Bolsonaristas no Congresso se dizem 'sem paz' e de 'mãos atadas' após operação da PF

Política
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Sob pressão após mais um grande operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, membros da oposição no Congresso Nacional se dizem "sem paz" e de "mãos atadas". O cenário, para eles, os limita de fazer qualquer coisa em reação. "Não temos um dia de paz", disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE) nesta quinta-feira, 8. "Hoje, pela manhã, tivemos o foco em militares e também no partido da oposição, o maior partido da oposição. Chegamos acho que no ápice."

Ele fez críticas à atuação do Senado, "Estamos vivendo em uma ditadura nesse País porque o Senado Federal é corresponsável por esse caos institucional", afirmou.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) crê que a operação da PF desta quinta foi feita por "pura perseguição à oposição". Ela não consegue imaginar como a oposição pode contornar a situação.

"Se nós somos parlamentares temos que medir nossas palavras, se a gente, que é representante do povo, está de mãos atadas, como que está o povo?", questionou. "Eles estão esperando que a gente faça algo, mas estamos de braços atados também."

A PF deflagrou nesta quinta a Operação Tempus Veritatis (a hora da verdade, em latim), fez buscas e apreensões e prendeu aliados do ex-presidente suspeitos de envolvimento na empreitada golpistas. Entre os alvos, estão Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Valdemar Costa Neto, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier Santos.

O próprio Bolsonaro foi alvo de buscas na ação e deve entregar seu passaporte à PF em até 24 horas.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi ao X (rede social anteriormente conhecida como Twitter) para dizer que os inquéritos buscam "pelo em ovo". "O País vive uma situação de não normalidade. Inquéritos eternos buscam "pelo em ovo", atacando, sob a justificativa de uma pretensa tentativa de golpe de estado, a honra e a integridade de Chefes Militares que dedicaram toda uma vida ao Brasil", disse.

Ele foi ironizado por militantes bolsonaristas. "Parabéns pela 'democracia pujante' que você chancelou", respondeu Otávio Fakhoury, empresário que foi presidente do PTB em São Paulo. Ele fez referência à última mensagem institucional de fim de ano no governo Bolsonaro, em 2022, quando defendeu a alternância de poder.

Um dos filhos do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) destacou que as últimas duas operações da PF aconteceram no dia seguinte à movimentações de Bolsonaro. No dia 28, um dia após o retorno dele às lives, e a desta quinta-feira, 8, após um ato em São Sebastião (SP). "A política do Brasil hoje é feita no Supremo Tribunal Federal", disse.

Segundo-vice-presidente da Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que há uma perseguição aos bolsonaristas no Brasil. "Muita injustiça sendo praticada para continuar escrevendo uma estória inexistente. Minha solidariedade a todos os injustiçados", escreveu.

Ainda na manhã desta quinta-feira, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) publicou uma nota em defesa do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

"Valdemar Costa Neto conta com nosso apoio incondicional e confiança irrestrita. Sua liderança inspiradora e firme condução do Partido Liberal são inestimáveis", escreveu Augusto. Ele é vice-presidente nacional do partido.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que manteve boas relações com todos os grupos políticos da Alemanha, mas que seu governo aguarda os desdobramentos no país após a eleição.

Durante coletiva na Casa Branca após encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, nesta quinta-feira, o mandatário americano disse que aceitou o convite recebido do Rei Charles para visitar o Reino Unido.

"Convite de Rei Charles é sem precedente, simboliza força da relação Estados Unidos-Reino Unido", disse Starmer, que entregou a carta com o convite.

Um carro atropelou vários pedestres em um ponto de ônibus no norte de Israel na tarde desta quinta-feira, 27. Segundo a imprensa israelense, 14 pessoas ficaram feridas, incluindo uma adolescente de 17 anos que está em estado crítico e duas pessoas em estado grave.

De acordo com um comunicado da polícia israelense, o motorista fugiu após o ataque, mas foi avistado por policiais. Ele atingiu uma viatura antes de ser baleado e morto pela polícia. O governo israelense trata o atropelamento como um ataque terrorista.

"As descobertas preliminares indicam que ele atacou deliberadamente civis que esperavam numa paragem de autocarro", apontou a polícia.

Posteriormente, a polícia identificou o agressor como um palestino de 53 anos de uma vila perto de Jenin, no norte da Cisjordânia. Ele era casado com uma mulher árabe israelense e havia entrado ilegalmente em Israel.

Assi Aharoni, chefe da divisão de porta-vozes da polícia, relatou em entrevista ao portal israelense Ynet que o homem ameaçou os policiais com uma chave de fenda antes de ser morto. "Ainda estamos realizando exames para saber se ele aproveitou a oportunidade e agiu sozinho ou se houve outros cúmplices".

O ataque ocorre em meio a forte tensão na região da Cisjordânia, onde o Exército de Israel realiza uma forte ofensiva contra grupos terroristas na região, mobilizando tanques no local pela primeira vez em 20 anos.

As operações militares se intensificaram em janeiro, durante a trégua entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. Grupos terroristas como Hamas, Jihad Islâmica e as Brigadas de Jenin atuam na Cisjordânia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a Ucrânia não se unirá à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, na sigla em inglês), enquanto as negociações para a paz envolverão esforços para que os ucranianos recuperem algumas das suas terras perdidas após a invasão da Rússia.

"Isso não ocorrerá", disse Trump sobre a entrada da Ucrânia na OTAN durante coletiva na Casa Branca após encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, nesta quinta-feira, 27.

Trump disse que o acordo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, será sobre minerais e outros temas, que deve ser assinado amanhã.

"Tivemos boas conversas com a Rússia e também com a Ucrânia", disse Trump, ressaltando, contudo, que a relação entre Zelensky e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, "não são boas".

Trump afirmou ainda que os EUA ajudaram muito a OTAN, mais do que qualquer outro país, mas que isso mudará.

O presidente americano disse ainda que seu governo está sendo bem sucedido sobre as medidas para reduzir o Estado.