Planalto reúne líderes da Câmara e diz que haverá 'boa saída' para emendas

Política
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse a líderes de bancada da Câmara nesta segunda-feira, 26, que será encontrada uma "boa saída" para o imbróglio que envolve as emendas parlamentares. A cúpula do governo reúne representantes do Legislativo para discutir o assunto depois de o Supremo Tribunal Federal suspender parte das emendas e um novo acordo em torno do tema, que desagradou a congressistas, ser delineado.

"Nós vamos construir uma boa saída para esse tema que está em debate junto ao Supremo Tribunal Federal, já teve uma reunião na semana passada, tem um grupo de diálogo comum que envolve Executivo, Câmara e Senado", disse Padilha na abertura da reunião. Participam do compromisso representantes de 19 bancadas, entre bancadas partidárias e outros grupos da Câmara.

Padilha falou em "construir a melhor solução negociada, valorizando o papel de cada parlamentar, porque os parlamentares conhecem muito a realidade local, cumprindo aquilo que é a interpretação da Constituição em relação à execução desses recursos". Também mencionou que é necessário encontrar a saída até o envio do Projeto de Lei Orçamentária de 2025, que deve ocorrer até o fim deste mês, ou seja, até o fim desta semana.

Congressistas defendem as emendas parlamentares sobre o argumento de que conhecem suas bases melhor que o governo federal e, por isso, podem decidir onde usar recursos. O Executivo tenta recuperar o controle sobre as emendas para poder promover mais obras do programa de governo de Lula.

Padilha repetiu que o governo conseguiu aprovar todos os seus principais projetos desde a posse, em 2023. Afirmou que seria melhor se houvesse reuniões de líderes com o presidente da República com mais frequência. Essa é uma reclamação recorrente de congressistas - em seu primeiro governo, Lula tinha o hábito de encontrar deputados e senadores regularmente .

"Se a gente pudesse, reunia toda semana com o senhor presidente Lula, para o senhor ver o exército de generais que o senhor tem lá na Câmara", declarou Padilha. Ele disse que o encontro deveria ter sido realizado entre o fim de junho e o começo de julho, mas que o calendário das eleições municipais impediu.

Os dois ministros envolvidos mais diretamente no imbróglio das emendas, porém, não participam da reunião. Quem tem representado Lula nas discussões sobre o assunto são Rui Costa (Casa Civil) e Jorge Messias (AGU).

Em outra categoria

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, prometeu nesta quinta-feira, 27, que os Estados Unidos responderão com força se a Venezuela atacar a Guiana na disputa territorial em andamento que envolve enormes reservas de petróleo e gás. Rubio disse que seria um "dia muito ruim" para a Venezuela se isso acontecesse.

Ele fez uma breve parada em Georgetown, capital da Guiana, hoje para conversar com o presidente do país, Irfaan Ali, e outras autoridades antes de viajar para o Suriname.

"As ameaças regionais são baseadas em reivindicações territoriais ilegítimas de um regime de narcotráfico", declarou Rubio aos repórteres em uma coletiva de imprensa conjunta com Ali. "E quero ser franco: haverá consequências para o aventureirismo. Haverá consequências para as ações agressivas".

Os Estados Unidos deram a aprovação inicial para que o Catar compre oito drones MQ-9B Predator para suas forças armadas, uma compra estimada em quase US$ 2 bilhões.

A aprovação do Departamento de Estado para o Catar, anunciada nesta quinta-feira, ocorre depois que Doha tentou adquirir os drones durante o governo do ex-presidente Joe Biden, mas não obteve a aprovação.

"Essa proposta de venda apoiará a política externa e os objetivos de segurança nacional dos EUA, ajudando a melhorar a segurança de um país amigo que continua a ser uma força importante para a estabilidade política e o progresso econômico no Oriente Médio", disse a Agência de Cooperação de Segurança de Defesa dos EUA em um comunicado.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quarta-feira, 26, que o Departamento de Estado reavaliará seus avisos de viagem para a Jamaica e outros países para garantir que reflitam as condições reais no local.

Como parte de uma viagem pelo Caribe, Rubio ouviu reclamações de autoridades jamaicanas sobre o aviso para o país, que depende muito do turismo. O aviso de viagem atual para a Jamaica aconselha os americanos a "reconsiderar" a visita devido aos altos índices de criminalidade.

Ao concordar em rever a recomendação, Rubio defendeu a oposição do governo de Donald Trump a um programa do governo cubano que envia médicos e outros profissionais da área médica para países que precisam desse tipo de pessoal, inclusive a Jamaica.

O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, disse que seu país se beneficiou muito com o programa que, segundo o governo Trump, viola as normas trabalhistas internacionais e, em alguns casos, equivale ao tráfico de pessoas.