PF mira conselheira do TC-DF por corrupção em compras da Secretaria da Saúde

Política
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta, 26, a Operação Pacare, destinada a apurar supostas regularidades na apreciação, pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, de contratos da Secretaria de Saúde local. A ofensiva investiga crimes de peculato, corrupção, prevaricação, advocacia administrativa, falsidade ideológica, prevaricação emprego irregular de verbas públicas e crimes licitatórios.

Um efetivo de 32 policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em nove endereços residenciais e comerciais no Distrito Federal. Os locais são ligados a sete pessoas investigadas em dois inquéritos em tramitação no Superior Tribunal de Justiça, sob relatoria do ministro João Otávio de Noronha.

Entre os alvos das medidas cautelares está a conselheira do Tribunal de Contas do Distrito Federal Anilcéia Machado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, além das buscas, foram determinadas quebras de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos. Não há prisão ou ordem de afastamento da função pública.

O Ministério Público Federal indica que, segundo as investigações, as práticas criminosas sob suspeita ocorreram entre 2013 e 2015, em um dos casos, e em 2020, na outra frente de apuração.

"As investigações apuram desde o pagamento e/ou recebimento de vantagens indevidas para a quitação de empenhos sem as observâncias dos requisitos legais até suposta intermediação e patrocínio de interesse privado junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal - TCDF", explicou a PF em nota.

A Polícia Federal aponta que o nome da operação, Pacare, faz alusão a palavra 'pagar' - 'cuja origem etimológica vem do latim, "aplacar, satisfazer, apaziguar"'.

COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE CONTAS DO DF

O Tribunal de Contas do DF informou que vai aguardar mais informações sobre o caso para se manifestar.

Em outra categoria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje a revogação das concessões concedidas ao regime de Nicolás Maduro, da Venezuela, por meio de um acordo sobre petróleo firmado durante o governo de Joe Biden. Assinado em 26 de novembro de 2022, o acordo tinha como objetivo principal a retomada parcial das atividades de exploração de petróleo na Venezuela, com a Chevron, uma das maiores petroleiras dos EUA, entre as beneficiadas. Em contrapartida, o regime de Maduro se comprometeria a implementar reformas políticas, incluindo a realização de eleições livres e justas, além da libertação de prisioneiros políticos.

"Estamos, por meio deste, revertendo as concessões que o desonesto Joe Biden fez a Nicolás Maduro", escreveu Trump em seu perfil na Truth Social. De acordo com o republicano, o regime venezuelano não cumpriu as condições estabelecidas, especialmente no que diz respeito à realização de eleições democráticas e à devolução de "criminosos violentos enviados ao nosso país". Trump afirmou que Maduro não tem cumprido a promessa de retornar esses "criminosos com a rapidez com que haviam acordado".

Em sua publicação, Trump também anunciou a decisão de encerrar o que chamou de "ineficaz e não cumprido 'Acordo de Concessão' de Biden". O presidente americano determinou que o acordo será encerrado na data da opção de renovação prevista para 1º de março de 2025.

O Escritório de Administração e Orçamento dos Estados Unidos e o Escritório de Gestão de Pessoal solicitaram de maneira conjunta que as agências federais enviem "planos de reorganização" e se preparem para iniciar demissões em larga escala, a pedidos do presidente do país, Donald Trump, segundo memorando divulgado nesta quarta-feira, 26.

No documento, é mencionado que o governo federal é "caro, ineficiente e profundamente endividado" e não está produzindo resultados, o que exige que a medida seja colocada em prática. "O dinheiro dos impostos está sendo desviado para financiar programas improdutivos e desnecessários que beneficiam grupos de interesse radicais enquanto prejudicam cidadãos americanos trabalhadores", justifica a nota.

O comunicado cita que o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) instruiu as agências a "eliminar o desperdício e o inchaço" dos trabalhadores, como parte da "transformação crítica da burocracia federal".

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou nesta quarta-feira, 26, que, em 8 de fevereiro, o Irã possuía 274,8 quilos de urânio enriquecido em até 60% - material é "quase adequado" para armas -, um aumento de 92,5 quilos desde o último relatório do órgão de vigilância nuclear em novembro, quando foi registrado um estoque de 182,3 quilos. A alta da produção iraniana acontece à medida que as tensões entre Teerã e Washington se intensificam após a eleição do presidente dos EUA, Donald Trump.

"O aumento significativo da produção e acumulação de urânio altamente enriquecido pelo Irã, o único Estado sem armas nucleares a produzir tal material nuclear, é uma preocupação séria", afirmou o documento. Segundo a AIEA, aproximadamente 42 quilos de urânio enriquecido a 60% são "teoricamente suficientes" para produzir uma bomba atômica, se enriquecidos ainda mais para 90%.