Os segredos de um queijo parmesão verdadeiro

Variedades
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Queijo parmesão é ingrediente com lugar fixo na lista de compras. Parmesão vai bem no macarrão, na sopa, no sanduíche, na pizza, no ovo mexido, sobre o gratinado de legumes ou de carnes, no preparo de pães... Parmesão vai bem com praticamente tudo.

 

O queijo parmesão considerado ideal por quem cozinha profissionalmente tem consistência firme, textura granulosa e sequinha, presença de cristais e sabor levemente picante e adocicado.

 

A origem do parmesão é italiana. "Existem dois queijos com denominação de origem, um deles é o parmiggiano reggiano, um queijo bastante curado e, por isso, de sabor intenso e textura encorpada", explica Virgínia Jancso, proprietária do restaurante italiano Due Cuochi. O outro parmesão clássico é o Grana Padano, também produzido na Itália, curado, porém com sabor mais suave e cristais característicos que garantem uma certa crocância ao queijo, como explica Fernando Bonciani, gerente de gastronomia do grupo Bráz. Os queijos que encontramos nos supermercados, sem uma ou outra denominação de origem, são queijos tipo parmesão.

 

"O bom parmesão precisa ter uma quantidade de sal adequada e a presença de cristais, além de funcionar bem nas receitas, acredita Bonciani. "O parmesão de qualidade gratina bem sobre legumes e carnes e derrete de maneira homogênea em molhos, sem empelotar."

 

Virgínia Jancso ressalta a importância do queijo parmesão na gastronomia, sobretudo nos pratos italianos: "A qualidade do queijo vai interferir diretamente em qualquer receita, por isso a escolha do parmesão é fundamental".

 

ORIGEN

 

O queijo parmesão é assim chamado porque veio da região de Parma, na Itália. O parmiggiano reggiano, já mencionado por aqui, é, na definição do verbete do Pequeno Dicionário de Gastronomia, de Maria Lucia Gomensoro, um queijo de produção extremamente controlada (somente entre 15 de abril e 11 de novembro). Os demais são classificados como queijos tipo parmiggiano.

 

A essa altura, você já deve ter reparado que pratos como filé à parmegiana têm suas receitas originais preparadas com esse tipo de queijo - considerado perfeito por não ser elástico quando aquecido, ao contrário da muçarela que muitos colocam sobre o filé. Mas essa é uma outra história...

 

VALIDADE

 

O queijo "fechado", com sua casca impermeável, pode ser armazenado por anos sem se deteriorar, chegando, inclusive, a melhorar com a idade. Já o queijo como compramos no supermercado, fracionado, tem outra validade, que deve ser respeitada segundo as informações impressas na embalagem.

 

É desse queijo fracionado que trata este teste. Paladar convidou um time de jurados para avaliar 16 marcas encontradas nas redes de supermercados. O grupo foi composto pelo chef Danilo Coêlho, do Mila; pelo diretor e sócio do grupo Veridiana Pizzaria, Jeremias Pereira; pela proprietária do restaurante italiano Due Cuochi, Virginia Jancso; e pelo gerente de gastronomia do grupo Bráz, Fernando Bonciani.

 

Durante a avaliação às cegas, realizada no salão da unidade de Higienópolis da Pizzaria Veridiana, foram levados em conta pontos como equilíbrio de sabor, picância, textura e untuosidade.

 

Boa parte deles foi classificada pelos especialistas como distante do sabor e da textura esperada para um queijo parmesão. Alguns foram listados como queijos medianos. Poucos e bons conquistaram seu lugar no paladar do júri e ficam, assim, como dicas valiosas para orientar as escolhas na gôndola do mercado da preferência dos leitores.

 

AS MELHORES:

 

1ª FAIXA AZUL

 

Disparado o melhor queijo, na avaliação do júri. Sabor equilibrado, cristais de sal presentes, boa cura, textura interessante e umami bastante evidente na boca. Levou o Selo Paladar com louvor na avaliação dos jurados. (R$ 42,82, 238 g)

 

2ª VIGOR

 

O segundo lugar no nosso ranking é um queijo bastante saboroso, equilibrado e de textura agradável. Durante a degustação, foi possível perceber cristais finos, umami leve e uma desejável acidez presente na avaliação do júri.

(R$ 22,10, 158 g)

 

3ª GALBANI

 

Um queijo que se mostrou bem sequinho, de sabor agradável, mas que poderia ser um pouco mais intenso. Na opinião dos jurados, um parmesão correto, que conquistou o terceiro lugar no pódio da avaliação do Paladar.

(R$ 27,98, 180 g)

 

 

As demais marcas avaliadas

 

Sabor nada parecido com o do parmesão foi um dos problemas

 

Buritis

Um queijo mole, nada curado e com sabor de manteiga. Para o júri, definitivamente não se parece com um parmesão. (R$ 19,73, 158 g)

 

Catupiry

Poderia ser menos oleoso. Os cristais se mostraram presentes no queijo e a textura foi avaliada como boa.

(R$ 36,96, 244 g)

 

Fazenda Bela Vista

Apresentou sabor forte, baixa cura e retrogosto desagradável na opinião do júri. Também poderia ser menos oleoso.

(R$ 26,18, 238 g)

 

Gran Mestri

O queijo se mostrou mediano no sabor, mas com boa aparência. Levemente ácido e com retrogosto um pouco amargo. (R$ 21, 140 g)

 

La Sereníssima

Um queijo bastante massudo, quebradiço e gorduroso, segundo os jurados. O sabor, que apresentou um leve amargor, também não agradou ao grupo de avaliadores.

(R$ 34,29, 312 g)

 

Noal

O retrogosto não agradou. A textura foi avaliada como farinhenta. O sabor não lembra o que se espera de um parmesão e o queijo se apresentou oleoso demais, segundo os jurados. (R$ 25,37, 254 g)

 

Polenghi

O queijo apresentou boa textura, mas sem cristais, pouca maturação e com um sabor levemente amargo.

(R$ 16,30, 204 g)

 

President

A cura, segundo os jurados, não é a ideal. Faltou sabor e sobrou óleo. A picância do queijo, contudo, foi considerada boa.

(R$ 17,42, 218 g)

 

Quatá

O queijo não parece curado, a gordura fica na boca e falta a firmeza esperada de um parmesão. Com relação ao sabor, lembra outro tipo de queijo, mais próximo de um queijo suíço, segundo os jurados.

(R$ 18,70, 156 g)

 

RAR

Um queijo avaliado como mediano. Poderia ser um pouco mais salgado e apresentar um pouco mais de umami. Não encantou, nem decepcionou, na avaliação do júri.

(R$ 35,97, 300g)

 

Scala

Um queijo excessivamente oleoso, adocicado e com retrogosto enjoativo.

(R$ 36,65, 282 g)

 

Tania

A textura do queijo não agradou. O retrogosto enjoativo e amanteigado também não ajudou na pontuação do

parmesão da marca.

(R$ 20,83, 224 g)

 

Tirolez

Um queijo jovem, de pouca cura e que não tem a textura esperada de um parmesão. O sabor também foi avaliado como suave demais pelo time de jurados. Por ser bastante macio, seria uma opção para o preparo

de um misto-quente.

(R$ 19,78, 198 g)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em outra categoria

Ataques de peixes a banhistas levaram o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a interditar parcialmente um dos mais procurados balneários de Bonito. A cidade é considerada a "capital nacional do ecoturismo". Só este ano, ao menos 30 pessoas procuraram a rede de saúde da cidade relatando mordeduras pelos peixes. Em um dos casos, uma banhista perdeu parte do dedo.

Os incidentes aconteceram no balneário Praia da Figueira, um empreendimento privado com alto fluxo de turistas. Inicialmente, o Imasul havia interditado todo o complexo, que inclui trilhas e áreas de lazer em terra. A administração da Praia entrou com pedido de reconsideração e a parte seca do complexo foi liberada. "A lagoa artificial permanecerá interditada, sendo exigida a instalação de barreiras físicas e educativas para impedir o acesso dos visitantes à água", diz nota do Imasul.

O Estadão entrou em contato com o Grupo Praia Parque e com a gerência da Praia da Figueira e aguarda retorno.

A lagoa fica próxima do Rio Formoso e nela foi construída uma praia artificial. É nesse local que estão os quiosques dentro da água onde os turistas são servidos com bebidas e alimentação. Também fica na lagoa o mirante que permite uma observação das belezas do rio. Por ser um local mais raso, é onde os turistas boiam para fazer a observação dos peixes - um dos principais atrativos do lugar. Espécies como pacu, dourado, matrinxã e tambaqui foram introduzidas no lago.

O alerta ao Imasul sobre os ataques foi feito pela prefeitura de Bonito após a chegada dos casos de mordeduras por peixes ao hospital da cidade. Segundo o município, mais de 80% dos ataques aconteceram na Praia da Figueira. Uma parte deles teria sido feita pelo peixe tambaqui, uma espécie amazônica que se caracteriza pelos dentes fortes.

Um dos casos envolveu uma professora aposentada de Bonito que teve uma parte do dedo da mão arrancada por mordida de um peixe, quando estava em um dos quiosques molhados do balneário. O ataque aconteceu no dia 17 de março e a mulher foi atendida no Hospital Darci João Bigaton.

Estudo do pesquisador Diogo Hashimoto, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou o tambaqui como o segundo peixe mais criado em cativeiro no País, depois da tilápia, devido à sua fácil adaptação. A espécie não tem hábito de atacar pessoas ou animais, tendo como base de sua alimentação produtos vegetais, principalmente sementes e pequenos frutos.

A prefeitura de Bonito informou que a Fundação de Turismo acompanha a situação e entende a necessidade de adequação do atrativo às normas ambientais e de segurança dos turistas. Considera, ainda, que Bonito é o melhor destino de ecoturismo do País e todos devem se preocupar em entregar a melhor experiência possível.

O Imasul reforçou que, mesmo tendo sido revogada parcialmente a suspensão da Licença de Operação do empreendimento Praia da Figueira, permanecem suspensas todas as atividades na lagoa artificial, sendo autorizada a retomada das demais atividades previstas na licença, desde que não envolvam contato com o lago.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu um terceiro policial suspeito de envolvimento no sequestro do empresário espanhol, de 25 anos, mantido refém em um cativeiro em Mogi das Cruzes, na Grande SP. O caso aconteceu no início da semana passada, na segunda-feira, 24.

A vítima, Rodrigo Perez Aristizabal, relatou às autoridades que ficou sob o domínio dos sequestradores por cinco dias, até sábado, 29, quando conseguiu escapar. Ele disse que chegou a ter cerca de US$ 50 milhões de dólares desviados das suas contas bancárias - cerca de R$ 280,3 milhões na cotação atual.

A identidade do agente detido não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa. Dois outros policiais, um militar da reserva e um civil, já tinham sido detidos. A Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) investiga o caso.

O terceiro agente, também policial civil, estava foragido. Ele foi capturado na noite da última quarta, 2, e preso temporariamente, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP).

Ainda conforme a pasta, a Corregedoria da Polícia Civil apontou a participação de sete suspeitos ao todo no caso, incluindo a namorada da vítima, Luana Bektas Lopez, do Paraguai. A defesa dela não foi localizada. A SSP-SP disse, em manifestações anteriores, que não tolera desvios de conduta.

"Uma ex-namorada da vítima também é alvo das investigações, que prosseguem sob responsabilidade da Divisão Antissequestro do Dope e das Corregedorias das Polícias Civil e Militar para o completo esclarecimento dos fatos", informou a secretaria, em nota.

Empresário espanhol foi mantido refém por cinco dias

O crime aconteceu no início da semana passada. O empresário Rodrigo Perez Aristizabal relatou à polícia, sem conseguir precisar o dia, que voltava de uma padaria para o seu apartamento, no Ipiranga, zona sul da cidade, quando foi abordado por dois homens que estavam em uma camionete preta com a logomarca da Polícia Civil.

Ele foi chamado pelo nome. Ao responder, os supostos agentes teriam dito que eram da polícia internacional, e o colocaram à força no veículo. Os suspeitos estavam usando uniforme da Polícia Civil, segundo o boletim de ocorrência. O caso teria acontecido entre na segunda, 24, ou terça-feira, 25, conforme o relato do empresário.

Aristizabal foi levado para um cativeiro, em uma área de mata em Mogi das Cruzes. Ele relata que teve de tomar remédio para dormir e que passou a ser extorquido pelos sequestradores. De acordo com a vítima, os suspeitos teriam desviado uma quantia de US$ 50 milhões da sua conta - cerca de R$ 280 milhões na conversão atual.

Conforme o registro policial, no sábado, ele conseguiu escapar do cativeiro depois de colocar, escondido, o remédio tranquilizante em uma bebida que estaria tomando acompanhado de um dos sequestradores, de quem teria conseguido a confiança.

O espanhol conseguiu se libertar das algemas, escapar do cativeiro, e acessar um restaurante, onde acionou a PM. Os agentes foram ao lugar onde o empresário era mantido como refém e encontraram um dos sequestradores no local do crime. Aos policiais, o agente confessou a participação no crime e foi preso em flagrante.

Participação da namorada

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a participação da namorada de Rodrigo Aristizabal no crime. O espanhol relatou à polícia que Luana Bektas teria aparecido no local do cativeiro em um dos dias em que esteve sob o domínio dos bandidos.

Ainda conforme o registro policial, o empresário teria percebido, no dia do sequestro, que a companheira estava trocando mensagens no celular com um contato identificado como "Thor", com quem ela já teria conversado em outras oportunidades, escondida do empresário.

Uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal no Paraná culminou na apreensão de duas BMWs pela Polícia Civil de Santa Catarina. No dia 5 de fevereiro, câmeras de videomonitoramento da concessionária Arteris registraram dois motoristas de BMWs executando manobras perigosas na praça de pedágio da BR-101, em Garuva, Santa Catarina. O condutor do primeiro veículo, uma M3 sedan azul de 2017, após efetuar o pagamento do pedágio, executou manobras como arrastamento de pneus, cavalos-de-pau e movimentos circulares em meio ao tráfego, incluindo caminhões.

O segundo, a bordo de uma M3 Competition verde de 2021, fugiu sem pagar o pedágio. Ele filmou as ações arriscadas do primeiro motorista enquanto dirigia.

Informada pela concessionária e de posse das imagens gravadas na praça do pedágio, a PRF abordou os veículos na unidade de Tijucas do Sul, na BR-376. Durante a fiscalização, os policiais constataram que ambos os veículos circulavam sem as placas dianteiras.

A BMW verde, avaliada em R$ 560 mil, estava sem nenhuma placa - elas foram encontradas no porta-luvas do veículo, porém em tamanho reduzido, em desacordo com a legislação. O motorista usava o celular para filmar as manobras do colega enquanto dirigia ao lado de uma mulher e uma criança de três anos. As infrações resultaram em multas totalizando R$ 912,33.

O influencer da BMW azul, avaliada em R$ 380 mil, que realizou as manobras perigosas, estava com a CNH vencida e o para-brisa trincado, acumulando multas no valor de R$ 3.716,87. A infração por manobras perigosas, especificamente, implica multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir.

As investigações revelaram que os motoristas envolvidos são influenciadores digitais que utilizavam veículos de luxo para infrações de trânsito, registrando e divulgando as ações nas redes sociais com o objetivo de monetizar o conteúdo e atrair seguidores. Essa prática levou a Polícia Civil de Santa Catarina a deflagrar, no começo de março, a Operação Bayerische, 'visando reprimir tais condutas e desestimular a glorificação de infrações de trânsito nas mídias sociais'.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, resultando na apreensão de mais dois veículos de luxo: um Chevrolet Camaro 1SS e uma Land Rover Discovery. Os policiais também encontraram adesivos relacionados ao perfil do influenciador e placas de veículos com mecanismos de rápido acoplamento, possivelmente usados para dificultar a identificação. A Justiça determinou o bloqueio das redes sociais utilizadas para a divulgação das infrações e a suspensão das CNHs dos influencers.