'A gente prende, no outro dia tá solto', protesta deputado Delegado Palumbo

Política
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O deputado Delegado Palumbo (MDB-SP) passava pela região da Barra Funda na tarde desta quarta, 7, quando avistou dois rapazes correndo. "É ladrão, é ladrão", logo desconfiou o parlamentar, que se pôs a perseguir os suspeitos.

 

Palumbo, que é delegado da Polícia Civil de carreira, alcançou os dois e os revistou. Com um deles encontrou um celular que havia sido roubado minutos antes, segundo o deputado.

 

Os dois detidos são menores de idade, 'já com histórico criminal de roubo de celulares', afirma o deputado.

 

Delegado Palumbo pediu reforço de policiais do Garra, o Grupo Armado de Repressão a Roubos da Polícia Civil, para formalizar a apreensão dos menores. Até a chegada dos policiais, o deputado manteve os dois suspeitos imobilizados, deitados no canteiro central de uma avenida. "Pegamos dois, eu e o sargento Vitor aí", disse o deputado em post que divulgou em suas redes.

 

No vídeo, o deputado exibe o celular que teria sido roubado pela dupla. "A gente prende, no outro dia tá solto", protesta o parlamentar. Ele citou o caso de um policial assassinado na terça, 6, por um ladrão de celular. "O policial que morreu ontem morreu por causa de um celular. E tem gente que acha que esses caras não têm que ir pra cadeia, então tá difícil trabalhar, viu?"

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Os partidos Democrata e Republicano dos Estados Unidos intensificaram neste fim de semana campanhas no Estado da Pensilvânia, considerado uma das regiões-chave para garantir vantagem na corrida presidencial. De um lado, a equipe do presidente Joe Biden - liderada pela vice-presidente Kamala Harris e pela primeira-dama Jill Biden - participa de eventos pelo lado democrata, apesar da crescente pressão para sua substituição no pleito. Do outro, o ex-presidente Donald Trump se prepara para a convenção republicana e amplia suspense quanto ao nome escolhido para concorrer como seu vice-presidente.

Ontem (12), Biden reforçou em um comício sua promessa de continuar na disputa. Desde o péssimo desempenho no debate contra Trump, o número de democratas pedindo por sua saída tem aumentado e a lista inclui aliados políticos, doadores e celebridades.

Espera-se que Biden tenha uma nova reunião virtual hoje com os membros das duas maiores bancadas democratas no Capitólio, conforme tenta recuperar o ímpeto de sua campanha de reeleição. Ainda neste sábado, a vice Kamala Harris discursará para a comunidade de eleitores asiáticos americanos, em busca de mobilizá-los a favor de Biden e do partido democrata, durante evento presencial na Pensilvânia.

Já o ex-presidente Donald Trump participará de um comício no Butler Farm Show, próximo da cidade de Pittsburgh. Essa será uma das últimas chances para que o republicano anuncie publicamente o nome do seu vice-presidente antes da convenção republicana, que começa na segunda-feira (15), em Milwaukee.

Nas últimas semanas, o republicano deixou claro que pretende fazer uma revelação surpresa e "dramática" sobre o escolhido para concorrer ao seu lado na eleição presidencial americana, de preferência durante a convenção do partido ou logo antes.

Entre os nomes especulados estão o governador de Dakota do Norte, Doug Burgum, o senador de Ohio, JD Vance, e o senador da Florida, Marco Rubio. Nenhum deles, entretanto, deve comparecer ao comício deste sábado, revelaram duas fontes com conhecimento do assunto à Associated Press e que, assim como outras, pediram anonimato para falar sobre os planos. (Com informações da Associated Press)

Um ataque de Israel no sul da Faixa de Gaza neste sábado, 13, matou 71 pessoas e feriu outras tantas, informou o Ministério da Saúde de Gaza, enquanto uma autoridade israelense disse que o alvo era o chefe da ala militar do grupo terrorista Hamas.

A autoridade israelense identificou o alvo do ataque em Khan Younis como Mohammed Deif, considerado por muitos como o principal arquiteto do ataque de 7 de outubro que matou cerca de 1,2 mil pessoas no sul de Israel e desencadeou a guerra entre Israel e o Hamas.

Deif está no topo da lista dos mais procurados por Israel há anos e acredita-se que tenha escapado de várias tentativas de assassinato israelenses no passado.

A autoridade, falando sob condição de anonimato enquanto se aguarda um anúncio formal, disse que Rafa Salama, outra autoridade importante do Hamas, também foi alvo do ataque. O funcionário não deu detalhes sobre se os dois foram mortos.

Em um comunicado, o Hamas rejeitou a alegação. "Esta não é a primeira vez que a ocupação alega ter como alvo líderes palestinos, e suas mentiras foram posteriormente provadas como falsas", disse o grupo em um post no X, antigo Twitter.

O Ministério da Saúde de Gaza disse que pelo menos 289 pessoas ficaram feridas no ataque e que muitos dos feridos e mortos foram levados para o Hospital Nasser, nas proximidades. No hospital, os jornalistas da Associated Press contaram mais de 40 corpos.

Carros foram queimados, enquanto as equipes de emergência e os palestinos deslocados pela guerra de nove meses procuravam sobreviventes.

Testemunhas disseram que o ataque caiu dentro de Muwasi, a zona de segurança designada por Israel que se estende do norte de Rafah até Khan Younis. A faixa costeira é o local para onde centenas de milhares de palestinos deslocados fugiram em busca de segurança, abrigando-se principalmente em tendas improvisadas.

O último ataque mortal ocorre no momento em que mediadores dos Estados Unidos, do Egito e do Catar continuam a pressionar para reduzir as diferenças entre Israel e o Hamas em relação a um acordo proposto para um cessar-fogo em três fases e um plano de libertação de reféns em Gaza. A possível morte ou ferimento de qualquer autoridade sênior do Hamas ameaça inviabilizar as negociações em andamento.

A proposta apoiada pelos EUA prevê um cessar-fogo inicial com uma libertação limitada de reféns e a retirada das tropas israelenses das áreas povoadas de Gaza. Ao mesmo tempo, os dois lados negociarão os termos da segunda fase - que deve trazer a libertação total dos reféns em troca de um cessar-fogo permanente e da retirada completa dos israelenses de Gaza.

Israel lançou sua campanha em Gaza após o ataque do Hamas em 7 de outubro, no qual os terroristas invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1,2 mil pessoas (a maioria civis) e sequestraram cerca de 250.

Desde então, as ofensivas terrestres e os bombardeios israelenses mataram mais de 38,3 mil pessoas em Gaza e feriram mais de 88 mil, de acordo com o Ministério da Saúde do território. O ministério não faz distinção entre combatentes e civis em sua contagem. Mais de 80% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza foram expulsos de suas casas, e a maioria está agora amontoada em acampamentos em condições miseráveis, enfrentando fome generalizada.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais sobre a Política de IA em www.estadao.com.br/link/estadao-define-politica-de-uso-de-ferramentas-de-inteligencia-artificial-por-seus-jornalistas-veja/ .

O número de americanos que consideram o presidente Joe Biden, candidato democrata à reeleição para a Casa Branca, "mentalmente afiado" encolheu para a mínima histórica de 24%, indica a pesquisa do instituto Pew Research Center publicada na quinta-feira 11, realizada após o debate televisivo com o ex-presidente republicano Donald Trump.

O índice vem caindo ao longo da presidência de Biden, que foi eleito em novembro de 2020 após derrotar Trump no pleito. Nessa época, o porcentual era de 46%. Em 2021, cresceu para o pico da série histórica, de 53%. Em abril de 2023, era de 33%, encolhendo para 30% em janeiro de 2024.

O candidato republicano, por outro lado, é visto como "mentalmente afiado" para 58% dos entrevistados pelo Pew Research Center. Em 2020, durante a campanha, esse porcentual era de 50%.

Biden tem sido alvo de críticas de parte da opinião pública dos Estados Unidos, que aponta que o democrata, 81, não está apto para o cargo após um desempenho desastroso no primeiro debate presidencial, realizado em 27 de junho e transmitido ao vivo. Desde então, o atual presidente tem tentado garantir a candidatura, mesmo em meio a manifestações contrárias de aliados (como a ex-presidente da Câmara americana e amiga, Nancy Pelosi) e de financiadores.

O Pew Research Center aponta que Biden é "honesto" para 48% dos entrevistados. Para Trump, o porcentual é de 36%. A pesquisa indica que ambos os candidatos são considerados "constrangedores" para 63%, incluindo para 37% e 33% dos candidatos de cada apoiador, respectivamente.

Trump lidera a corrida presidencial, com 44% das intenções de voto. O republicano está na frente de Biden, com 40%, e do candidato independente Robert F. Kennedy Jr. (15%).

Na simulação de uma disputa entre o republicano e o democrata, a pesquisa aponta vitória apertada de Trump sobre Biden: 50% a 47% para o atual presidente.

A pesquisa do Pew Research Center foi conduzida entre 1º e 7 de julho com 9.424 adultos, incluindo 7.729 eleitores aptos.