Em Riad, Lula fala que Brasil pode sonhar em ter uma balança comercial de US$ 1 tri em 2030

Internacional
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Em discurso realizado em Riade, durante encerramento da Mesa Redonda Brasil-Arábia Saudita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que sua gestão está construindo um novo jeito de fazer política externa, baseada em parcerias. A Arábia Saudita é o principal parceiro do País no Oriente Médio, com o comércio entre os dois países somando mais de US$ 8 bilhões em 2022 e mais de US$ 5,5 bilhões entre janeiro e outubro deste ano e os planos do Brasil é aumentar esse fluxo, com produtos de maior valor agregado. No pronunciamento, o presidente destacou que é possível o Brasil sonhar com uma balança comercial de US$ 1 trilhão.

 

"Eu acho que se o Brasil assumir a responsabilidade pelo tamanho que tem e pela importância que tem na geopolítica, eu queria dizer aos nossos ministros, aos empresários aqui, a gente pode sonhar em 2030 a gente ter uma balança comercial de US$ 1 trilhão", destacou. Entre janeiro e outubro deste ano, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 80,2 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com aumento de cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Ao falar das relações comerciais, Lula destacou que o País tem um sistema financeiro sólido, por isso as parcerias com outros países são sempre muito bem-vindas e realizadas em um ambiente estável. "Queremos gerar empregos no Brasil e também na Arábia Saudita", disse.

 

Discussão sobre clima

 

No discurso realizado em Riad, capital da Arábia Saudita, o presidente falou também dos eventos que serão sediados no Brasil em 2024, como o G20. Segundo ele, este encontro será palco de temas importantes, como o enfrentamento dos problemas do clima e do combate à miséria. Ao falar do clima, ele disse que daqui a dez anos, o Brasil será chamado de "Arábia Saudita da energia verde" e que até 2030, a meta do Brasil é chegar ao desmatamento zero.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 27, que os advogados de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, esclareçam nas próximas 48 horas a notícia de que ele estaria fora do País.

Já a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) enviou um pedido de extradição contra Leonardo ao STF. Réu em processo sobre os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, disse estar na Argentina há 22 dias.

O primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve o passaporte apreendido em outubro de 2023, quando a Polícia Federal realizava buscas por suspeitos de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.

O fato foi destacado pela deputada federal. Ela disse ter enviado, também nesta quinta-feira, um pedido de extradição de Léo ao STF. Em seu perfil no Instagram, ela afirma ter pedido para que ele "volte imediatamente ao Brasil e seja responsabilizado e punido no rigor da lei".

"Parece que virou tradição de família fugir para não responder pelos crimes que cometeram", escreveu a parlamentar.

Nesta quinta-feira, 27, a Primeira Turma do STF formou maioria para negar recurso da defesa de Léo Índio e manter a decisão do colegiado que o tornou réu por participar dos atos golpistas.

Léo foi investigado na Operação Lesa Pátria da Polícia Federal. Segundo a denúncia da PGR, embasada pelas apurações da PF, há provas que Léo "participou como incitador e executor dos atos antidemocráticos" e "concorreu dolosamente para a prática das condutas criminosas" do ataque aos Três Poderes.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou nesta quinta-feira, 27, que setores da direita "não queriam o golpe de Estado", mas sim apoiavam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) "fechando o nariz". A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta quarta-feira, 26, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou o ex-presidente e outros sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado.

"A minha opinião é que setores de direita não queriam o golpe de Estado. Eles apoiavam fechando o nariz o então presidente. Aquele período ele praticou violências inomináveis. Ele desestimulou o uso de máscara, o isolamento social, e desfez das pessoas que estavam morrendo sem oxigênio", disse o ministro em entrevista à CNN.

Além do ex-presidente, entre os denunciados estão os generais e ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-ministro Anderson Torres, o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Eles responderão por cinco crimes, com penas que podem somar até 43 anos de prisão.

"Eles tiveram próximo a provocar o golpe", afirmou o ministro. Segundo Teixeira, "eles tinham um grupo que prometia invadir o Supremo Tribunal Federal, eles tinham um combate nas redes sociais que prometia matar ministros do STF. Tanto que, quem abriu o inquérito foi o ministro Toffoli e nomeou o ministro Alexandre como relator."

Paulo Teixeira articulou a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, sancionada em 2021, quando ainda era deputado federal. A legislação serviu de base para o recebimento da denúncia contra Bolsonaro e será utilizada pela primeira vez em uma ação penal de grande repercussão no STF.

Em meio à repercussão virtual sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu, 56% das postagens em redes sociais que emitem opinião sobre o tema foram favoráveis à decisão da Corte. Os outros 44% foram contrários, de acordo com levantamento da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados.

Do total de postagens analisadas, 64% tiveram posicionamento considerado "neutro" pelos critérios da pesquisa. O X, antigo Twitter, é a plataforma em que a polarização política ficou mais evidente: 53% comemoraram a decisão do STF e 42% criticaram, com apenas 5% que não emitiram opinião.

No Instagram, excluindo as postagens não opinativas (67%), foram 63% a favor e 37% contra. Já no Facebook, que teve 69% de posts "neutros", os que continham posicionamento foram 55% a favor da decisão e 45% contrários.

O levantamento também mostra que, embora os posts que se manifestaram a favor de tornar Bolsonaro e sete de seus aliados réus componham a maior parte do universo de postagens analisado, eles tiveram apenas 26% do engajamento.

Já os conteúdos críticos à decisão da Suprema Corte registraram 51% das interações. De acordo com análise do porta-voz da Nexus, perfis de direita se mobilizaram melhor para gerar conversas digitais a respeito do tema, com mais repercussão entre seus seguidores.

Foram coletados um total de 18.823 posts nas plataformas X, Facebook e Instagram. Dessas, 551 foram analisados de forma qualitativa. Elas representam 90% das interações geradas por esses conteúdos em cada rede.

Os posts foram divididos nas seguintes categorias: classe política, imprensa independente, imprensa tradicional, influenciador, entretenimento e sindicatos, movimentos e causas.

Bolsonaro réu

O ex-presidente Jair Bolsonaro virou réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em decisão unânime, a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e mais sete pessoas.

Os outros são Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e Casa Civil), general Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), deputado Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), general Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência).

Os oito compõem o primeiro núcleo de denunciados, chamado de "núcleo crucial" da tentativa de golpe. Segundo a PGR, "deles partiram as principais decisões e ações de impacto social" para a conspiração.

Com a decisão do STF nesta quarta-feira, 26, os denunciados passaram a responder às acusações da PGR na Justiça. O julgamento do mérito da denúncia, ou seja, que decide se os réus são culpados, ocorrerá a etapa de instrução do processo, que conta com interrogatórios, oitiva de testemunhas e apresentação de defesa.