Erasmo Carlos: viúva preserva pilha de jornais e quadro embrulhado desde a morte do cantor

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Fernanda Esteves, a viúva de Erasmo Carlos, relevou que guarda uma pilha de jornais do cantor e que mantém embrulhado um quadro que ele recebeu antes de morrer no apartamento em Leblon, no Rio de Janeiro, em que os dois moravam. O artista morreu em novembro de 2022, aos 81 anos, vítima de síndrome edemigênica.

Fernanda, de 33 anos, conversou com a TV Aparecida em uma reportagem sobre luto no início do mês. Ela explicou que Erasmo gostava de ler o jornal impresso e que, por isso, guardou uma pilha de jornais que foram chegando após a morte dele.

"Erasmo passou 36 dias internado e ler jornal era uma coisa que não podia faltar na rotina dele. Onde quer que ele estivesse no Brasil, ele precisava ler o jornal porque ele queria se inteirar das notícia. Era um hábito, iniciava o dia assim", contou.

"Nesses 36 dias internado, ele não estava se sentindo bem, então ele não queria ler o jornal. Eu oferecia e ele falava não. Na última semana de vida dele, a gente renovou a assinatura do jornal e Erasmo falou: 'Guarde os exemplares dessa semana, porque eu vou ter alta na quarta-feira, então guarda que eu vou ler quando chegar'", continuou.

"E eu guardei daquela semana. Ele morreu, e a assinatura continuou, e os jornais continuaram chegando. E eu fui colocando todos [ali] porque ai eu já não conseguia não guardar mais. Fui colocando todos eles em uma pilha. Comecei a ver que essa pilha representava a falta dele para mim", disse.

Fernanda também contou que um quadro que Erasmo recebeu de presente antes de morrer permanece embrulhado. "Consigo me situar no dia a dia quando chego aqui e o meu jornal está ali, o quadro está fechado. Falo que ainda está faltando o Erasmo, mas alguma coisa dele ainda está aqui", explicou.

O casal havia se mudado para o apartamento apenas dois meses antes da morte do cantor. Os dois estavam juntos há 13 anos. Ele morreu no dia 22 de novembro de 2022, aos 81 anos de idade.

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O papa Francisco teve uma noite tranquila, de acordo com um comunicado divulgado na manhã desta quarta-feira, 12, pelo Vaticano. A condição clínica do sumo pontífice permanece estável, com leve melhora, mas o quadro continua complexo, segundo informou a Santa Sé na tarde do dia anterior, terça-feira, 11.

Na noite da última segunda-feira, 10, o prognóstico deixou de ser reservado após as melhoras no seu estado de saúde se consolidarem. O termo é normalmente usado no meio médico para indicar que não é possível prever as chances de recuperação de um paciente. A expressão costuma ser empregada para se referir, portanto, a quadros clínicos mais graves.

Francisco foi internado em 14 de fevereiro no Hospital Gemelli, em Roma. Ainda não há previsão de alta para o argentino.

Na semana passada, após um período de estabilidade, o paciente sofreu uma recaída, necessitando de ventilação mecânica não invasiva devido a episódios de insuficiência respiratória e broncoespasmo, além de enfrentar insuficiência renal leve e precisar de uma transfusão de sangue.

Em busca de resultados, a Corregedoria-Geral da corporação lançou o Desafio 2025. Trata-se de uma competição de âmbito interno entre todas as 27 superintendências regionais por "melhor performance nos indicadores de operações, perícias e de polícia judiciária", o que inclui até maior número de indiciamentos de investigados. Os resultados mais importantes serão premiados. Uma das superintendências já anunciou que vai compensar com uma viatura e celulares quem tiver melhor rendimento.

A lógica por trás da iniciativa é tentar melhorar o trabalho com incentivos e não exclusivamente com punições, como processos disciplinares, por exemplo. Ela toma como base indicadores que precisam ser melhorados. Um deles é a duração dos inquéritos. O prazo médio de conclusão das investigações na atual gestão, do diretor-geral Andrei Rodrigues, caiu de 700 para 450 dias em média, mas a Polícia Federal busca mais celeridade.

Há também um vácuo nos indiciamentos. Onde os investigadores encontrarem autoria e materialidade, a orientação interna é pelo indiciamento.

Polêmica

A disputa interna instaurou uma polêmica na corporação, principalmente entre delegados. Alguns enaltecem a iniciativa da Corregedoria porque consideram a Disputa PF 2025 um alento para um salto na produção. Outros criticam o certame, em especial no item que prevê premiações para o aumento do número de indiciamentos.

O Estadão ouviu vários delegados. Uns classificam a medida como "gamificação ridícula". Outros avaliam que o "jogo da PF" pode banalizar a produção de inquéritos. E há os que desdenham da recompensa, ainda indefinida. "Prêmio: uma viagem à fronteira"; "Viatura? Isso é instrumento de trabalho"; "Nunca pensei que um dia iria passar por isso"; "Cumprimento de missão oficial virou motivo para prêmio?".

O Desafio PF 2025, aberto nesta segunda-feira, 10, ocorrerá em duas etapas, entre março e setembro. A Etapa 1 se prolonga até 11 de junho com a disputa ocorrendo entre as Superintendências Regionais.

A unidade que sairá vencedora será a que obtiver maior pontuação na soma de vários critérios, entre eles a redução porcentual de inquéritos sem despacho há mais de 80 dias e de perícias requisitadas há mais de um ano. Na Etapa 2, que vai até 9 de setembro, a competição alcançará as cinco regiões do País. Cada região deverá atuar "com excelência em critérios operacionais - quantidades de relatórios de operação de Polícia Judiciária, indiciamentos, por exemplo, além da redução porcentual de inquéritos instaurados até 2020".

'Celeridade e eficiência'

"O Desafio é de toda a PF", resume a Corregedoria. "Além do ganho em eficiência e celeridade, o Desafio PF 2025 aumentará a integração entre as principais áreas envolvidas na investigação, servindo como um excelente laboratório para identificação de boas práticas, oportunidades de melhorias e inovação." A cúpula da corporação destaca que "a sociedade e a PF ganham celeridade e eficiência".

A PF espera, ao fim do ano de 2025, reduzir significativamente o tempo médio de duração de inquéritos policiais. O Desafio, calcula a PF, vai estimular também a redução de alertas correcionais, de perícias e a qualificação das operações policiais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Explosões em uma rede subterrânea de eletricidade na Praça da República, no centro de São Paulo, assustaram pedestres que passavam pelas imediações, na tarde desta terça-feira, 11. Não houve registro de feridos. À noite, a Enel, concessionária de eletricidade, informou que ocorreu um curto-circuito em um ponto de conexão entre a rede da distribuidora e a rede de iluminação pública, e os postes da rua foram afetados.

Vídeos gravados por testemunhas da explosão viralizaram nas redes sociais. Eles mostram muita fumaça saindo do chão, enquanto são ouvidas seguidas explosões, em meio à chuva que atingia a capital paulista na tarde desta terça-feira.

Em notas emitidas à noite, a Enel São Paulo informou que uma equipe da distribuidora estava no local inspecionando a galeria e verificou que o problema ocorreu no ponto de conexão entre as redes da concessionária e de iluminação pública. Segundo a empresa, os postes de iluminação pública foram afetados, mas não houve queda de energia para clientes no entorno da praça.