Tarcísio Freitas é aprovado por 61% e reprovado por 28%, aponta pesquisa Genial/Quaest

Política
Tipografia
  • Pequenina Pequena Media Grande Gigante
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manteve-se aprovado por 61% dos eleitores de São Paulo. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 27. O índice é o mesmo registrado em dezembro do ano passado e só um ponto abaixo do que havia sido apontado em abril de 2024. Por outro lado, a desaprovação a Tarcísio oscilou dois pontos para cima, passando de 26% em dezembro para 28% em fevereiro (um ponto a menos do que os 29% registrados em abril de 2024). Os eleitores que não souberam ou não responderam são 11% atualmente.

Quando levada em consideração a avaliação do governo, houve melhora nos índices. A avaliação positiva passou de 37% para 41%. Já a regular passou de 37% para 34%. Os que apontam que o governo é negativo oscilaram de 13% para 14%. São 11% os que não souberam ou não responderam.

A Genial/Quaest também pediu que o eleitor avaliasse as áreas de atuação do governo. A atração de empresas foi a que obteve o melhor resultado, com 49% fazendo uma avaliação positiva desta área. Outros 34% usaram o conceito "regular", enquanto 17% usaram o "negativo". A área de infraestrutura e mobilidade também tem boa avaliação do eleitorado, com 45% dos eleitores avaliando positivamente o trabalho (37% regular e 18% negativo).

No caso da educação, são 39% os que fazem uma avaliação positiva da gestão, mesmo índice de emprego e renda.

Os piores resultados de Tarcísio se dão na área de segurança e saúde. Nas duas o conceito "negativo" foi mais citado que o "positivo". São 34% os que criticam a atuação de Tarcísio na segurança, contra 29% os que avaliam positivamente (37% apontam a atuação como regular). Na saúde, o conceito "positivo" foi apontado por 30%, contra 32% que atribuíram uma avaliação negativa ao governo. Os outros 38% afirmaram que a atuação na área é regular.

A pesquisa ouviu 1.644 eleitores entre os dias 19 e 23 de fevereiro, de forma presencial. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Comparativo com outros Estados tem leve piora

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, ao serem perguntados se São Paulo está melhor ou pior que outros Estados, 60% dos paulistas acham que está melhor. O índice se manteve em relação a dezembro. Contudo, o número daqueles que acham que está pior aumentou: de 25% para 29%. São 11% os que não sabem ou não responderam.

O maior porcentual dos eleitores aponta que São Paulo está "parado" atualmente. São 44%. Enquanto isso, 35% dos paulistas acham que o Estado está melhorando e 19% acham que está piorando.

Tarcísio lidera eventual disputa pela reeleição

A Genial/Quaest também questionou os paulistas sobre se o governador Tarcísio de Freitas merece ou não ser reeleito. São 55% os que acham que sim, e 36% os que acham eu não. Os demais 9% não souberam ou não responderam. Tarcísio tem indicado a intenção de disputar novamente o cargo, embora haja pressão de aliados para que concorra ao Palácio do Planalto.

Houve a simulação de um cenário estimulado (com os nomes dos candidatos apresentados) em uma eventual disputa ao Palácio dos Bandeirantes com a presença do governador. Nele, Tarcísio aparece com 38% das intenções de voto, contra 15% de Fernando Haddad (PT). Já Pablo Marçal (PRTB) surge com 12%. O ex-coach está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral, mas cabe recurso. Márcio França (PSB) completa a lista com 6%. Os indecisos seriam 8% e os brancos/nulos e indecisos somam 21%.

Segundo a pesquisa, 10% dos paulistas se consideram lulistas ou petistas, 12% se dizem de esquerda, 24% de direita, 11% bolsonaristas e 41% não se identificam com nenhum desses rótulos. Os outros 2% não souberam ou não responderam.

Em outra categoria

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse nesta quinta-feira (27) que as forças israelenses permanecerão no Corredor de Filadélfia, uma estreita faixa de deserto no lado de Gaza da fronteira com o Egito, para impedir o contrabando de armas para o Hamas. Em resposta pelo Telegram, o grupo disse que a permanência é "uma clara violação do acordo de cessar-fogo e uma tentativa de criar pretextos para o perturbar".

O Hamas pediu para que a comunidade internacional tome medidas "imediatas e sérias" para que os termos do acordo de paz sejam respeitados. "É preciso trabalhar para evitar que Netanyahu e seu governo criminoso o obstruam e frustrem", escreveu. *Com informações da Associated Press.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que os Estados-membros da União Europeia (UE) devem estar preparados para uma possível contribuição às garantias de segurança que serão necessárias para assegurar uma paz duradoura na Ucrânia. Em uma carta-convite que convoca os integrantes da região para um Conselho Europeu Especial, que acontecerá em 6 de março, ele menciona que a Europa deve se tornar "mais soberana, mais capaz e melhor equipada para lidar com os desafios imediatos e futuros à sua segurança".

"É importante que troquemos ideias sobre como apoiar ainda mais a Ucrânia e sobre os princípios que devem ser respeitados", enfatiza ao mencionar que os países-membros europeus estão prontos para assumir mais responsabilidade pela segurança da Europa.

Segundo Costa, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, foi convidado para a reunião que acontecerá em Bruxelas e será dedicada à defesa europeia e à Ucrânia.

Israel não deve se retirar de um corretor estratégico na Faixa de Gaza, conforme exigido pelo acordo de cessar-fogo, segundo uma autoridade israelense que conversou com a Associated Press (AP) nesta quinta-feira, 27. A recusa de Israel pode desencadear uma crise com o grupo terrorista Hamas e com o Egito, país que atua como um dos principais negociadores da trégua.

O responsável, que conversou sob condição de anonimato, disse que as forças israelenses precisavam permanecer no chamado corredor Filadélfia, uma faixa de terra entre a Faixa de Gaza e o Egito, para evitar o contrabando de armas.

A fonte mencionou a possibilidade horas depois de o Hamas ter libertado os restos mortais de quatro reféns israelenses em troca de mais de 600 prisioneiros palestinos, a última troca da primeira fase do cessar-fogo, que termina neste fim de semana. Conversas sobre a segunda fase da trégua ainda não começaram.

De acordo com o cessar-fogo, Israel deveria se retirar do corredor Filadélfia no próximo sábado, dia 1º, e completar a retirada em oito dias. A possibilidade de Tel-Aviv não se retirar do local ocorre antes de uma visita do enviado para o Oriente Médio do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, que foi um dos responsáveis pela primeira fase do acordo.

Corpos são identificados

Os restos mortais de quatro reféns israelenses foram confirmados nesta quinta-feira como sendo de Ohad Yahalomi, Itzhak Elgarat, Shlomo Mantzur e Tsachi Idan, de acordo com o Fórum de Reféns Desaparecidos, que representa as famílias dos sequestrados.

Mantzur, de 85 anos, foi morto no ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, e seu corpo foi levado para o enclave palestino. Israel disse que os outros três foram mortos no cativeiro, sem dar mais detalhes.

"Nossos corações doem ao receber essa notícia amarga", afirmou o presidente de Israel, Isaac Herzog. "Neste momento doloroso, há algum consolo em saber que eles serão sepultados com dignidade em Israel."

Hamas confirma libertação de prisioneiros

O grupo terrorista Hamas confirmou que mais de 600 prisioneiros palestinos foram libertados na quarta-feira, 26. A maioria deles eram de Gaza e retornaram ao enclave palestino. Israel havia atrasado a libertação dos prisioneiros no sábado passado, 22, por conta de uma cerimônia considerada macabra e humilhante do grupo terrorista para a devolução dos corpos de Shiri Bibas, Ariel Bibas, Kfir Bibas e Oded Lifshitz.

Após um acordo com os negociadores, o grupo terrorista entregou os quatro corpos à Cruz Vermelha em Gaza durante a noite, sem cerimônia pública.

Dentre os 600 prisioneiros, 445 eram homens, 21 eram adolescentes e havia uma mulher. Apenas 50 palestinos retornaram à Cisjordânia e dezenas de condenados à prisão perpétua foram exilados.

Trégua em perigo

Após a libertação de 33 reféns nesta primeira fase, em troca de quase 2 mil prisioneiros palestinos, a trégua está em perigo. Witkoff afirmou que gostaria que os dois lados iniciassem as negociações para a segunda fase do cessar-fogo, mas isso ainda não aconteceu.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu retornar todos os reféns para Israel e destruir as capacidades militares e de governo do Hamas. A administração Trump endossou ambos os objetivos.

O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, Egito e Catar, pôs fim a 15 meses de guerra na Faixa de Gaza, que eclodiu após os ataques terroristas do Hamas no dia 7 de outubro de 2023, que resultaram na morte de 1,2 mil pessoas e no sequestro de 250. Este foi o maior ataque terrorista da história de Israel e o maior contra judeus desde o Holocausto.

A ofensiva militar israelense em Gaza, que começou semanas depois do 7 de outubro, já deixou mais de 48 mil mortos, segundo o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas e não diferencia civis de terroristas.