Naiara Azevedo, cantora e ex-BBB, registra boletim de ocorrência por violência doméstica

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Naiara Azevedo, cantora sertaneja e ex-participante do Big Brother Brasil, registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica em Goiás. A informação foi confirmada pela Polícia Civil goiana ao Estadão nesta quinta-feira, 30.

 

Segundo a polícia, a cantora foi prontamente atendida e o caso foi encaminhado à Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem). Agora, o órgão lidera a investigação com base na Lei Maria da Penha.

 

Em nota, a assessoria de Naiara confirmou que a cantora esteve na delegacia, mas negou que ela tenha namorado. Por esse motivo, não se sabe quem é o autor do crime. Ainda conforme o comunicado, o caso corre em segredo de justiça.

 

Após a confirmação da Polícia Civil, o Estadão novamente entrou em contato com a assessoria da artista para um novo pronunciamento, mas ainda não havia obtido retorno até a publicação desta matéria.

 

Leia a nota enviada pela Polícia Civil de Goiás:

 

"A Polícia Civil de Goiás informa que registrou boletim de ocorrência relativo ao fato ocorrido com a cantora vítima, a qual foi prontamente atendida, e que a Deaem já está tomando todas as medidas de investigação em conformidade com o previsto na Lei Maria da Penha."

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O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, do Superior Tribunal Militar (STM), votou nesta quinta-feira, 29, para reduzir em dez vezes - de 30 anos para três - a pena imposta aos oito militares acusados pela execução do músico Evaldo Rosa dos Santos, cujo carro foi alvejado por mais de 80 tiros em 2019, no Rio. O brigadeiro defendeu a desclassificação do crime imputado aos militares, de homicídio doloso, para a modalidade culposa - quando não há intenção de matar.

O posicionamento foi defendido durante sessão de julgamento, na tarde desta quinta-feira, 29, do recurso que busca reverter a condenação dos militares, em primeiro grau, pelos homicídios dolosos, duplamente qualificado, de Evaldo e do catador de latinhas Luciano Macedo, além da tentativa de homicídio contra Sergio Gonçalves de Araújo, sogro de Evaldo.

A sentença da primeira instância da Justiça Militar da União, em outubro de 2021, impôs aos militares penas que variam de 28 a 31 anos de prisão. O militar que pegou a maior pena - 31 anos e seis meses de reclusão - foi o tenente Ítalo da Silva Nunes, que comandava o grupo de combate no dia do assassinato de Evaldo e Luciano. Os demais pegaram 28 anos e foram excluídos dos quadros do Exército.

Com a proposta apresentada pelo relator nesta quinta, 29, a pena de Ítalo seria reduzida para três anos e sete meses de detenção. Já os outros sete oficiais pegariam três anos de detenção.

O voto de Carlos Augusto Amaral Oliveira foi acompanhado pelo revisor José Coelho Ferreira. Em seguida, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista. Não há data para que a discussão retorne à pauta do STM.

Os assassinatos ocorreram em 7 de abril de 2019, em Guadalupe, zona norte do Rio. Evaldo ia para um chá de bebê com a família, quando seu carro foi alvejado por mais de 80 tiros e fuzil. Segundo a denúncia da Procuradoria de Justiça Militar, os militares dispararam 257 vezes durante a ação de patrulhamento. Evaldo morreu na hora e Luciano faleceu dias depois no hospital, após ser atingindo tentando ajudar o músico.

Além de Ítalo, foram condenados o sargento Fabio Henrique Souza Braz da Silva, o cabo Leonardo de Oliveira de Souza, e os soldados Gabriel Christian Honorato, Gabriel da Silva de Barros Lins, João Lucas da Costa Gonçalo, Marlon Conceição da Silva e Matheus Santanna Claudino.

Os outros quatro militares foram absolvidos por falta de provas: o cabo Paulo Henrique Araújo Leite e os soldados Vitor Borges de Oliveira, Wilian Patrick Pinto Nascimento e Leonardo Delfino Costa.

Defesa

A defesa dos militares pediu a anulação do processo, alegando vícios na tramitação, com a realização de um novo julgamento. Caso tal solicitação não seja aceita, pediu a absolvição dos oficiais pelo reconhecimento de legítima defesa. Subsidiariamente, foi pedida a desclassificação do crime de homicídio para a modalidade culposa ou então a queda da qualificadora.

O advogado Rodrigo Henrique Roca Pires argumentou que os militares atuaram em um 'quadro de confronto' e que o caso envolve 'erro excusável' já que 'nenhum de nós seria dado a agir de outra maneira naquele contexto'. "Desafortunadamente, há vítimas, mas foi fatalidade. Duas vítimas lamentavelmente. Só não precisa ter dez", afirmou.

Ele alegou que é isento de pena quem atua supondo uma ação que seria justificada caso fosse confirmada. Que o erro dos oficiais é 'plenamente justificado pelas circunstâncias'. Sustentou ainda: "Tropas no País inteiro estão aguardando aniosamente a decisão do colegiado para saberem o que vão fazer daqui pra frente. Se vai ser hierarquia ou disciplina ou autoproteção. Se podem agir ou cruzar os braços".

Julgamento

O colegiado do STM é composto por quinze ministros: dez oficiais-generais do último posto das Forças Armadas e cinco ministros civis. Dos militares, quatro são generais de exército, três almirantes de esquadra e três tenentes brigadeiros do ar. Os civis são três oriundos da OAB, um do Ministério Público Militar e outro oriundo da carreira de juiz federal da Justiça Militar da União.

Criminosos portando o que aparente ser uma submetralhadora renderam e roubaram um homem de 32 anos na Rua Comendador Miguel Calfat, no Itaim Bibi, zona sul da capital. Imagens de segurança registraram o momento em que dois homens descem de um carro, revistam e obrigam pedestre a entrar no veículo na noite da segunda-feira, 26.

No boletim de ocorrência, a vítima relatou que saiu do trabalho e, durante o caminho para casa, foi abordado por três indivíduos desconhecidos que estavam em um carro preto.

A arma utilizada aparenta ser uma submetralhadora. Em nota, a Secretaria da Segurança informou que o boletim de ocorrência registrou o armamento com um fuzil calibre .40, mas tecnicamente a descrição não se aplica. A imagem mostra um arma mais curta do que um fuzil, mas mais potente do que um revólver ou pistola, armamento mais comumente usado em assaltos nas cidades brasileiras.

Os suspeitos pegaram os pertences da vítima e exigiram os dados das contas bancárias. Em seguida, o homem foi colocado dentro do veículo mas liberado sem ferimentos pouco depois em uma avenida da região.

O caso foi registrado como roubo pela Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 15º DP, no Itaim Bibi, área dos fatos. "Imagens de câmeras de monitoramento são analisadas e a equipe da unidade trabalha em busca de outros elementos que auxiliem na identificação e prisão dos autores", afirma a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A arma e os suspeitos não foram localizados.

Os bairros do Morumbi e do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, foram as localidades da cidade onde os roubos mais cresceram em 2023 na comparação com 2022, de acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado.

Foram 133 mil roubos no ano passado ante 142 mil em 2022 em toda a cidade, uma queda de 6,7%. Olhando bairro a bairro, é possível notar que, enquanto alguns tiveram quedas significativas, outros tiveram aumento de ocorrências desse tipo. No geral, 58 dos 93 distritos apresentaram redução de roubos, enquanto o crime subiu em outros 21; em 14, houve estabilidade (com 2% ou menos de variação).

As maiores altas de roubos foram no Portal do Morumbi (37%) e Itaim Bibi (28%), na zona sul, assim como na Aclimação (28%), no centro expandido.

Dois russos e dois brasileiros estão sendo investigados por suspeita de comandar um esquema internacional de lavagem de dinheiro usando criptomoedas. Durante a operação Operação Brianski, deflagrada nesta semana, a Polícia Federal (PF) cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em três Estados diferentes. A suspeita é que o dinheiro lavado tinha origem em crimes cometidos em outros países.

Mais de 20 pessoas estão sob a mira da PF, mas os supostos líderes do esquema são dois russos que vivem em Florianópolis, onde foram cumpridos seis mandados. Os dois brasileiros suspeitos de envolvimento vivem em Goiânia, onde foram cumpridos dois mandados, e mais dois na cidade de Eusébio, no Ceará.

O comando da operação criminosa seria feito por um dos russo, que vivia em Santa Catarina, e um brasileiro residente de Goiânia. Ao todo, 29 pessoas foram investigadas, sendo que quatro tiveram os bens bloqueados. Os suspeitos não foram identificados e a reportagem não conseguiu localizar o responsável pela defesa deles.

As suspeitas

Delegado responsável pelas investigações, Cleo Matusiak Mazzotti diz que os dois russos despertaram suspeitas pouco tempo após sua chegada na cidade.

"Aproximadamente há um ano e meio a Polícia Federal detectou que alguns estrangeiros de origem russa chegaram a Florianópolis sem nenhuma comprovação robusta de renda e começaram a adquirir um número significativo de imóveis, automóveis de luxo, joias e ostentar um padrão de vida alto", relata o delegado.

Para conseguir lavar o dinheiro, o grupo utilizava diferentes contas no exterior. Esse tipo de conta é utilizada para gerir criptomoedas. Esse valor então era enviado aos brasileiros em Goiânia, que transformavam as criptomoedas em real.

"Eles faziam um processo que era chamado de mix, ou mixagem, que é a junção de valores de criptomoedas de diversas pessoas antes de passar para um indivíduo. Nas contas das exchanges, elas eram repassadas pra operadores do sistema radicados em Goiânia. Transformavam o valor em real e daí faziam o depósito em contas vinculadas tanto aos alvos quanto a empresas dos alvos ou adquiriam imóveis de luxo. Compravam muitos, por pagamento em espécie e também por fragmentação dos pagamentos, em pequenas parcelas", explica o delegado Mazzotti, que aponta o esquema como bastante complexo e de difícil rastreamento.

A forma de lavagem por meio da compra de imóveis, carros e joias com dinheiro em espécie ou mesmo através de pagamentos de parcelas baixas era feito para não levantar suspeitas do Banco Central (BC). Além das compras por pessoas físicas, eles também faziam aquisições por empresas.

Ninguém foi preso na operação, mas os quatro principais suspeitos estão com bens bloqueados e não poderão sair das cidades onde vivem sem autorização judicial. Também não houve apreensão de documentos.