Bruna Marquezine se torna cidadã italiana e mostra passaporte nas redes sociais

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Bruna Marquezine compartilhou, em seu Instagram, uma foto de seu passaporte italiano. A atriz ainda escreveu na segunda-feira, 15: "Siri, toca 'Per Amore' na voz de Susana Vieira". Em 2010, Susana Vieira lançou Brasil EnCena, CD com uma das faixas sendo Per Amore, música sucesso da novela Por Amor, na voz de Zizi Possi. A atriz cantou a canção ao vivo no Domingão do Faustão para divulgar o disco e recentemente o momento viralizou nas redes sociais.

 

Bruna está despontando em sua carreira internacional. Com o passaporte, a atriz passa a ser considerada cidadã europeia e consegue viajar para os Estados Unidos sem a necessidade de visto. Ela também pode morar e trabalhar em países que pertencem à União Europeia.

 

No que pode ser considerado o auge de sua carreira, Bruna estreou em sua primeira produção de Hollywood ano passado, quando participou de Besouro Azul. O filme conta a história de Jaime Reyes, um adolescente que ganha superpoderes após um escaravelho se prender à sua coluna.

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou na quinta-feira, 27, medidas de prevenção e controle de incêndios florestais, definindo áreas de risco para o fogo e reforços na contratação de brigadistas e na destinação de recursos aos Bombeiros, Estados e municípios.

Uma portaria assinada pela ministra Marina Silva declarou emergência em áreas vulneráveis, delimitando estados, mesorregiões e épocas específicas para a atuação prioritária.

"Com essa informação, os agentes públicos terão de tomar as medidas necessárias para poder agir em conformidade com o risco", disse a ministra, mencionando uma "reestruturação do sistema" de enfrentamento ao problema.

Neste ano, o governo federal contará com 4.608 profissionais na prevenção e combate ao fogo, sendo 4.358 brigadistas e 250 servidores.

O efetivo é distribuído entre ICMBio (a quem compete a gestão de risco de fogo nas unidades de conservação federais) e Ibama (atua em terras indígenas, terras do Incra e outras áreas prioritárias federais).

Atos semelhantes já haviam sido editados em anos anteriores pelo ministério para justificar a ampliação do número de brigadistas federais.

No documento de 2025, a pasta incluiu a especificação de quais regiões devem entrar em estado de emergência ambiental para incêndios em que época, inaugurando um "planejamento estratégico faseado ao longo do ano", como definiu o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

O anúncio das medidas ocorre após a pior temporada de fogo no País desde 2010, com 278 mil focos de incêndio registrados pelo INPE em 2024, concentrados principalmente na Amazônia.

Outros biomas também queimaram, e muito: no Pantanal, a extensão da área devastada superou o ano de 2020, expondo falhas na estratégia de prevenção do governo.

Além da portaria, o governo também destaca a aprovação da Resolução nº 2 de 2025 do Comitê de Manejo Integrado do Fogo, que trata de Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIFs) e ações preventivas, preparatórias e de combate aos incêndios florestais obrigatórias em imóveis rurais.

Com força de lei, a norma estabelece uma gestão integrada do risco de incêndios, estipulando que todos os Estados elaborem seus PMIFs em até dois anos.

Unidades de conservação e imóveis em região de alto risco de incêndios e que usam queima prescrita também ficam obrigados a elaborar e compartilhar planos, tendo como responsabilidade adotar ações de prevenção, ter brigada florestal própria treinada ou apoiar brigada local, entre outras.

'Garantir que ocorra desde já'

Para a coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, o planejamento por região lançado pela portaria é 'relevante', considerando a urgência de que governos atuem de forma mais intensa e sistêmica na prevenção e controle dos incêndios florestais.

"No ano passado, a eficácia da atuação estatal ficou muito aquém do que deveria ficar", diz ao Estadão. "O Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos têm que reconhecer, e estão reconhecendo, quando tentam organizar um planejamento mais sistêmico, mais conectado numa articulação coletiva".

Ela enfatiza, no entanto, ser necessário "garantir que tudo isso ocorra desde já", chamando atenção para a necessidade de que a contratação das equipes seja feita antes do período considerado de emergência, para que os brigadistas possam atuar em prevenção - por exemplo implantando aceiros e realizando um trabalho de educação das comunidades.

Araújo ainda considera que o incremento no número de brigadistas federais deveria ser maior, levando em conta que a atuação dos governos estaduais e municipais tem estado "aquém do necessário", com os estados realizando um controle do uso do fogo em atividades agrícolas visto por ela como insuficiente.

Além da responsabilidade pela prevenção e controle do fogo nas áreas federais, o MMA tem o papel de coordenar e apoiar outros entes federativos.

"As medidas do ministério parecem positivas, mas nós temos realmente que monitorar durante o ano para verificar a eficácia de tudo isso", conclui.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Danielle Bezerra dos Santos, casada com o investigador da Polícia Civil Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho. Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Danielle lavava dinheiro para criminosos. A reportagem tenta contato com a defesa dela.

O MP-SP diz que Danielle atuava "no contexto das atividades ilícitas da organização" para "lavagem de capitais do produto e proveito do crime de tráfico de drogas e outros crimes correlatos praticados por seus integrantes". Segundo a denúncia acatada pela justiça, ela teria atuado diretamente "para ocultar provas e objetos dos crimes ligados ao seu companheiro e também denunciado Rogério de Almeida Felício". A ordem de prisão saiu nesta quinta-feira, 17, mas ela está foragida.

Rogerinho, que está preso, trabalhou na segurança do cantor sertanejo Gusttavo Lima. Ele é um dos oito policiais civis acusados pelo MP de extorquir bens e dinheiro de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, assassinado em novembro do ano passado, ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos.

Procurada pela reportagem, a defesa de Rogerinho avalia se vai se pronunciar. A Balada Eventos, escritório que administra a carreira artística de Gusttavo Lima, diz que Rogério prestou serviços em alguns eventos (shows) como integrante da equipe de segurança do artista, e que acompanha os desdobramentos do caso.

Empresas laranjas e ameaças de agressão

A apuração indicou que Danielle ajudava o marido a administrar contas abertas em nome de empresas "laranjas" para ocultar a origem do dinheiro ilícito. Antes de se casar com o policial civil, a mulher foi casada com Felipe Geremias dos Santos, o Alemão, responsável pelas operações do PCC em Santo André, Mauá e São José dos Campos, segundo a polícia. Alemão a deixou viúva em 2019.

Após a morte do faccionado, a viúva passou a cobrar os devedores dele com a ajuda do atual companheiro, Rogerinho. Em uma gravação, o policial diz a Danielle que vai pedir autorização para o PCC para cobrar os devedores de Alemão. E afirma que, caso seja autorizado, iria encostar uma viatura policial descaracterizada no bar do devedor e "dar um cacete nele".

As gravações obtidas pela investigação mostram um diálogo de Danielle com seu pai em que ela o orienta a depositar dinheiro na conta de uma empresa "laranja" que Rogério teria comprado. "Não tem vínculo nenhum com o CPF dele, com o meu CPF, então é uma conta que pode cair o quanto de dinheiro que for, entendeu? Pensa como se fosse uma conta de laranja. É essa conta, pode socar o quanto de dinheiro o senhor quiser que nunca vai ter problema nenhum."

'Rouba de quem rouba'

Em uma troca de mensagens por rede social, Danielle conversa com uma amiga e esta a questiona sobre o fato dela estar casada com um policial, após ficar viúva de um "bandido". A mulher de Rogerinho responde que "com polícia a hipocrisia é maior", pois "rouba de quem rouba e paga de santo".

As mensagens fazem parte da denúncia encaminhada pelo MP-SP à justiça, na qual Danielle é acusada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O MP-SP confirmou ter pedido a prisão de 12 denunciados, entre eles Danielle. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que os pedidos de prisão tramitam sob segredo de justiça.

Rogerinho foi denunciado por suspeita de "conluio entre agentes públicos, integrantes do PCC e operadores da facção", junto com dois delegados, seis investigadores, dois empresários e um advogado, além de Danielle. Os investigados podem responder por lavagem de capitais e crimes contra a administração pública, como peculato e corrupção passiva.

Morte de Vinicius Gritzbach

O caso de Rogerinho e sua mulher tem ligação com as investigações sobre o assassinato de Vinicius Gritzbach, após ter feito um acordo de delação premiada com o MP-SP. Ele revelou os nomes de pessoas ligadas à facção criminosa e de policiais que extorquiam dinheiro dele.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o policial Rogério não é investigado pela morte de Gritzbach, mas por outros crimes.

A Polícia Civil esclarece que o envolvimento de integrantes da instituição com o crime organizado é rigorosamente apurado pela Corregedoria, que colabora com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. "A instituição não compactua com os desvios de conduta. Todo agente que desobedecer os protocolos da instituição será rigorosamente punido", diz em nota.

Dois cavalos avaliados em R$ 3 milhões foram apreendidos nesta sexta-feira, 28, em um haras em Indaiatuba, no interior de São Paulo, em uma operação da Polícia Federal sobre a rede de tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) com a máfia italiana.

Os policiais fizeram buscas em Indaiatuba e em Santana de Parnaíba, na Grande SP. para aprofundar a investigação da Operação Mafiusi, deflagrada em dezembro de 2024. Provas apreendidas no final do ano passado levaram a novas suspeitas envolvendo a etapa de lavagem de dinheiro do esquema. Os endereços das buscas são ligados a operadores financeiros e a um líder do PCC.

A Justiça Federal mandou bloquear imóveis, contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados. O confisco decretado pela 23.ª Vara Federal de Curitiba atinge R$ 31,5 milhões.

Segundo a Polícia Federal, contas de passagem, empresas de fachada e transações imobiliárias vinham sendo usadas para lavar de dinheiro do tráfico de drogas.

Durante a Operação Mafiusi, a PF constatou o envio de toneladas de cocaína para a Europa, principalmente em carregamentos de louças sanitárias e madeiras para a Espanha. Também constatou voos lotados com até 1,5 tonelada de cocaína para aeroportos de Portugal e da Bélgica.