Votar impeachment de ministros do STF no Senado só causaria problemas, diz Alcolumbre

Política
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que uma eventual votação de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado causaria problemas em um País que já está dividido.

 

"Muito claramente nós temos muitos problemas, não será o presidente do Senado Federal que vai criar mais um", disse Alcolumbre, em entrevista ao PodK Liberados, apresentado pelo também senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e exibido no final da noite da quinta-feira, 27, pela RedeTV!.

 

Alcolumbre defendeu que a prerrogativa de o Senado pautar o impeachment de ministros do STF seja revista. "Está errado isso", afirmou. "O que temos que fazer é buscar com que cada poder possa conviver dentro das suas atribuições, um respeitando o outro, sem avançar a linha da autonomia e da autoridade de cada um."

 

Anistia

 

Questionado sobre a possibilidade de concessão de anistia aos acusados de participar dos atos golpistas do 8 de Janeiro, Alcolumbre disse que deve haver "mediação e modulação" nas penas a serem aplicadas pela Justiça. "Não pode ser uma anistia para todos de maneira igual. E também não pode, nas decisões judiciais, ser uma punibilidade para todos na mesma gravidade", afirmou o senador.

 

Alcolumbre reconheceu que houve um "problema" com os atos de vandalismo e a tentativa de golpe de Estado e que "alguém pensou e idealizou isso". O senador defendeu, porém, que todos devem ser considerados inocentes até a última instância.

 

Emendas

 

Na entrevista, o presidente do Senado criticou o que considera ser um processo de "criminalização" das emendas parlamentares, que considera importantes para atenuar as desigualdades no País.

Em outra categoria

Em reunião no Salão Oval da Casa Branca nesta sexta-feira, 28, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a atitude do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre as discussões do acordo de minerais entre os dois países, desrespeitava o governo dos EUA e a liderança de Donald Trump.

"Esse tipo de comentário que vai destruir o seu país", respondeu Vance à Zelensky. O presidente da Ucrânia havia dito que o acordo de minerais não era o suficiente.

Segundo o vice-presidente americano, a estratégia do ex-presidente Joe Biden não funcionou e o caminho para a paz é engajar a diplomacia da Rússia.

Zelensky rebateu o comentário e enfatizou que Putin começou a atacar desde 2014 e "ninguém fez nada para parar até hoje".

O presidente Donald Trump disse que o líder ucraniano Volodymyr Zelensky desrespeitou os Estados Unidos em seu "querido Salão Oval" e que ele poderá voltar "quando estiver pronto para a paz".

Em registro na plataforma Truth Social nesta sexta-feira, 28, Trump disse que "tivemos uma reunião muito significativa hoje na Casa Branca. Aprendeu-se muito que nunca poderia ser compreendido sem uma conversa sob tanto fogo e pressão".

"É incrível o que transparece através da emoção, e determinei que o presidente Zelensky não está pronto para a paz se os EUA estiverem envolvidos, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações", segundo o registro.

"Não quero vantagem, quero PAZ", ressaltou Trump no post. "Ele desrespeitou os Estados Unidos da América no seu querido Salão Oval. Ele pode voltar quando estiver pronto para a paz."

Mais cedo, Trump acusou o presidente de estar "brincando com a terceira guerra mundial" e de ser ingrato com os EUA. "Sem nós, você não tem carta nenhuma contra a Rússia. Ou você faz um acordo ou estamos fora", afirmou.

Os dirigentes participaram nesta tarde de encontro no Salão Oval da Casa Branca em meio a negociações de um acordo de minerais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente americano, JD Vance, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discutiram na tarde desta sexta-feira, 28, no Salão Oval da Casa Branca, ameaçando o acordo de minerais previsto para ser assinado entre os dois países nesta sexta-feira.

Trump acusou Zelensky de estar "jogando com a terceira guerra mundial" e de ser ingrato com os EUA. "Sem nós, você não tem carta nenhuma contra a Rússia. Ou você faz um acordo ou estamos fora", disse.

O republicano ainda afirmou que não está alinhando com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e que a Ucrânia precisa da ajuda americana, pois "estão ficando sem soldados e recursos, e diz que não quer cessar-fogo". "Americanos precisam ter seus bilhões de volta", acrescentou.

Enquanto isso, Zelensky disse aos repórteres que Putin "tem que pagar" pelo início da guerra e que o acordo sobre os minerais, por si só, não é suficiente para seu país.