Joice ataca Nunes, diz que se aposentará e população não vota 'no que é bom e bonito'

Política
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A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann publicou neste domingo, 6, em seu Instagram um vídeo em que declara apoio ao mesmo tempo que critica o prefeito de São Paulo e candidato a reeleição Ricardo Nunes (MDB). Derrotada na disputa por uma vaga para a Câmara de Vereadores, ela afirma ainda que se aposentou da política e que "o povo não está pronto para votar no que é bom e agradável aos olhos do Senhor".

"Eu nem posso titubear em quem eu vou apostar: obviamente Ricardo Nunes porque todo mundo contra Boulos", comentou a jornalista, que continuou: "Não é porque eu acho o Ricardo Nunes grande coisa, acho ele um puta de um bunda mole porque comigo ele foi um bunda mole. Bastou o Eduardo Bolsonaro fazer 'bú!' que ele se tremeu todinho", disparou.

Durante a campanha, o prefeito gravou um vídeo em apoio à campanha da ex-parlamentar, mas depois de ser criticado pelo deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PL-SP), minimizou o caso dizendo que havia gravado vídeo para diversos vereadores. Nunes é apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem Joice é rompida politicamente.

Joice foi candidata a vereadora pelo Podemos, mas teve apenas 1.669 votos e não se elegeu. O número representa 13% dos 13.679 sufrágios que conseguiu em 2022, quando concorreu novamente ao cargo de deputada federal.

"Lancei a minha candidatura sem nenhuma pretensão e não consegui ser eleita. E, quero brindar essa taça de champagne com você. Por quê? Porque nessa campanha, eu não falei para ninguém, mas estava em suas mãos a decisão do que eu ia fazer para a minha vida e eu decidi, depois desse resultado, aposentar as chuteiras. Não saio mais candidata a nada", afirmou.

A ex-parlamentar também disse ter ganhado "muito dinheiro" antes da política sendo, em suas palavras, "a jornalista mais importante desse País". Afirmou que abriu mão de sua carreira e projetos para se dedicar exclusivamente à vida pública. "Depois do resultado, eu digo pra você, aposento as minhas chuteiras, porque a população não está preparada para votar no que é bom, bonito, agradável aos olhos do Senhor", crava a ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara.

Em 2018, Hasselmann se destacou como uma das principais aliadas do ex-presidente Bolsonaro nas redes sociais. Em abril daquele ano, ela chegou a anunciar a candidatura ao Senado - depois, voltou atrás e acabou se candidatando à Câmara dos Deputados como representante do bolsonarismo. No começo da gestão do capitão reformado do Exército, ela chegou a ser escolhida como líder do governo no Congresso, responsável por representar o Planalto nas votações conjuntas de deputados e senadores.

A ruptura com Bolsonaro veio já em 2019. Na época, o "filho 02" do ex-presidente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), chegou a difundir memes comparando Joice a uma porca de desenho animado, a personagem Peppa Pig. Em outubro daquele ano, Bolsonaro consolidou o rompimento ao substituir Hasselmann na função de líder do governo pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

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O presidente da Argentina, Javier Milei, aproveitou uma brecha na Constituição e preencheu duas vagas da Suprema Corte por decreto durante o recesso do Congresso. A manobra controvertida foi publicada em Diário Oficial nesta quarta-feira, 26, e enfrenta o primeiro desafio legal. Em petição apresentada à Justiça, uma organização da sociedade civil pede a nulidade das nomeações.

Sem força para aprovar as indicações de Manuel García Mansilla e Ariel Lijo à mais alta Corte de Argentina, a Casa Rosada se utilizou do artigo da Constituição que prevê a nomeação "em comissão", ou seja, de forma interina durante o recesso do Congresso. Para os críticos, contudo, o mecanismo deveria ser usado em casos excepcionais.

Em petição à Justiça, o Centro de Estudos para a Promoção da Igualdade e da Solidariedade (CEPIS) solicitou a anulação do decreto, além de medida cautelar que anule os seus efeitos. No caso, encaminhado a tribunal federal em La Plata, a organização denuncia a "arbitrariedade e ilegalidade" do decreto e aponta para violação de "disposições constitucionais, bem como tratados internacionais que garantem a independência do Poder Judiciário".

No campo político, o líder da União Pela Pátria, José Mayans, ameaçou que a oposição peronista no Senado derrubaria as indicações de Milei no retorno do Legislativo, mês que vem. E até mesmo o PRO, de Mauricio Macri, que tem ministério no governo, se posicionou contra o nome de Ariel Lijo para Suprema Corte. Após reunião da alta cúpula, o partido sinalizou que a maior parte dos seus senadores votaria contra a nomeação, embora tenha decidido não emitir uma declaração pública sobre o encontro.

A Casa Rosada, se defende dizendo que o decreto visa normalizar os trabalhos da Suprema Corte e acusa o Senado de politizar as escolhas de Javier Milei para o Judiciário. "O Senado, em vez de ter realizado uma análise séria e objetiva da adequação dos candidatos propostos, optou repetidamente por adiar seu pronunciamento com base em considerações motivadas por conveniência política", acusou o governo no decreto.

As indicações de Javier Milei para ocupar duas das cinco vagas existentes na Corte enfrentam resistência tanto dos peronistas, quanto de aliados ocasionais do governo. O impasse se arrasta há quase um ano. As críticas recaem especialmente sobre a escolha de Ariel Lijo, acusado de atrasar investigações sobre corrupção envolvendo empresários e políticos. O juiz nega.

Sem conseguir os dois terços do Senado necessários para aprovar as indicações, a Casa Rosada apelou para o decreto. Nesse caso, as nomeações são interinas. Para garantir a vaga na Corte, os juízes precisam ser confirmados pelo Senado até o fim da próxima legislatura, em março de 2026. Antes disso, os argentinos renovam parte do Congresso nas eleições de meio de mandato e espera-se que o partido de Milei, A Liberdade Avança, amplie a sua bancada.

Em meio às críticas, o governo argumenta que está amparado pela Constituição e promete manter as negociações para garantir aprovação de Manuel García Mansilla e Ariel Lijo no Senado. O último presidente argentino a nomear juízes da Suprema Corte por decreto foi Mauricio Macri, que acabou recuando diante da repercussão negativa e agora critica publicamente a escolha de Lijo. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje a revogação das concessões concedidas ao regime de Nicolás Maduro, da Venezuela, por meio de um acordo sobre petróleo firmado durante o governo de Joe Biden. Assinado em 26 de novembro de 2022, o acordo tinha como objetivo principal a retomada parcial das atividades de exploração de petróleo na Venezuela, com a Chevron, uma das maiores petroleiras dos EUA, entre as beneficiadas. Em contrapartida, o regime de Maduro se comprometeria a implementar reformas políticas, incluindo a realização de eleições livres e justas, além da libertação de prisioneiros políticos.

"Estamos, por meio deste, revertendo as concessões que o desonesto Joe Biden fez a Nicolás Maduro", escreveu Trump em seu perfil na Truth Social. De acordo com o republicano, o regime venezuelano não cumpriu as condições estabelecidas, especialmente no que diz respeito à realização de eleições democráticas e à devolução de "criminosos violentos enviados ao nosso país". Trump afirmou que Maduro não tem cumprido a promessa de retornar esses "criminosos com a rapidez com que haviam acordado".

Em sua publicação, Trump também anunciou a decisão de encerrar o que chamou de "ineficaz e não cumprido 'Acordo de Concessão' de Biden". O presidente americano determinou que o acordo será encerrado na data da opção de renovação prevista para 1º de março de 2025.

O Escritório de Administração e Orçamento dos Estados Unidos e o Escritório de Gestão de Pessoal solicitaram de maneira conjunta que as agências federais enviem "planos de reorganização" e se preparem para iniciar demissões em larga escala, a pedidos do presidente do país, Donald Trump, segundo memorando divulgado nesta quarta-feira, 26.

No documento, é mencionado que o governo federal é "caro, ineficiente e profundamente endividado" e não está produzindo resultados, o que exige que a medida seja colocada em prática. "O dinheiro dos impostos está sendo desviado para financiar programas improdutivos e desnecessários que beneficiam grupos de interesse radicais enquanto prejudicam cidadãos americanos trabalhadores", justifica a nota.

O comunicado cita que o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) instruiu as agências a "eliminar o desperdício e o inchaço" dos trabalhadores, como parte da "transformação crítica da burocracia federal".