Ministro cobra bibi e ameaça deixar gabinete de guerra

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Um dos três membros do gabinete de guerra de Israel, o centrista Benny Gantz, ameaçou ontem deixar o governo se o país não adotar um novo plano para a guerra em Gaza dentro de três semanas. A saída dele deixaria o primeiro-ministro Binyamin "Bibi" Netanyahu mais dependente dos seus aliados de extrema direita.

O anúncio de Gantz intensifica a divisão dentro da liderança de Israel, mais de sete meses após o início da guerra, a qual ainda não atingiu seus objetivos declarados de desmantelar o Hamas e resgatar as dezenas de reféns sequestrados no ataque de 7 de outubro.

Considerado popular e um dos principais rivais de Netanyahu, Benny Gantz defendeu um novo plano vinculado a propósitos como o retorno dos reféns sequestrados pelo Hamas, a desmilitarização de Gaza e o estabelecimento de uma administração internacional de assuntos civis. Ele também apoia esforços para regularizar as relações com a Arábia Saudita, que foram congeladas com a guerra.

Segundo Gantz, se um novo plano de guerra não for adotado até o dia 8, ele sairá do governo. "Se optarmos pelo caminho dos fanáticos, arrastando toda a nação para o abismo, seremos compelidos a renunciar ao governo", disse.

O comentário de Gantz foi feito dias depois de o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, o terceiro membro do gabinete de guerra, dizer que tem insistido para o governo tomar uma decisão voltada para o pós-guerra em Gaza, considerando a criação de uma nova liderança civil palestina.

A partida de Gantz, ex-chefe militar e ministro da Defesa, intensificaria a dependência de Netanyahu em relação a aliados de extrema direita. Estes defendem uma posição mais rígida nas negociações de cessar-fogo e liberação de reféns, além de apoiarem a reocupação de Gaza por Israel, incluindo a construção de assentamentos judeus no enclave.

Corpos

As Forças de Defesa de Israel anunciaram ontem que recuperaram o corpo de Ron Binyamin, de 53 anos, após uma operação em Gaza. Foi o quarto corpo de refém recuperado nos últimos dois dias.

Junto aos restos mortais de Binyamin, foram recuperados os corpos de Amit Buskila, Shani Louk e Itzik Gelernter, conforme informado pelo porta-voz do Exército, Daniel Hagari.

Na manhã de 7 de outubro, Binyamin partiu para um passeio de bicicleta em Be'eri, um pequeno kibutz situado próximo da fronteira com Gaza. Terroristas do Hamas então o mataram e levaram seu corpo para o enclave.

Segundo o Exército, a operação se baseou em informações recebidas de terroristas do Hamas interrogados em Israel.

A recuperação dos restos mortais pôs em evidência um medo entre as famílias dos reféns que continuam em Gaza: o de não verem seus entes queridos regressarem vivos. Elas têm criticado Netanyahu por não fazer o suficiente por um acordo com o Hamas. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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