Bruce Dickinson reclama de taxas de conveniência no País: 'Lula, faça alguma coisa', pede

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Bruce Dickinson criticou o processo de compras de ingressos online para shows no Brasil. O vocalista do Iron Maiden pediu que o presidente do País se mobilizasse para diminuir o valor das taxas. Aqui, os ingressos comprados online possuem uma taxa de 20% acima do valor. Na CCXP, ele disse: "Ingressos no Brasil são malucos, é o único lugar em que você tem que pagar a mais se você compra online. Lula, faça alguma coisa".

 

Dickinson participou do evento nesta quinta-feira, 30, para divulgar seu sétimo álbum solo. The Mandrake Project será, além de um disco, ma história em quadrinhos que conta a história de um homem conhecido como Doutor Necropolis.

 

No fim, o artista ainda cogitou a possibilidade de gravar um clipe no Brasil. "Ainda vou gravar outros vídeos. Estaremos aqui em abril, talvez eu grave um no Brasil!", disse.

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Às vésperas do 'Dia D' convocado pelo governo federal contra o Aedes Aegypti, o Brasil ultrapassou nesta quinta-feira, 29, a marca de 1 milhão de casos prováveis de dengue, segundo atualização feita no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. O número, referente às oito primeiras semanas de 2024, representa quase cinco vezes o registrado no mesmo período de 2023, quando 207.475 infecções foram notificadas. O número de casos graves ou com sinais de alarme da doença também avançou no período: no primeiro bimestre de 2024 foram registrados 2,5 vezes mais casos desse tipo em comparação com o mesmo período de 2023.

É importante considerar que o País se aproxima de 60% dos casos registrados em todo o ano passado, o segundo com o maior número de relatos prováveis desde 2000. Até o momento, foram registrados 214 óbitos neste ano em decorrência da doença. Outras 687 mortes são investigadas pelo ministério. A pasta, no entanto, trabalha com a possibilidade de mais de 4 milhões de relatos.

O coeficiente de incidência da doença no País chegou a 501 casos por 100 mil habitantes - acima de 300, esse índice é considerado alto e indica a ocorrência de epidemia. O cenário levou 6 Estados (Goiás, Acre, Minas, Espírito Santo, Rio e Santa Catarina) e 154 cidades e o Distrito Federal a decretaram emergência de saúde pública nas últimas semanas.

O agravamento

"Tivemos neste ano uma necessidade de internação hospitalar muito superior à do ano passado", afirmou anteontem Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. Especialistas e as autoridades de saúde destacam que o volume de casos graves é preocupante. As causas disso, considerando que tradicionalmente a maioria das pessoas não enfrenta o agravamento, ainda não estão completamente claras.

Há uma hipótese, porém, que considera uma mudança na prevalência entre os sorotipos. No ano passado, o principal sorotipo circulante foi o 1. Agora, temos o 2. Muitas pessoas que tiveram dengue pelo tipo 1 podem ficar doentes pelo sorotipo 2. No momento, os quatro vírus da dengue circulam, mas, de fato, o DENV-1 e o DENV-2 dominam o cenário - o segundo parece ter ganhado mais tração neste ano.

A reinfecção por dengue está associada a uma maior chance de desenvolver o quadro grave. Por quê? Quando alguém é infectado por um dos tipos, adquire imunidade apenas contra aquela variação do vírus. Ou seja, fica suscetível à reinfecção pelas demais. No entanto, o que se descobriu é que nosso sistema imunológico fica confuso quando nos infectamos por outro tipo. Ele entende que aquele vírus é o mesmo, e não um diferente, gerando uma resposta exacerbada. Produz anticorpos para a infecção do passado, que estão "desatualizados", e ainda favorecem a replicação viral, internalização do vírus e, portanto, uma maior gravidade da doença.

Letalidade

Comparando as oito primeiras semanas epidemiológicas de cada ano, a taxa de letalidade era de 0,07 em 2023 - em todo o ano passado, foram 1.094 mortes, o recorde histórico - e, agora, está menor, em 0,02. É importante ressaltar, porém, que os dados de 2024, mesmo os referentes às semanas epidemiológicas já computadas, são preliminares e provavelmente serão atualizados para cima. Isso ocorre tanto pelo atraso no lançamento de registros nos sistemas informatizados do ministério quanto pelo alto número de óbitos ainda em investigação - são 687.

Há variações entre as unidades federativas. No Distrito Federal, onde há a maior incidência de casos e hospitais colapsaram - como disse o governador, Ibaneis Rocha (MDB) -, ela era de 0,05 nesta semana. "Importante ficarmos atentos. Porque esse não é (tradicionalmente) o momento de pico da doença. E quando estamos no início de uma curva epidêmica, que não atingimos o pico, a letalidade da doença tende a ser menor", afirma Julio Croda, infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). "Mas já observamos número bastante elevado de casos graves hospitalizados, aumento substancial em relação ao ano passado."

"A expectativa é de que esses números continuem a crescer, e que a gente supere o recorde histórico de número de casos e, infelizmente, também o número de óbitos", completa Croda. O médico lembra que há uma estimativa de nove casos subnotificados para cada registro oficial de caso provável, além dos assintomáticos. Ou seja, o número real deve ser bem maior.

Circulação de diversos vírus ao mesmo tempo preocupa ministério

O foco do Ministério da Saúde, no momento, é evitar as mortes pela doença, que são evitáveis. Desde de novembro do ano passado, como mostrou o Estadão, as autoridades nacionais já se comunicavam com Estados e municípios para avisar sobre uma sazonalidade errática da doença, que exigia atenção especial e preparação antecipada.

O sucesso do manejo de casos se dá na identificação precoce de sinais de alarme da doença, que indicam um agravamento do caso. Quanto mais rápido eles forem detectados e o tratamento começar, melhor o prognóstico. Em casos críticos, a hidratação precisa ser endovenosa (na veia). O governo federal destaca que o avanço de casos ocorre em um momento em que não só a dengue circula, o que eleva a preocupação. "Temos chikungunya, temos covid, começamos também agora uma temporada de vírus respiratórios, que precisamos prestar atenção", disse Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. "Aos primeiros sinais de sintomas de febre, dor no corpo, dor nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, dor de cabeça, manchas no corpo, procure um serviço de saúde", pediu ela.

A ministra Nísia Trindade anunciou um "Dia D" do combate à dengue, que ocorre amanhã, com ações de prevenção e de incentivo à eliminação dos focos do mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue - 75% dos criadouros estão dentro de nossas casas.

Em meio a esse cenário, iniciou-se a vacinação contra a dengue com a única vacina aprovada até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que pode ser amplamente aplicada na população: a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. O número de doses é pequeno (6,5 milhões para este ano) e, por isso, só crianças de 10 a 14 anos de 521 municípios serão vacinadas em 2024. Os efeitos da campanha na redução de casos não devem ser sentidos no curto prazo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, do Superior Tribunal Militar (STM), votou nesta quinta-feira, 29, para reduzir em dez vezes - de 30 anos para três - a pena imposta aos oito militares acusados pela execução do músico Evaldo Rosa dos Santos, cujo carro foi alvejado por mais de 80 tiros em 2019, no Rio. O brigadeiro defendeu a desclassificação do crime imputado aos militares, de homicídio doloso, para a modalidade culposa - quando não há intenção de matar.

O posicionamento foi defendido durante sessão de julgamento, na tarde desta quinta-feira, 29, do recurso que busca reverter a condenação dos militares, em primeiro grau, pelos homicídios dolosos, duplamente qualificado, de Evaldo e do catador de latinhas Luciano Macedo, além da tentativa de homicídio contra Sergio Gonçalves de Araújo, sogro de Evaldo.

A sentença da primeira instância da Justiça Militar da União, em outubro de 2021, impôs aos militares penas que variam de 28 a 31 anos de prisão. O militar que pegou a maior pena - 31 anos e seis meses de reclusão - foi o tenente Ítalo da Silva Nunes, que comandava o grupo de combate no dia do assassinato de Evaldo e Luciano. Os demais pegaram 28 anos e foram excluídos dos quadros do Exército.

Com a proposta apresentada pelo relator nesta quinta, 29, a pena de Ítalo seria reduzida para três anos e sete meses de detenção. Já os outros sete oficiais pegariam três anos de detenção.

O voto de Carlos Augusto Amaral Oliveira foi acompanhado pelo revisor José Coelho Ferreira. Em seguida, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista. Não há data para que a discussão retorne à pauta do STM.

Os assassinatos ocorreram em 7 de abril de 2019, em Guadalupe, zona norte do Rio. Evaldo ia para um chá de bebê com a família, quando seu carro foi alvejado por mais de 80 tiros e fuzil. Segundo a denúncia da Procuradoria de Justiça Militar, os militares dispararam 257 vezes durante a ação de patrulhamento. Evaldo morreu na hora e Luciano faleceu dias depois no hospital, após ser atingindo tentando ajudar o músico.

Além de Ítalo, foram condenados o sargento Fabio Henrique Souza Braz da Silva, o cabo Leonardo de Oliveira de Souza, e os soldados Gabriel Christian Honorato, Gabriel da Silva de Barros Lins, João Lucas da Costa Gonçalo, Marlon Conceição da Silva e Matheus Santanna Claudino.

Os outros quatro militares foram absolvidos por falta de provas: o cabo Paulo Henrique Araújo Leite e os soldados Vitor Borges de Oliveira, Wilian Patrick Pinto Nascimento e Leonardo Delfino Costa.

Defesa

A defesa dos militares pediu a anulação do processo, alegando vícios na tramitação, com a realização de um novo julgamento. Caso tal solicitação não seja aceita, pediu a absolvição dos oficiais pelo reconhecimento de legítima defesa. Subsidiariamente, foi pedida a desclassificação do crime de homicídio para a modalidade culposa ou então a queda da qualificadora.

O advogado Rodrigo Henrique Roca Pires argumentou que os militares atuaram em um 'quadro de confronto' e que o caso envolve 'erro excusável' já que 'nenhum de nós seria dado a agir de outra maneira naquele contexto'. "Desafortunadamente, há vítimas, mas foi fatalidade. Duas vítimas lamentavelmente. Só não precisa ter dez", afirmou.

Ele alegou que é isento de pena quem atua supondo uma ação que seria justificada caso fosse confirmada. Que o erro dos oficiais é 'plenamente justificado pelas circunstâncias'. Sustentou ainda: "Tropas no País inteiro estão aguardando aniosamente a decisão do colegiado para saberem o que vão fazer daqui pra frente. Se vai ser hierarquia ou disciplina ou autoproteção. Se podem agir ou cruzar os braços".

Julgamento

O colegiado do STM é composto por quinze ministros: dez oficiais-generais do último posto das Forças Armadas e cinco ministros civis. Dos militares, quatro são generais de exército, três almirantes de esquadra e três tenentes brigadeiros do ar. Os civis são três oriundos da OAB, um do Ministério Público Militar e outro oriundo da carreira de juiz federal da Justiça Militar da União.

O Brasil ultrapassou nesta quinta-feira, 29, a marca de 1 milhão de casos prováveis de dengue, segundo atualização feita no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. O número, referente às oito primeiras semanas de 2024, representa quase cinco vezes o registrado no mesmo período de 2023, quando 207.475 infecções foram notificadas.

O número de casos graves ou com sinais de alarme da doença também escalou no período. Conforme informado pelo Estadão, no primeiro bimestre de 2024 foram registrados 2,5 vezes mais caso desse tipo em comparação ao mesmo período de 2023.

Até o momento, foram registrados 214 óbitos em decorrência da doença. Outras 687 mortes estão em investigação pelo ministério. O coeficiente de incidência da doença no País chegou a 501 casos por 100 mil habitantes - acima de 300, esse índice é considerado alto e indica a ocorrência de epidemia.

Esse cenário levou 6 Estados (Goiás, Acre, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina) e o Distrito Federal a decretaram emergência de saúde pública nas últimas semanas.

Como se proteger da dengue?

Impedir o acúmulo de água parada dentro de casa (onde, segundo o Ministério da Saúde, estão localizados 75% dos focos do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença).

*Usar repelentes, especialmente de manhã e no final da tarde - horários de maior circulação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

*Usar roupas de manga longa para evitar contato direto com o vetor, e em tons mais claros, que têm propriedades repelentes.