Mark Sheppard, vilão de 'Supernatural', diz que sofreu 6 ataques cardíacos: 'Fui reanimado'

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O ator inglês Mark Sheppard, 59 anos, intéprete do vilão Crowley na série Supernatural, contou em seu perfil no Instagram que sofreu seis paradas cardíacas na sexta-feira, 1.

Segundo Sheppard, ele estava na cozinha de sua casa se preparando para sair para uma consulta quando desmaiou. "(Tive) seis ataques cardíacos massivos e, depois, fui reanimado por quatro vezes", escreveu, na legenda de uma foto em que está em um hospital.

De acordo com ator, ele, aparentemente, sofreu um bloqueio total da artéria descendente anterior esquerda, um condição cardíaca perigosa, conhecida como "criadora de viúvas", segundo Sheppard.

"Minhas chances de sobrevivência eram praticamente nulas", disse.

O ator diz que agora está bem, prestes a deixar o hospital para onde foi levado após o incidente. Ele agradeceu os socorristas e a equipe médica que o atenderam. Fez ainda uma agradecimento especial para sua mulher, Sarah Louise, com quem é casado desde 2015.

Em julho de 2023, Sheppard revelou que enfrentou um câncer de pele localizado na barriga.

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Um objeto luminoso cruzou o céu de cidades do Piauí, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Bahia na madrugada deste sábado, 13, por volta de 0h10. O clarão no céu, que durou poucos segundos, foi registrado por câmeras de segurança e cidadãos comuns, que compartilharam os vídeos nas redes sociais.

A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) afirmou se tratar de um bólido, meteoro grande e brilhante como uma estrela cadente.

Segundo o vídeo divulgado pela organização, que é formada por astrônomos voluntários e com estações de monitoramento em planetários e universidades, o brilho intenso denotaria "massa razoável e grande velocidade". A Bramon afirma ainda estar analisando o ocorrido.

Em Tamboril (CE), a passagem foi vista pelo público durante um show da cantora Simone Mendes,

Ex-treinador da seleção brasileira, Dunga sofreu acidente e capotou carro neste sábado, 13, na BR-116, próximo a Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Capitão do tetra, o ex-jogador estava ao lado de sua mulher, Evanir Verri. Eles eram os únicos no veículo e foram atendidos ainda no local.

O acidente foi registrado próximo ao km 39 da rodovia. Tanto Dunga como Evanir tiveram ferimentos leves e estavam conscientes durante o atendimento. Eles foram levados ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, próximo ao local do acidente. O teste do etilômetro foi realizado nas vítimas, com o resultado negativo. O capotamento ocorreu no início desta tarde, às 12h30. As informações são do G1.

Dunga foi campeão mundial, como jogador e capitão, em 1994, nos Estados Unidos. A conquista do tetracampeonato completa 30 anos completa 30 anos no dia 17 de julho. Além disso, comandou a seleção brasileira entre 2006 e 2010, na primeira passagem, e 2015 e 2016.

Como técnico, conquistou a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009. Além disso, comandou a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando foi eliminado nas quartas de final pela Holanda. Desde 2016, quando foi demitido pela CBF, o treinador não assume outro trabalho como treinador em sua carreira.

Sociedades médicas brasileiras divulgaram nesta sexta-feira, 12, uma nota de esclarecimento sobre o estudo que associou o uso de semaglutida, ativo dos medicamentos Ozempic, Wegovy e Rybelsus, a um maior risco de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA-NA), doença ocular rara que atinge o nervo óptico e pode levar à cegueira.

O texto, assinado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), ressalta que há limitações na pesquisa e, até o momento, não há evidências de causalidade entre o uso de semaglutida e o surgimento de NOIA-NA

"Até o momento, não há evidências de causalidade entre o uso de semaglutida e surgimento de NOIA-NA. No entanto, novos estudos, especialmente os grandes estudos de vida real, dedicados à avaliação da saúde ocular em pacientes usando semaglutida, são aguardados para esclarecer esta questão", diz a nota.

Os especialistas afirmam que o uso da semaglutida deve continuar sendo indicado normalmente para pessoas assintomáticas, "porém apenas por médicos, sendo fortemente condenado o uso sem prescrição médica e para perda de peso em pessoas sem obesidade ou sem sobrepeso com comorbidades".

O que dizem as sociedades médicas?

Na nota, as entidades afirmam que seus comitês científicos analisaram detalhadamente o estudo, desenvolvido por pesquisadores do Mass Eye and Ear - hospital-escola da Universidade Harvard com foco na saúde ocular, do ouvido, nariz, garganta, cabeça e pescoço - e publicado na revista científica JAMA Ophthalmology, e destacam os seguintes aspectos:

- de 17.298 pacientes com doenças neuro-oftalmológicas de uma clínica especializada em neuro-oftalmologia, foram selecionadas 710 pessoas com diabetes e 979 com obesidade;

- 555 pacientes selecionados estavam usando semaglutida e, nesses, ocorreram 37 casos de NOIA-NA, ou seja, 6,6%;

- em 1.134 pessoas com diabetes ou obesidade sem uso de semaglutida, houve nove casos de NOIA-NA, ou seja 0,79%;

- essa diferença foi significativa estatisticamente, em termos relativos.

Por outro lado, ponderam que o estudo foi observacional e não foi randomizado, ou seja, as pessoas que usaram semaglutida não foram sorteadas para receber a medicação e, sim, escolhidas a partir dos registros médicos para serem incluídas no estudo de acordo com o uso prévio. Devido a essa seleção, não há como afirmar que aqueles que usaram semaglutida tinham um risco de NOIA-NA semelhante ao das pessoas que não receberam medicação.

Além disso, fatores de risco como tabagismo, duração do diabetes e a morfologia do disco óptico não foram levados em conta, O estudo também não avaliou se, no grupo que utilizou a semaglutida, os pacientes realmente seguiram a prescrição adequadamente, pois não havia controle de adesão à medicação. Também não foram apresentadas informações sobre as doses de semaglutida, impedindo verificar se doses mais altas foram associadas a uma maior incidência de NOIA-NA.

As entidades enfatizam ainda que a NOIA-NA é uma doença rara, com prevalência de 2 a 10 casos para cada 100 mil pessoas na população geral, ou seja, 0,002% a 0,01%, e que o grupo que não usou semaglutida apresentou uma taxa de 0,79% - muito acima do padrão. Para os médicos, isso indica que os resultados foram obtidos em uma população de risco muito maior, o que limita a possibilidade de extrapolar os resultados para a população em geral.

"Portanto, não é possível concluir sobre a existência de uma relação de causa e efeito entre o uso da semaglutida e surgimento de NOIA-NA neste estudo. Não há como afirmar, com estes dados, que a semaglutida tenha causado aumento de casos de NOIA-NA", diz a nota.

As sociedades também lembram que, em 13.809 pacientes que receberam semaglutida em estudos randomizados anteriormente, não houve nenhum caso de NOIA-NA relatado e enfatizam os benefícios do uso da semaglutida tanto na perda de peso quanto no controle da hiperglicemia de pacientes com diabetes tipo 2, na diminuição de risco de eventos cardiovasculares e na redução da progressão da doença renal do diabetes.

"A SBD, a ABESO, a SBEM e a SBO reconhecem que, apesar de ser possível ter havido um aumento de risco relativo de NOIA-NA em pessoas usando semaglutida, o aumento no risco absoluto foi muito baixo, e não deve ser motivo para suspensão da medicação", afirma o comunicado.

Recomendações

As sociedades recomendam que o exame da retina seja realizado de forma rotineira e periódica por pessoas com diabetes, como parte do acompanhamento da doença, como já estipulam as diretrizes em vigor.

Atualmente, a maior causa de cegueira em pacientes com diabetes é a retinopatia diabética. A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, anunciou que um estudo em andamento está analisando os efeitos de longo prazo da semaglutida 1,0 mg nessa enfermidade. A conclusão da pesquisa está prevista para o segundo semestre de 2027.

Em relação a indivíduos que já tenham tido NOIA-NA ou que apresentem perda súbita ou recente da visão, as entidades médicas afirmam que a semaglutida deve ser imediatamente retirada e o paciente submetido a exame oftalmológico o mais breve possível. A decisão terapêutica deverá ser tomada caso a caso, em conjunto com o oftalmologista.