Bolsonaro ironiza Flávio Dino em postagem no X em meio a julgamento de denúncia no STF

Política
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Presente no julgamento que decidirá se ele se tornará réu por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhou nesta terça-feira, 25, um vídeo no X (antigo Twitter), ironizando o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Sim, é isso mesmo que você está ouvindo. O ministro Flávio Dino não sabia que a tal 'minuta do golpe' já estava na rede social antes mesmo de acharem no celular do Anderson Torres", diz a publicação.

O vídeo mostra um trecho da sustentação oral de Eumar Novacki, advogado do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres. Próximo ao encerramento, Dino faz uma pergunta sobre a data 12 de dezembro de 2022, mencionada por Novacki durante sua argumentação.

Ele diz "não ter captado" o que ocorreu no dia citado. O advogado explica, repetindo que, segundo a defesa de Torres, trata-se da data de publicação do texto que ficou conhecido como "minuta do golpe" na internet.

O rascunho previa intervenção no Poder Judiciário para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convocar novas eleições. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), Bolsonaro teria tido participação direta em sua elaboração.

O julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o "núcleo um" dos denunciados teve início nesta terça-feira, 25. Além de Bolsonaro, fazem parte do grupo: Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Mauro Cid, Almir Garnier, Alexandre Ramagem e Anderson Torres.

A sessão foi encerrada por volta das 17h18 e o julgamento será retomado às 9h30 da quarta-feira. Jair Bolsonaro foi embora pelo estacionamento do subsolo do STF. A participação dele nas sessões foi marcada por momentos de "seriedade, tensão e sonolência".

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou a disposição do país em agir militarmente em território libanês contra qualquer ameaça, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 28.

"Quem ainda não entendeu a nova situação no Líbano teve hoje mais um exemplo de nossa determinação", disse o líder israelense. O premiê afirmou que "a equação mudou" e que Israel não tolerará mais ataques, mesmo que esporádicos, contra seus assentamentos. "O que aconteceu antes de 7 de outubro não se repetirá", garantiu.

Israel lançou nesta sexta-feira um ataque à capital do Líbano, Beirute, pela primeira vez desde que o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi acordado em novembro. Repórteres da Associated Press no local ouviram um estrondo alto e testemunharam fumaça subindo da região que o exército israelense havia prometido atacar.

Netanyahu destacou que o objetivo é assegurar o retorno seguro dos moradores do norte de Israel, que precisaram deixar a região devido aos ataques do grupo libanês Hezbollah. "Continuaremos a impor com força a cessação das hostilidades e garantiremos que todos os nossos cidadãos no norte voltem para suas casas em segurança", concluiu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter tido uma conversa "extremamente produtiva" com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Em seu perfil na rede Truth Social, nesta sexta-feira, 28, o republicano escreveu: "Concordamos em muitas coisas e nos reuniremos logo após as próximas eleições no Canadá."

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A ligação ocorre em um momento de tensão crescente entre os dois países, às vésperas da entrada em vigor das tarifas recíprocas norte-americanas, em 2 de abril.

Na quinta-feira, 27, Carney declarou que a "antiga relação que tínhamos com os EUA, baseada na integração de nossas economias e na estreita cooperação em segurança e assuntos militares, chegou ao fim".

O Hamas voltou a acusar o governo israelense de cometer um "genocídio à vista do mundo" e pediu à comunidade internacional que pressione pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza, em nota divulgada nesta sexta-feira, 28. O grupo pediu que "a comunidade internacional, as nações árabes e islâmicas, e organizações de direitos humanos ajam com urgência e eficácia para pressionar a ocupação a levantar o cerco e cessar a agressão brutal". O comunicado também responsabiliza o governo dos EUA por apoiar "política e militarmente" as ações de Israel.

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