São Paulo e Cruzeiro empatam sem brilho em estreias de Gabigol, Dudu e Oscar nos EUA

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O São Paulo torce para que a primeira impressão não seja a que fique. Ainda que tenha empatado por 1 a 1 com o Cruzeiro pela FC Series, sofrer um gol com 27 segundos de jogo assustou. Restou ao time de Luis Zubeldía pressionar para garantir que não começaria o ano com revés.

Como era de se esperar para um jogo de pré-temporada, as equipes se demonstraram frias, principalmente os reforços, os quais ainda buscam entrosamento. Foi o caso de Dudu e Gabigol, principais contratações do Cruzeiro. No lado tricolor, Oscar reestreou após 16 anos, mas também não brilhou individualmente. Muitas finalizações foram para fora, ao estilo de field goals do futebol americano.

O personagem que mais destoou foi Matheus Pereira. Além de marcar o gol relâmpago, o camisa 10 cruzeirense foi quem tentou desafogar jogadas e demonstrou bom preparo físico. No São Paulo, os veteranos Luiz Gustavo e Lucas tiveram seus momentos, mas encararam dificuldades em se conectar com os companheiros.

Foi somente a partir dos 20 minutos que o time paulista conseguiu trabalhar a bola no campo de ataque, diante de um recuo em bloco do Cruzeiro. A equipe do São Paulo do primeiro tempo, porém, demonstrou maior a desorganização que era de se esperar de um time diferente do que jogava em 2024 e ainda em pré-temporada. Lucas, Luciano e Ferreirinha estavam distantes no setor ofensivo.

As chances mais claras cresceram na medida em que o Cruzeiro aumentou os erros na saída de bola. Fernando Diniz esbravejava pelos vacilos, que também se repetiam no meio de campo e no ataque.

Cássio foi exigido pela primeira vez aos 26 minutos, a partir de cruzamento de Lucas e cabeceio de Luciano. André Silva chegou a ter uma chance dentro da área, mas finalizou muito torto para fora. O Cruzeiro até voltou a assustar, mas foi o São Paulo que terminou o primeiro tempo com mais posse.

Parecia que a etapa inicial acabaria com vantagem cruzeirense, mas Ferreirinha cavou um passe na área para Luciano. O atacante se esticou e apenas "triscou" na bola. Cássio falhou e aceitou o empate.

Com trocas de todos os jogadores dos dois lados, o segundo tempo já começou mais corrido. Taticamente, contudo, o jogo empobreceu. E ficou mais brigado. Empurrões e faltas fortes faziam esquecer que o jogo era amistoso.

O goleiro Léo Aragão, substituto de Cássio, fez boas defesas quando foi preciso, em finalizações de William Gomes e Erick. O camisa 33, aliás, tentou jogadas diferentes, buscando Calleri, mas o centroavante estava muito bem marcado.

Sem jogar desde abril, Pablo Maia voltou a entrar em campo pelo São Paulo. O meia jogou por 30 minutos da segunda etapa e será reforço importante no ano de 2025.

Após o duelo contra o Cruzeiro, parte do elenco são-paulino já retorna para o Brasil. Quem ficar jogará, nos Estados Unidos, contra o Flamengo, no sábado, às 17h. Já o grupo que retorna se prepara para estrear no Paulistão, já na segunda rodada, contra o Botafogo-SP, na segunda-feira, às 20h.

FIHCA TÉCNICA

CRUZEIRO 1 X 1 SÃO PAULO

CRUZEIRO - Cássio (Léo Aragão); William (Fagner), Fabrício Bruno (Jonathan Jesus), João Marcelo (Villalba) e Marlon (Kaiki); Lucas Romero (Walace) (Peralta), Matheus Henrique (Lucas Silva), Eduardo (Christian) e Matheus Pereira (Marquinhos); Dudu (Bolasie) e Gabigol (Tevis). Técnico: Fernando Diniz.

SÃO PAULO - Rafael (Jandrei); Igor Vinícius (Ferraresi), Arboleda (Ruan), Sabino (Alan Franco) e Moreira (Enzo Díaz); Luiz Gustavo (Alisson) e Marcos Antônio (Pablo Maia) (Santi Longo); Lucas (Erick), Luciano (Oscar) e Ferreirinha (William Gomes); André Silva (Calleri). Técnico: Luis Zubeldía.

GOLS - Matheus Pereira, aos 27 segundos, e Luciano, aos 46 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRA - Tori Penso (EUA).

CARTÕES AMARELOS - João Marcelo, William e Peralta (Cruzeiro) e Luis Zubeldía e Oscar (São Paulo).

PÚBLICO E RENDA - Não disponíveis.

LOCAL - Inter&Co Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

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Dormir bem é importante para a saúde de homens e mulheres com sobrepeso, mostra um estudo publicado recentemente no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Pessoas com excesso de peso que ficam acordadas até muito tarde tendem a ter um risco maior de síndrome metabólica - conjunto de condições que elevam o risco de doenças cardíacas, diabete, derrame e outros problemas crônicos.

 

"Nossa pesquisa mostra que as interrupções no relógio biológico interno do corpo podem contribuir para consequências negativas à saúde de pessoas que já podem ser vulneráveis pelo peso", disse a principal autora do estudo, Brooke Shafer, pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório de Sono, Cronobiologia e Saúde da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon. Além disso, o sono ruim produz diferentes riscos à saúde entre homens e mulheres, mostram os resultados.

 

A PESQUISA

 

Para o estudo, foram recrutados 30 voluntários com um IMC maior que 25, o que os colocou na categoria de sobrepeso ou obesidade. A equipe usou amostras de saliva para descobrir o horário da noite em que o corpo de cada pessoa começava a produzir o hormônio melatonina, que inicia o processo de adormecer. Os participantes registraram então seus hábitos de sono nos sete dias seguintes.

 

Os pesquisadores avaliaram a diferença de tempo entre o início da melatonina e o tempo médio de sono para cada voluntário para determinar se a janela entre esses fatores era estreita ou ampla. Uma janela estreita significa que alguém adormece pouco após o início da melatonina, e uma ampla significa o oposto. A estreita sugere ainda que a pessoa está ficando acordada até muito tarde para o seu relógio biológico interno, conforme o estudo.

 

HOMENS E MULHERES

 

Homens que adormeciam mais perto do início da melatonina tendiam a ter níveis mais altos de gordura abdominal, mais triglicerídeos gordurosos no sangue e um risco geral mais alto de síndrome metabólica do que homens que dormiam mais cedo e melhor, mostram os resultados.

 

Mulheres com uma janela de sono curta tinham maior gordura corporal geral, níveis elevados de açúcar no sangue e frequência cardíaca de repouso mais alta, descobriram os pesquisadores.

 

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Eli Lilly anunciou nesta terça-feira, 20, que os dados preliminares de um estudo em estágio final mostraram que seu medicamento para perda de peso reduziu significativamente o risco de progressão para diabetes tipo 2 entre adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso. Após o anúncio, a ação da empresa avançava 2,27% no pré-mercado em Nova York, Às 9h10 (de Brasília).

 

Em nota, a farmacêutica americana afirma que os resultados derivam de uma pesquisa de três anos para avaliar a eficácia e segurança de uma dose semanal de tirzepatide, ingrediente da injeção Zepbound e do medicamento para diabetes Mounjaro. O levantamento foi conduzido com 1.032 adultos com pré-diabetes e obesidade ou sobrepeso.

 

Segundo a Eli Lilly, a aplicação do medicamento em tratamento de longo prazo conseguiu "reduzir significativamente" o risco de progressão para diabete tipo 2, em 94%. Além disso, o medicamento também levou a uma redução significativa do peso em uma média de 15% a 22,9%, dependendo da dosagem, em comparação com a redução de 2,1% em pacientes que receberam placebo.

 

No entanto, pacientes que abandonaram o tratamento com tirzepatide após um período de 17 semanas voltaram a ganhar peso e a ampliar riscos de progressão para diabetes tipo 2. Contudo, esses participantes ainda mantiveram 88% menos probabilidade de desenvolver a doença, em comparação aos adultos que tomaram o placebo.

 

As vendas dos medicamentos para diabetes e perda de peso Mounjaro e Zepbound, da Eli Lilly, tornaram-se um fator fundamental para o desempenho da farmacêutica, com os lucros do segundo trimestre superando amplamente as expectativas. Somente as vendas do Mounjaro mais do que triplicaram, passando para US$ 3,09 bilhões no segundo trimestre deste ano, de US$ 979,7 milhões no ano anterior. *Com informações da Dow Jones Newswires.

De acordo com boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 7, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), aumentou 75% nas últimas quatro semanas. Entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março, especificamente, a doença disparou em todas as regiões do Brasil. A pesquisa mostra ainda que os vírus causadores mudam conforme a região - entre eles estão o coronavírus (causador da covid-19), influenza (gripe) e o vírus sincicial respiratório (VSR).

 

Enquanto no Centro-Sul predomina a covid-19, nas regiões Sudeste e Sul, além da covid-19, há também um aumento nos casos de influenza, indicando uma coexistência de ambas as doenças. Já no Norte e Nordeste, o influenza também apresenta um crescimento significativo, principalmente entre a população adulta. Os dados foram levantados com base no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

 

Com relação ao VSR, a pesquisa apontou o ressurgimento do vírus em todas as regiões do País, com a possibilidade de associação ao retorno às aulas. Esse vírus é conhecido por ser o principal responsável pela bronquiolite em bebês, doença respiratória comum e altamente contagiosa, caracterizada por sintomas como tosse persistente e dificuldade respiratória. "Nesse caso, crianças com até 2 anos são as principais infectadas, mas também é importante destacar o risco de para idosos", afirmou Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

 

Em 2024, foram notificados 13.636 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 5.285 (38,8%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.576 (40,9%) foram negativos e 1.955 (14,3%) aguardavam resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, 68,6% foram atribuídos à covid-19. Em seguida veio o vírus sincicial respiratório, responsável por 11,4% dos casos. Influenza A correspondeu a 9,3% dos registros e influenza B, a 0,3%.

 

Gomes também ressaltou que a incidência de SRAG por covid-19 impacta mais fortemente as crianças de até 2 anos e a população com 65 anos ou mais. "Por outro lado, a mortalidade decorrente da doença tem sido especialmente elevada entre os idosos, com predominância da infecção pelo coronavírus", afirmou o especialista.

 

Cuidados e prevenção

 

Com relação à covid e à gripe, a Fiocruz ressalta que a vacinação segue sendo o principal meio de enfrentamento. Além disso, a instituição destacou a eficácia do uso de máscaras do tipo N95 e PFF2, que reduzem o risco de contrair vírus respiratórios, especialmente em unidades de saúde, que possuem grande circulação de pessoas infectadas.

 

Outra recomendação é buscar atendimento médico em caso de surgimento de sintomas parecidos com resfriados, principalmente aqueles que fazem parte de grupo de risco, para que sejam encaminhados para tratamento adequado à eventual doença.