alguém ali um pai ou mãe veio da África", disse também.

A Secretaria de Justiça e Cidadania de São Paulo (SJC) vai investigar o caso. A informação foi confirmada pela pasta em nota enviada ao Estadão na terça-feira, 26. Leia aqui.

A cantora Ananda fez um pronunciamento em seu Instagram na quinta-feira, 28, publicado após dizer que havia ido à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) na Lapa, no Rio de Janeiro, para fazer um boletim de ocorrência contra Ana Paula.

Em nota de esclarecimento, assinada por representantes jurídicos, KT Gomez negou ter qualquer envolvimento na divulgação do áudio. Nesta sexta-feira, ele publicou um vídeo em que dá sua versão sobre os relacionamentos com Ananda e com Ana Paula Minerato.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 20 milhões para a Scitech Produtos Médicos fornecer dispositivos médicos para atender à demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). A empresa fica em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana de Goiânia (GO).

Os recursos fazem parte do programa BNDES Fornecedores SUS, informou o banco de fomento. A empresa atenderá à demanda do SUS por stent farmacológico para artéria coronária, cateter balão para angioplastia, cateter guia para angioplastia, fio guia dirigível para angioplastia, introdutor valvulado e balão periférico.

"A operação aprovada pelo BNDES contribui para o fortalecimento da indústria nacional que fornece dispositivos médicos ao Sistema Único de Saúde. Desde 2024, o banco já aprovou R$ 117 milhões com essa finalidade. São recursos que garantem o acesso da população ao atendimento de qualidade, uma das prioridades do governo do presidente Lula", explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O CFO da Scitech, Mayko Melo, Mayko Melo, ressaltou que a linha permite ampliar os serviços prestados à rede pública de saúde (SUS). "Com isso, consolidamos nossa posição como principal fornecedora de stents farmacológicos para o SUS, reafirmando nosso pioneirismo no desenvolvimento e fabricação de dispositivos médicos minimamente invasivos."

A Scitech é uma empresa brasileira especializada em dispositivos médicos minimamente invasivos, com mais de 20 anos no mercado. Integra o grupo Capital Med Participações S.A., que emprega mais de 280 funcionários, atuando diretamente no Brasil, Chile, Espanha, Itália, Singapura e EUA.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu na quarta-feira, 2, o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência utilizadas em equipamentos de bronzeamento artificial.

A decisão tem o objetivo de conter a fabricação e a manutenção de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos. Essas máquinas são proibidas no Brasil desde 2009, mas continuam sendo usadas em muitos lugares. Segundo a agência, algumas ações pontuais de Assembleias Legislativas Estaduais e Municipais estão aprovando, de forma irregular, o uso do equipamento.

Em novembro de 2024, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 180/2024, que permite o uso de máquinas de bronzeamento artificial para fins estéticos em estabelecimentos da cidade.

Na época, em reportagem do Estadão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) repudiou a decisão e enfatizou que o bronzeamento artificial aumenta o risco de câncer de pele, incluindo tipos como o carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma, que podem se espalhar para outros órgãos.

Segundo a entidade, a exposição às máquinas de bronzeamento apenas uma vez na vida eleva em cerca de 20% o risco de melanoma - o tipo mais agressivo de tumor de pele. Essa taxa salta para 59% se o uso ocorrer antes dos 35 anos.

A SBD reforça que não é possível determinar um nível seguro de exposição aos equipamentos de bronzeamento e que eles devem permanecer proibidos no País, que já registra atualmente cerca de 220,5 mil novos casos de câncer de pele por ano.

As câmaras foram proibidas após uma publicação da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), em 2009, que concluiu que o uso do equipamento é cancerígeno para humanos. A decisão teve apoio integral da SBD e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Segundo a Anvisa, o uso de câmaras de bronzeamento artificial pode causar diversos danos à saúde. Alguns deles são:

Câncer de pele

Envelhecimento da pele

Queimaduras

Ferimentos cutâneos

Cicatrizes

Rugas

Perda de elasticidade cutânea

Lesões oculares como fotoqueratite

Inflamação da córnea e da íris

Fotoconjuntivite

Catarata precoce

Pterigium (excrescência opaca, branca ou leitosa, fixada na córnea)

Carcinoma epidérmico da conjuntiva

Um sítio arqueológico com pinturas rupestres foi descoberto no Parque Nacional do Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro. O achado é inédito no estado. Os desenhos nas rochas, em tons de vermelho e amarelo-alaranjado, estão a 2.350 metros de altitude. Um deles se assemelha a um lagarto visto de cima. O local ainda não pode ser visitado.

O achado aconteceu no final de 2023, mas as imagens só foram divulgadas nesta quarta-feira, 2, pela gestão do parque e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra as unidades de conservação federais. No tempo decorrido, foram realizadas análises para atestar a importância do achado e adotadas medidas para a proteção do local. Segundo o ICMBio, o sítio traz novas perspectivas para a arqueologia brasileira.

Batizado de Sítio Arqueológico Agulhas Negras, o local foi descoberto por Andres Conquista, colaborador da Parquetur, concessionária do Itatiaia. "Estava fotografando os lírios e escalando uma pedra durante meu horário de almoço. Ao subir em outra rocha para descer do lado oposto, vi as pinturas na superfície", relata.

Desenhos geométricos

As pinturas encontradas no Sítio Agulhas Negras são predominantemente desenhos geométricos, alguns apresentando duas cores, combinando tons de vermelho e amarelo-alaranjado, segundo o ICMBio. Há ainda grafismos zoomorfos, como uma figura que remete ao lagarto visto de cima.

De acordo com o arqueólogo Carlos Gabriel, os traços dessas pinturas guardam semelhança com a Tradição São Francisco, cujos registros estão concentrados no médio e baixo curso do Rio São Francisco, entre Minas Gerais e Bahia. "Caso essa situação se confirme, as pinturas de Itatiaia representarão a manifestação mais ao sul dessa tradição no Brasil", afirma.

Importância histórica

Conforme o ICMBio, ainda não é possível determinar a idade das pinturas. Os registros serão analisados por especialistas nos próximos meses. "Além de seu valor artístico e cultural, o Sítio Agulhas Negras reforça a presença contínua de povos indígenas no Brasil antes da chegada dos europeus", diz o ICMBio.

Ainda segundo o Instituto, a localização no planalto de Itatiaia, uma região de clima distinto dentro do Sudeste, sugere que diferentes paisagens foram habitadas ao longo dos milênios. Além disso, as semelhanças com registros de outras partes do país indicam uma intensa circulação de ideias e símbolos entre os povos ameríndios.

Para os pesquisadores, o sítio Agulhas Negras pode estar relacionado a outros sítios arqueológicos da região, como os localizados em Andrelândia, Baependi e Carrancas, no sul de Minas Gerais. Eles destacam o Sítio da Serra de Santo Antônio, em Andrelândia, o mais estudado da região e associado à Tradição São Francisco - um agrupamento de pinturas rupestres que se encontram ao longo do Rio São Francisco.

No nível arqueológico mais antigo escavado nessa área, segundo o ICMBio, uma datação revelou 3.030 anos antes do presente. "É possível que os autores das pinturas de Itatiaia tenham pertencido à mesma 'onda cultural'", diz o ICMBio.

Assim que a descoberta foi confirmada, a gestão do Parque do Itatiaia notificou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o registro oficial e orientações sobre a proteção do sítio. Em abril de 2024, equipes do Iphan, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, visitaram o local para as primeiras análises.

A pesquisa foi autorizada pelo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio), sob o título "Identificação, pesquisa e gestão de sítios arqueológicos no planalto do Parque Nacional de Itatiaia, RJ, Brasil", com o número 98090-1. Ao menos dez pesquisadores das instituições e universidades participaram do trabalho.

A proteção do sítio é uma responsabilidade compartilhada entre o ICMBio, o Iphan e órgãos da sociedade e o plano é abrir o sítio para visitação, mas apenas no futuro. "Neste primeiro momento, a visitação ao sítio arqueológico não será permitida. Vamos aguardar o avanço dos estudos e avaliar, junto aos pesquisadores, a melhor estratégia para visitação futura", diz Felipe Mendonça, gestor do Parque Nacional do Itatiaia.

O que são as pinturas rupestres?

As pinturas rupestres são uma das expressões culturais mais antigas da humanidade, transmitindo informações sobre valores estéticos e simbólicos das sociedades que as produziram. Essas representações eram feitas com pigmentos naturais como carvão, argila, sangue e minerais, retratando cenas do cotidiano dos povos antigos, figuras humanas, animais e símbolos abstratos.

As mais antigas já encontradas têm cerca de 51,2 mil anos e estão em uma ilha da Indonésia. No Brasil, as mais conhecidas estão na Serra da Capivara, no Piauí, no que é considerado um dos sítios arqueológicos mais importantes das Américas.

No estado de São Paulo, o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) tem catalogados mais de 50 sítios arqueológicos com pinturas rupestres.

Confira aqui