Jair Bolsonaro depõe à Polícia Federal sobre suposta importunação de baleia-jubarte em São Sebastião-SP

Política
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai depor na Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 27, no inquérito sobre suposto crime de "importunação intencional" de uma baleia-jubarte em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Bolsonaro será ouvido na superintendência da PF na capital do Estado dois dias depois de ato realizado na Avenida Paulista. O advogado e assessor de comunicação de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também será ouvido pela PF.

 

O depoimento estava marcado para ocorrer no dia 7 deste mês, porém, foi adiado. O caso sob investigação da Polícia Federal ocorreu em junho de 2023 em São Sebastião. O inquérito foi aberto com base em vídeo que mostra um homem pilotando um jet ski e se aproximando da baleia com o motor ligado, chegando a até cerca de 15 metros do animal. A PF investiga o possível cometimento de crimes previstos em lei que proíbe a pesca ou "molestamento intencional" de baleias.

 

Em novembro, o Ministério Público Federal também passou a acompanhar o inquérito. A suspeita da Procuradoria é de que Bolsonaro seria o condutor do veículo aquático que se aproximou do mamífero. O ingresso do órgão na investigação se deu a pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que também investiga o caso, e é desdobramento de uma apuração preliminar do MPF sobre o episódio.

 

O ex-presidente passou o feriado de Corpus Christi de 2023 na região, onde se encontrou com o vereador Wagner Teixeira, que foi multado pelo Ibama por "desrespeito às regras de observação de baleias".

 

Nas redes sociais, Wajngarten chegou a relacionar a investigação com "perseguição política, jurídica e midiática". Sustentou que, "por inúmeras vezes teve a sorte de avistar animais marinhos no litoral norte de SP e nunca gerou nem notícia, nem intimação processual".

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Autoridades de Israel e do Hamas disseram nesta terça-feira, 25, que chegaram a um acordo para trocar os corpos de reféns israelenses mortos pela libertação de centenas de prisioneiros palestinos, mantendo o frágil cessar-fogo intacto por pelo menos mais alguns dias.

Israel havia adiado a libertação de 600 prisioneiros palestinos desde sábado para protestar contra o que diz ser o tratamento cruel dos reféns durante sua libertação pelo Hamas. O grupo militante afirmou que o atraso é uma "grave violação" do cessar-fogo e que as negociações sobre uma segunda fase não seriam possíveis até que eles fossem libertados.

O enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse que deseja que as partes iniciem negociações sobre a segunda fase, durante a qual todos os reféns restantes mantidos pelo Hamas deverão ser libertados e um fim para a guerra deverá ser negociado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira, 25, que também pretende comprar minerais de territórios da Rússia.

O comentário do republicano, em entrevista aos jornalistas no Salão Oval, ocorreu após ele afirmar que se o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quiser vir à Washington para tratar do acordo com os EUA, seria bem recebido. "O acordo é sobretudo sobre minerais raros."

O presidente americano assinou ainda nesta terça-feira uma ordem executiva que restabelece a exigência de publicação online por hospitais de custos de serviços médicos.

A juíza do Tribunal Distrital dos EUA, Loren AliKhan, bloqueou na terça-feira, 25, indefinidamente a administração do presidente Donald Trump de congelar o financiamento federal anteriormente concedido.

A decisão afeta organizações sem fins lucrativos, grandes e pequenas, nos EUA, que financiam desde a mitigação de inundações até cuidados a idosos e pré-escolas.

A decisão do tribunal federal de Washington foi em resposta a um pedido de liminar contra o governo, solicitado pela organização sem fins lucrativos Democracy Forward em nome de várias outras organizações sem fins lucrativos e proprietários de pequenas empresas.

As organizações sem fins lucrativos procuraram uma ação mais enérgica por parte dos tribunais depois de a Casa Branca ter indicado que ainda planejava prosseguir com um congelamento do financiamento, mesmo depois de o Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) ter revogado um memorando que originalmente bloqueava os recursos e à medida que aumentavam as provas de que agências como a Fundação Nacional de Ciência, a Agência de Proteção Ambiental e a Agência Federal de Gestão de Emergências não tinham retomado totalmente o financiamento, de acordo com o processo judicial do Democracy Forward.

Depois que o memorando do OMB foi revogado no final de janeiro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nas redes sociais que a ação "NÃO era uma rescisão do congelamento do financiamento federal. É simplesmente uma rescisão do memorando do OMB".

A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentários na terça-feira.