STF julgará ações sobre aterros em Áreas de Preservação Permanente no plenário

Geral
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido de associações do setor de resíduos e retirou de pauta as ações que discutem a manutenção de aterros sanitários em Áreas de Preservação Permanente (APPs). O julgamento começou no plenário virtual na madrugada desta sexta-feira, 2, mas foi suspenso pelo ministro logo em seguida. A data para a retomada da análise será definida pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

Os ministros vão julgar recursos do PP e da Advocacia-Geral da União (AGU) contra decisão de 2018 que proibiu a gestão de resíduos em APPs. Agora, a discussão gira em torno da diferença entre aterro sanitário e lixão e a possibilidade de manter o funcionamento dos aterros localizados nessas áreas.

De acordo com a AGU, existem ao menos 18 aterros sanitários em áreas protegidas, inclusive em 11 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Teresina, Aracaju, Florianópolis e Vitória. A desativação dessas unidades teria impacto de R$ 49 bilhões, segundo a estimativa da AGU feita em 2019.

A Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren) pediu que as ações sejam retiradas da pauta porque a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluente (Abetre) pediu admissão no processo como parte interessada, mas foi extinta da ação sem ter sido intimada a se manifestar.

A Abetre, por sua vez, pediu que o caso vá ao plenário físico para ampliar o debate em torno do tema. A entidade argumenta que o desligamento dos aterros pode piorar a situação ambiental, uma vez que a falta de um espaço próprio para o tratamento de resíduos prejudicaria o objetivo de eliminar, progressivamente, os lixões.

De acordo com nota técnica elaborada pelo Ministério das Cidades em 2018, o encerramento dos aterros pode causar "enormes impactos" e resultar em retrocesso no manejo de resíduos. De acordo com a pasta, as águas superficiais e subterrâneas em áreas próximas aos aterros deverão ser monitoradas por 20 anos. "Esse monitoramento implicará um custo extra ao titular de limpeza pública equivalente a cerca 4 a 5 vezes o custo de instalação de um aterro sanitário", diz a nota.

Votos

Os recursos começaram a ser julgados em agosto de 2023, mas a análise foi suspensa por pedido de vista de Barroso. Até então, seis ministros haviam votado. O relator, Luiz Fux, atendeu parcialmente aos recursos para dar prazo de mais 36 meses para encerrar os aterros sanitários que estão em funcionamento em APPs. Ele foi seguido pelas ministras Rosa Weber, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Gilmar votou para que apenas a proibição de lixões seja mantida. Ele apontou que a situação gerada pelo julgamento de 2018, que equiparou aterros a lixões, é "grave". Para o ministro, a decisão "bloqueou iniciativas ambientalmente corretas, essenciais para a erradicação dos lixões e para o integral implemento do saneamento básico".

O ministro Alexandre de Moraes abriu outra corrente, defendendo prazo de 10 anos para a progressiva desativação dos aterros sanitários em funcionamento nas APPs.

Com o pedido de destaque, o julgamento é reiniciado do zero no plenário presencial. Apenas o voto da ministra Rosa Weber, que se aposentou, é mantido.

Em outra categoria

O festival Tim Music São Paulo ocorrerá nos dias 12 e 13 de abril, no Parque Ibirapuera, São Paulo, com entrada gratuita. A retirada dos ingressos será realizada na próxima segunda-feira, 7, a partir das 12h, para quem é cliente Tim, e na terça-feira, 8, para o público geral, no mesmo horário.

Será possível retirar os ingressos a partir da data por meio do site oficial, aqui. A distribuição de ingressos para menores de idade será feita somente mediante a apresentação de um adulto responsável, que deverá preencher um termo online.

O festival conta com quatro shows nos gêneros de rap, samba, pagode e axé. Mano Brown e Rashid integram o primeiro dia, além de Ludmilla e Martinho da Vila.

No segundo dia, Ferrugem abre a noite convidando Criolo, e o show entre Ivete Sangalo e Iza encerra o evento.

Tim Music São Paulo: saiba tudo

Data: 12 e 13 de abril

Local: Parque Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral - Vila Mariana.

Entrada: Gratuita. Retire o ingresso entre os dias 7 e 8 de abril.

Abertura dos portões: 16h.

Encerramento: 21h30.

A disputa judicial entre Emicida e Fióti, seus filhos mais conhecidos do público, levou Dona Jacira a se manifestar publicamente nesta quinta-feira, 3. Em uma carta aberta divulgada nas redes sociais, a mãe dos artistas saiu em defesa de Fióti, acusado pelo rapper de desviar R$ 6 milhões da Lab Fantasma, empresa que administravam juntos.

"A palavra maldita calou fundo no coração da minha família e no coração dos nossos homens bons", escreveu Dona Jacira, ao destacar o impacto do conflito interno. "Sem chance de defesa, fizeram-no réu. As hienas nos rondam, querem nossa queda. Mas não conseguirão."

A matriarca defendeu o filho caçula e reforçou sua visão sobre a gravidade das acusações. "Falo em nome das mulheres que estão à frente da Lab desde quando ninguém via possibilidade", afirmou. E completou, dirigindo-se diretamente a Fióti: "Sua dor é nossa dor."

Em outro trecho, Dona Jacira sugeriu que a solução para o conflito deve vir da retratação pública: "A maldição lançada em forma de calúnia deve ser retirada pela boca que a lançou. Antes que seja tarde."

Ela ainda fez um alerta sobre o peso das palavras e suas consequências: "Pode passar mil anos, gerações se erguerem e caírem, mas a dívida amanhecerá e anoitecerá com seu devedor. Até que este pague. Até que este desfaça a maldição."

Entenda o conflito entre Emicida e Fióti

O rompimento entre os irmãos foi anunciado na sexta-feira, 28, mas já vinha se desenhando desde novembro de 2024. Naquele mês, Emicida revogou a procuração que dava poderes administrativos a Fióti, bloqueou seus acessos a contas bancárias da Lab Fantasma e comunicou funcionários de que o irmão não teria mais poder de decisão.

A disputa foi levada à Justiça. No processo, ao qual o Estadão teve acesso, Emicida acusa Fióti de desviar R$ 6 milhões da empresa. A alegação foi apresentada como resposta a uma ação movida por Fióti, que busca impedir que o rapper tome decisões individuais sobre o negócio.

Fióti nega as acusações. Em comunicado oficial divulgado na segunda-feira, dia 1º, afirmou que nunca desviou valores da Lab Fantasma e que todas as movimentações financeiras foram realizadas de maneira transparente.

"A administração sempre foi conjunta, com divisão igualitária de ativos e decisões", declarou. O músico e empresário também classificou a acusação de desvio como "falsa" e criticou a divulgação de informações parciais de um processo que corre em segredo de Justiça.

De acordo com os documentos, até 2024, Emicida e Fióti dividiam a sociedade da Lab em partes iguais. Uma alteração societária posterior passou a concentrar 90% das cotas no nome de Emicida e apenas 10% nas mãos de Fióti, sob alegação de questões estratégicas.

O grupo de K-pop Kiss of Life, também conhecido pela sigla Kiof, realizou uma live polêmica transmitida na noite da última quarta-feira, 2, na qual imitavam "trejeitos" da cultura negra e rapper dos Estados Unidos. O "tema" da live, "hip-hop old-school", foi escolhido por uma das integrantes, Julie, que comemorou seu aniversário no dia.

Alguns momentos da live repercutiram em redes sociais como o Twitter, e fãs pediram que as quatro integrantes e a empresa se retratassem através de hashtags e e-mails enviados para a S2 Entertainment.

Julie, Belle, Natty e Haneul, membros do grupo, não pediram desculpas diretamente, mas a empresa responsável pelo grupo mencionou o ocorrido nas redes sociais: "Pedimos desculpas pelo uso da linguagem e estilo em nosso conteúdo de aniversário publicado ontem, que se conforma com estereótipos de certas raças.

O conteúdo era baseado em um estilo 'hip-hop old-school', como descrito, e pretendíamos retratar essa 'vibe' de uma forma que respeitasse a cultura, mas não tínhamos plena consciência de que isso poderia reforçar estereótipos de certas raças.

Pedimos sinceras desculpas a qualquer um que tenha se ofendido com isso. Nossas integrantes levam esse assunto a sério, e seremos mais conscientes e respeitosos ao 'pegar emprestado' referências culturais no futuro. Removeremos todo o conteúdo relevante de acordo. Mais uma vez, pedimos desculpas a todos que se sentiram prejudicados por isso."

O fã-clube do Kiof no Brasil admitiu estar "decepcionado" com as integrantes e encerrou suas atividades através de um comunicado. A postagem e a conta do fã-clube foram apagados.

O fã-clube global também decidiu encerrar suas atividades, através de uma postagem ainda disponível. Ambos relataram não estarem coniventes com as atitudes do grupo.

Outros internautas também se manifestaram contra a live e ressaltaram a importância dos fãs internacionais para o grupo e para os fandoms de k-pop.

Entenda a live do Kiss of Life

Além do "tema" polêmico, as integrantes se vestiram como "pessoas negras" e "rappers" e utilizaram gírias típicas da cultura afro-americana nos Estados Unidos. Elas também imitaram estereótipos raciais.

Antes da transmissão da live, uma das integrantes pediu em uma rede social para fãs que eles "não deixassem o fandom após ver o conteúdo da live".

"Elas sabiam o que estavam fazendo", disse um usuário.

Não é a primeira vez que uma das integrantes propaga estereótipos do tipo. Julie, a aniversariante na ocasião, pediu desculpas no ano de estreia do grupo por ter dito a "n-word", palavra com denotação negativa e que foi apropriada pela cultura negra dos Estados Unidos como forma de protesto.

Também pelas redes sociais, fãs explicaram que a cantora sabia do significado da palavra, já que Julie nasceu no Havaí, Estados Unidos.

No pedido de desculpas antigo, ela escreveu: "Essa é a Julie, do Kiss of Life. Um vídeo antigo veio à tona em que eu, sem prestar atenção, cantei a letra original de uma música que contém uma certa palavra, e me arrependo muito.

Esse acidente me fez pensar no quanto minhas ações descuidadas podem causar malefícios em muitas pessoas e durante meu período de treinamento de 6 anos eu cresci e amadureci. Estou determinada a ser mais precavida e meticulosa para prevenir os mesmos erros no futuro.

Quero expressar minhas sinceras desculpas para todos que se sentiram ofendidos pelas minhas ações. Eu mostrarei uma melhor versão de mim", finalizou.