OAB reage após detenção de advogado no STF: 'Fatos serão apurados com responsabilidade'

Política
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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou uma nota nesta terça-feira, 25, sobre a detenção do desembargador aposentado Sebastião Coelho, advogado do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins. Segundo a entidade, "os fatos narrados serão apurados com responsabilidade".

"A OAB recebe a representação de colegas que relatam cerceamento de defesa, e tratará do tema junto ao Supremo. Seguiremos atentos para que a relação entre advogados e magistrados seja sempre marcada por urbanidade e por respeito recíprocos", afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, em nota publicada no site da entidade.

Mais cedo, Sebastião Coelho tentou entrar na sala da Primeira Turma, onde é julgado o recebimento da denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, sem estar credenciado. Ao ser impedido, o desembargador reagiu com gritos de "arbitrários".

Segundo a assessoria do Supremo, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, determinou a lavratura de um boletim de ocorrência por desacato e autorizou, na sequência, a liberação do advogado.

Em nota, o STF informou que o advogado não havia feito o credenciamento prévio exigido para participação na sessão e, por esse motivo, foi orientado a acompanhar os trabalhos da Segunda Turma.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou a disposição do país em agir militarmente em território libanês contra qualquer ameaça, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 28.

"Quem ainda não entendeu a nova situação no Líbano teve hoje mais um exemplo de nossa determinação", disse o líder israelense. O premiê afirmou que "a equação mudou" e que Israel não tolerará mais ataques, mesmo que esporádicos, contra seus assentamentos. "O que aconteceu antes de 7 de outubro não se repetirá", garantiu.

Israel lançou nesta sexta-feira um ataque à capital do Líbano, Beirute, pela primeira vez desde que o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi acordado em novembro. Repórteres da Associated Press no local ouviram um estrondo alto e testemunharam fumaça subindo da região que o exército israelense havia prometido atacar.

Netanyahu destacou que o objetivo é assegurar o retorno seguro dos moradores do norte de Israel, que precisaram deixar a região devido aos ataques do grupo libanês Hezbollah. "Continuaremos a impor com força a cessação das hostilidades e garantiremos que todos os nossos cidadãos no norte voltem para suas casas em segurança", concluiu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter tido uma conversa "extremamente produtiva" com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Em seu perfil na rede Truth Social, nesta sexta-feira, 28, o republicano escreveu: "Concordamos em muitas coisas e nos reuniremos logo após as próximas eleições no Canadá."

O encontro entre os líderes deve abordar temas como "política, comércio e outros fatores que serão benéficos tanto para os EUA quanto para o Canadá", acrescentou Trump.

A ligação ocorre em um momento de tensão crescente entre os dois países, às vésperas da entrada em vigor das tarifas recíprocas norte-americanas, em 2 de abril.

Na quinta-feira, 27, Carney declarou que a "antiga relação que tínhamos com os EUA, baseada na integração de nossas economias e na estreita cooperação em segurança e assuntos militares, chegou ao fim".

O Hamas voltou a acusar o governo israelense de cometer um "genocídio à vista do mundo" e pediu à comunidade internacional que pressione pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza, em nota divulgada nesta sexta-feira, 28. O grupo pediu que "a comunidade internacional, as nações árabes e islâmicas, e organizações de direitos humanos ajam com urgência e eficácia para pressionar a ocupação a levantar o cerco e cessar a agressão brutal". O comunicado também responsabiliza o governo dos EUA por apoiar "política e militarmente" as ações de Israel.

"O governo fascista de ocupação Israel continua a cometer seu crime de cercar completamente a Faixa de Gaza pelo 27º dia consecutivo, impedindo a entrada de suprimentos humanitários essenciais", afirmou o grupo.

O Hamas classificou os bombardeios israelenses como "massacres brutais" e denunciou o uso deliberado de "fome e desidratação como armas", além do bloqueio à ajuda humanitária. O grupo ainda citou alertas da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) sobre o "risco iminente de fome catastrófica" e reforçou o apelo para que países árabes, islâmicos e "povos livres de todo o mundo" atuem por todos os meios possíveis" para apoiar a população de Gaza.