Reino Unido manterá sanções contra a Rússia, diz premiê Keir Starmer

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Durante coletiva de imprensa após uma reunião de líderes europeus sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou sobre a situação ucraniana. O premiê britânico ressaltou a importância da cooperação entre Londres e Paris. "Acho importante para a defesa da Europa que o Reino Unido e a França trabalhem juntos", afirmou nesta quinta-feira, 27.

Pouco antes, o presidente francês, Emmanuel Macron, havia anunciado que os dois países enviarão "uma equipe franco-britânica à Ucrânia para preparar o formato das forças armadas ucranianas no futuro". Keir Starmer também garantiu que o Reino Unido manterá as sanções contra a Rússia e não pretende retirar as restrições impostas ao governo de Vladimir Putin.

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparecem à frente em uma possível disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, segundo o levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, 3. Os dois lideram os principais cenários da corrida com ampla vantagem sobre os outros possíveis candidatos.

Na pesquisa estimulada, Cleitinho lidera com 39,7% das intenções de voto no primeiro cenário. O senador é seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, 19,3%, e pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) com 14,6%. Na sequência estão o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), com 3,8%, o vice-governador de Minas Mateus Simões (Novo), com 3%, e o deputado estadual Tadeuzinho (MDB), também com 3%. Votos em branco e nulo somam 11,8%, e 4,8% não souberam responder.

Já segundo cenário testado, Nikolas Ferreira assume a dianteira com 39,4%, enquanto Kalil aparece com 20% e Pacheco com 15,2%. Reginaldo Lopes, Tadeuzinho e Mateus Simões aparecem com 3,6%, 2,8% e 2,7% nesse cenário. Bancos e nulos são 11,7% e 4,6% não souberam responder.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem a apresentação de nomes, o atual governador Romeu Zema (Novo), que está no segundo mandato e não poderá disputar a reeleição, lidera com 8,5%. Cleitinho tem 1,8% e Nikolas, 1,4%. A maioria (79,9%) não soube responder. Brancos e nulos somam 5,7%.

Zema é cotado para disputar a Presidência da República no próximo ano. Uma ala do Novo defende que o governador mineiro seja o vice em uma chapa com outro candidato da direita.

O levantamento também mostra que Nikolas e Cleitinho têm melhor desempenho entre os eleitores de 25 a 44 anos e entre os homens. Nikolas, por exemplo, alcança 47% das intenções de voto entre quem tem ensino médio completo e 46,2% entre jovens de 16 a 24 anos. Já Cleitinho se destaca na faixa de 25 a 34 anos, com 44,5% dos votos, e também entre os que têm ensino médio (43,3%).

A pesquisa também questionou os eleitores mineiros sobre a disputa para o Senado Federal. Na pesquisa espontânea, Cleitinho lidera com 3% das intenções de voto, seguido de Romeu Zema, 2,5%, e Nikolas Ferreira, 2,1%. Outros nomes, como Rodrigo Pacheco, o deputado federal Eros Biondini e o ex-deputado Marcelo Aro também foram citados, mas não alcançaram 1%. Não souberam responder são 84,6%, enquanto brancos e nulos somam 6,2%.

Na pesquisa estimulada, Romeu Zema lidera as intenções de voto para o senado com 52,7%, seguido de Rodrigo Pacheco, 24,3%, do senador Carlos Viana (Podemos), com 18,9%, e do deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB). Os eleitores puderam escolher dois nomes para o cargo.

A gestão de Zema também foi avaliada na pesquisa. O governo tem aprovação de 64,6% e reprovação de 31,6%. Outros 3,8% não souberam opinar. Ao avaliar o desempenho, 48,4% classificam a gestão como ótima ou boa, 28,4% como regular e 22,2% como ruim ou péssima.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de março, com 1.660 eleitores em 70 municípios mineiros. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou nesta quinta-feira, 3, que os ministros são responsáveis pela queda na popularidade da gestão. O índice de desaprovação do governo Lula chegou a 56% no mês de março, segundo a pesquisa Genial/Quaest.

"Não tem nada que me isentar de impopularidade. Eu acho que a impopularidade tem responsabilidade de todos os ministros. Todas as áreas, a área política, gestão, comunicação, todo mundo. Isso não tem absolutamente nenhum problema", afirmou o ministro após o evento "Brasil Dando a Volta por Cima", no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A cerimônia, que teve tom de campanha política, teve como objetivo apresentar um balanço dos últimos dois anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à queda na popularidade do governo. A aprovação da gestão petista caiu de 47% para 41%, segundo o último levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 2.

"Quanto à questão de popularidade do presidente, o objetivo principal desse evento, o objetivo desse evento, não foi isso", disse o ministro. O chefe da Secom afirmou ainda que o seu trabalho frente à pasta serve apenas para "informar a população sobre as ações do governo".

"Quanto à opinião da população sobre o governo, se acha isso, ou disso e daquilo, aí não é questão de a gente ficar definindo", concluiu.

A nova campanha publicitária busca reverter a queda na popularidade do governo. Durante o evento, a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um papel central. Onze das 36 medidas anunciadas como entregas do governo Lula fazem referência explícita a melhorias em relação aos quatro anos sob Bolsonaro.

O líder da oposição na Câmara, coronel Zucco (PL-RS), protocolou nesta quarta-feira, 2, um pedido de habeas corpus coletivo endereçado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele pede que presos pelos atos de 8 de janeiro sejam colocados em prisão domiciliar.

O documento solicita que, por motivos de "justiça e equidade", as condições oferecidas a Débora Rodrigues dos Santos e Jaime Junkes sejam estendidas a todos os presos pelo ataque à Praça dos Três Poderes.

Acusada de pichar com batom a frase "Perdeu, mané" na estátua da Justiça, a cabeleireira Débora teve a prisão preventiva convertida em domiciliar na última sexta-feira, 28, por decisão do ministro Alexandre de Moraes. A medida atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defendeu o relaxamento da prisão ao menos até o julgamento.

Já no caso de Jaime Junkes, professor aposentado de 68 anos que está com câncer e cumpre pena definitiva, a prisão domiciliar foi concedida em razão de "grave situação de saúde reiteradamente comprovada nos autos".

O pedido de habeas corpus protocolado pleiteia a substituição das prisões de réus que ainda aguardam condenação, como Débora, pelo recolhimento domiciliar nos casos envolvendo pessoas com mais de 80 anos; extremamente debilitadas por motivo de doença grave; consideradas imprescindíveis para cuidados de pessoa com deficiência ou menor de seis anos de idade; gestantes; mulheres com filhos de até 12 anos de idade e homens, se forem os únicos responsáveis pelo cuidado de uma criança de até 12 anos. As hipóteses estão previstas no artigo 318 do Código de Processo Penal.

No que diz respeito a quem já recebeu condenação e cumpre pena definitiva de prisão, como Junkes, Zucco pede a conversão de pena a presos que se enquadram nos quatro primeiros incisos do artigo 117 da Lei de Execução Penal: maior de setenta anos; acometido de doença grave; gestante ou mãe com filho menor de 18 anos ou com deficiência.

O deputado também entregou um relatório ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), com relatos de supostas violações de direitos humanos contra os detidos, e afirmou que vai encaminhar o documento a líderes partidários para pressionar apoio à proposta de anistia.

Durante julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu por tentativa de golpe de Estado, nesta terça-feira, 25, o ministro Alexandre de Moraes. O ministro apresentou dados sobre o perfil de 497 condenados pelos atos golpistas Segundo Moraes, 36 pessoas têm entre 60 e 69 anos e 7 têm mais de 70 anos. O restante têm até 59 anos.

"Essa narrativa que se repete nas redes sociais, de que só mulheres idosas foram condenadas, é totalmente falsa", afirmou o ministro ao citar que as mulheres representam 32% das condenações, enquanto os homens, 68%.