Comissão Europeia aprova plano de € 1,5 bi da Polônia para resseguro de risco com Ucrânia

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A Comissão Europeia aprovou, nesta sexta-feira, 4, o plano de 1,5 bilhão de euros da Polônia para oferecer resseguro para riscos relacionados à guerra, como terrorismo e sabotagem, para transporte na Ucrânia, segundo comunicado oficial.

"O esquema contribuirá para manter e facilitar os fluxos comerciais entre a Ucrânia e a Polônia, o Estado-membro com a maior fronteira terrestre com a Ucrânia, que foram interrompidos pela agressão militar russa em andamento", ressalta a nota.

A medida está em linha com as regras de auxílio estatal da União Europeia e preenche uma lacuna no mercado de seguro de risco de guerra devido ao conflito no Leste europeu.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve, nesta sexta-feira, 4, a decisão que condena o presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), a pagar R$ 30 mil por danos morais ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A ação foi movida após Freixo fazer uma publicação, em 2021, nas redes sociais, que simulava uma ficha criminal do filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi proferida pela 10ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, que negou o recurso apresentado por Freixo. A informação foi divulgada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo. A defesa do ex-deputado argumentou que a postagem estava amparada pelo direito à liberdade de expressão. O Estadão entrou em contato com Marcelo Freixo e aguarda retorno.

Na imagem publicada no Facebook, em 2021, Flávio aparece segurando uma placa com os dizeres: "Lavagem de Dinheiro", "Organização Criminosa" e "Corrupção". Na legenda, Freixo escreveu: "Rachadinha é corrupção. O destino de Flávio Bolsonaro é a cadeia. Dele e de toda a família".

A publicação fazia referência à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, em 2020, que acusava Flávio Bolsonaro de liderar um esquema de "rachadinha" em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), com repasses de salários ao ex-assessor Fabrício Queiroz.

A denúncia foi arquivada em maio de 2022 pela Corte Especial do TJ-RJ, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular medidas cautelares que sustentavam a investigação.

Na ação contra Freixo, o senador alegou que a postagem teve grande repercussão e causou danos à sua imagem e honra. "Evidentemente, vem causando inestimáveis danos à imagem, reputação e honra do autor, pessoa pública", afirmou a defesa na época.

O ministro Kassio Nunes Marques, Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista (mais tempo para análise) e interrompeu o julgamento na Segunda Turma sobre a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou todas as provas e processos contra o ex-ministro Antônio Palocci (Governos Lula e Dilma) na Operação Lava Jato. A Procuradoria-Geral da República (PGR) move um recurso para restabelecer as ações penais contra Palocci.

O julgamento seria concluído nesta sexta-feira, 4, no plenário virtual, com o voto de desempate do ministro. Não há data para a retomada da votação. Pelo regimento do STF, o ministro que pede vista tem até 90 dias para devolver o processo para julgamento, caso contrária a ação é liberada automaticamente para ser incluída novamente na pauta.

Réu confesso, Antônio Palocci fechou acordo de colaboração premiada e delatou propinas de R$ 333,59 milhões supostamente arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e diferentes partidos nos governos Lula e Dilma Rousseff (2002-2014). A decisão não afeta o acordo de colaboração premiada, que continua válido. O ex-ministro pagou uma multa de R$ 37,5 milhões em troca dos benefícios da delação.

Como relator, Toffoli abriu os votos. Ele justificou que anulou os processos porque, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro também teria sido vítima do "conluio" entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Lula foi o primeiro réu na Lava Jato a ter processos e condenações anulados pelo STF. O precedente tem beneficiado outros empresários e políticos.

Em seu voto, Dias Toffoli afirma que Lula e Palocci eram réus nos mesmos processos criminais abertos a partir das investigações da força-tarefa e, por isso, estariam em situação semelhante, o que na avaliação do ministro autoriza a extensão da decisão que beneficiou o presidente.

Para justificar a "nulidade absoluta de todos os atos praticados" contra Palocci nas investigações e ações da Lava Jato, inclusive na fase pré-processual, Toffoli argumentou que "os fundamentos que conduziram ao reconhecimento do conluio (...) transcendem para as demais persecuções penais que sofreu perante o mesmo órgão jurisdicional e no mesmo contexto da Operação Lava a Jato".

A decisão deve como base diálogos hackeados dos celulares de Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, obtidos na obtidos na Operação Spoofing, que prendeu os responsáveis pelo ataque cibernético. A defesa de Palocci selecionou trechos de conversas sobre o ex-ministro para alegar que ele foi vítima de uma "verdadeira conspiração com objetivos políticos".

O ministro Gilmar Mendes acompanhou o posicionamento de Toffoli, mas não apresentou voto escrito.

Os ministros Edson Fachin e André Mendonça abriram divergência. Em seu voto, Fachin defendeu que o STF não poderia ter estendido a Palocci a decisão que beneficiou Lula porque são contextos diferentes. Em sua avaliação, o pedido do ex-ministro deveria ter sido apresentado e analisado pelo juiz que conduz os processos na primeira instância, caso contrário o Supremo Tribunal Federal estaria se comportamento como um "juízo universal de conhecimento".

"Não se pode, a pretexto de pedidos de extensão, examinar pedidos amplos e genéricos sobre as mais variadas investigações decorrentes da operação Lava Jato, ainda que sob o manto de concessão de habeas corpus de ofício, sob pena de violação ao juiz natural e as regras de competência", afirmou.

Fachin também argumentou que os diálogos obtidos na Operação Spoofing "são graves, merecem ser apurados e o Judiciário deve dar uma resposta sobre eles", mas não deveriam ser usados como prova porque não passaram por perícia oficial.

O ministro André Mendonça foi na mesma linha e argumentou que o pedido de Palocci deveria ser analisado "nas instâncias e vias apropriadas".

"Não é possível que, sob a justificativa da extensão, esta Corte adentre ao mérito da mais ampla gama de pedidos, elaborados por diversas partes e com relação apenas indireta quanto à decisão paradigma, os quais deveriam ser apreciados nas instâncias ordinárias, sob o risco de que se viole o princípio do juiz natural e se transforme este Tribunal em verdadeiro juízo universal.", defendeu.

Ex-ministro da Fazenda no primeiro governo do presidente Lula disse em delação premiada que oferta foi feita por Emílio Odebrecht, dono da construtora

Recurso

Ao entrar com recurso, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu que as provas contra o ex-ministro foram obtidas "a partir de múltiplas fontes e em diferentes instâncias" e que seus argumentos não encontram "suporte probatório, configurando mero inconformismo com o regular prosseguimento da persecução penal".

"A vinculação de Antônio Palocci Filho à Operação Lava Jato aparenta ter ocorrido de forma legítima, sustentada em elementos concretos que emergiram no curso natural das apurações e com esteio em provas subsistentes até o atual momento", afirmou o PGR no recurso.

O youtuber e influenciador Felipe Neto mentiu aos seus seguidores sobre uma futura candidatura à Presidência da República em 2026. A estratégia foi usada para divulgar um audiolivro.

Nesta quinta-feira, 3, em vídeo divulgado nas redes sociais, afirmou que seria um nome ideal para chefiar o Executivo por ter um "enorme anseio de ser um guardião da verdade" e por dominar o uso das redes sociais. Menos de 24 horas depois, já nesta sexta-feira, 4, afirmou, em nova gravação, que "é óbvio que não vai se candidatar a coisa alguma".

"Esse não é um gesto de vaidade, porque eu construí um legado financeiro e na comunicação que já me alimenta o estômago e o ego pelo resto da vida. Eu quero ser presidente porque eu, embora seja um homem de fora da política, tenho ao meu lado a maior arma do nosso tempo, o uso das redes", afirmou Neto, no primeiro vídeo divulgado.

O youtuber disse ainda que, se eleito presidente, pretende ser como um "pai que precisa vigiar o seu filho" ou um "irmão mais velho" dos brasileiros. Segundo ele, os últimos meses longe dos debates nas redes serviu para desenhar o futuro político.

"Nos últimos meses, eu evitei posicionamentos políticos. Por que que eu fiz isso? Porque eu precisava ter um olhar de fora porque, como em toda a minha carreira, eu baseio as minhas opiniões no domínio da informação e no meu enorme anseio de ser um guardião da verdade", afirmou o youtuber.

No novo vídeo, Felipe Neto disse esperar "do fundo do coração" que as pessoas "não tenham acreditado" que ele seria candidato a presidente. "O que eu queria era chamar a sua atenção", prosseguiu. "Tudo o que falei naquele vídeo é o oposto do que eu acredito."

O anúncio inicial já havia despertado a desconfiança de internautas nas redes sociais, que suspeitavam de uma estratégia de marketing do influenciador - o que foi confirmado com o novo vídeo. Na nova publicação, ele incentiva a leitura como combate ao autoritarismo e divulga um audiolivro.

Entre os youtubers, Felipe Neto foi um dos principais críticos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, porém, ele se tornou um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha petista nas redes sociais.

Neto chegou a ser o narrador de uma inserção eleitoral do então candidato do PT veiculada nas vésperas do primeiro turno da eleição: "Enquanto as armas deles são pistolas e fuzis, a nossa arma é o voto", disse na propaganda. No início do governo Lula, o youtuber foi alocado em um grupo de trabalho destinado a combater discurso de ódio.

Em fevereiro deste ano, Felipe Neto anunciou que não trataria mais de política nas redes sociais dele. Ele chegou a dizer que não tinha "nenhuma intenção de ser político" e que havia sido direcionado para uma "estrada onde nunca quis entrar".

Em 2021, denunciou nas redes sociais que havia sido filiado ao PT por hackers que buscavam fazer uma "construção profissional de fake news". Na época, o partido de Lula respondeu que estava "de portas abertas" para receber o influenciador nos quadros do partido.