Festival de Verão de Salvador divulga line-up e homenagem aos 40 anos de axé music

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Em um evento em São Paulo, na noite desta quinta-feira, 28, o Festival de Verão de Salvador anunciou o line-up completo da sua edição de 2025. O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de janeiro no Parque de Exposições da capital baiana. Nomes como os de Daniela Mercury, Timbalada, Natiruts, BaianaSystem, Marcelo D2, BNegão, Léo Santana e Pedro Sampaio se juntam a Ivete Sangalo, Ludmila, Alok, Só pra Contrariar, Alcione, Ana Castela, Xamã, Jão e Gustavo Mioto, que já tinham sido anunciados anteriormente.

Em São Paulo, Zé Ricardo, diretor artístico do Festival, destacou a abrangência do evento musical: "A gente quer mostrar que o Festival de Verão é um festival plural, é um festival do mundo, é um festival nacional, é um festival que conecta a Bahia com o mundo e que faz com que muitos artistas baianos se conectem com o mundo e que muitos outros artistas se conectem com a Bahia".

"O Festival de Verão deste ano é um verdadeiro encontro de gerações e estilos. Conseguimos construir um line-up que celebra a diversidade da música brasileira, reunindo artistas de diferentes trajetórias e sonoridades", completou o diretor artístico.

No ano das celebrações dos 40 anos da Axé Music, artistas que ajudaram a escrever a história do gênero estarão presentes no festival. No sábado, 25 de janeiro, Daniela Mercury e Timbalada se apresentam juntos no mesmo dia que o Festival receberá Bell Marques. No domingo, o pioneiro Luiz Caldas divide o palco com Saulo enquanto Ivete Sangalo e Léo Santana fazem shows solo, reforçando o protagonismo baiano no festival.

Ainda no sábado, passam pelo Parque de Exposições Ana Castela e Xamã; Alok, Pitty e Melly; SPC e Alcione e Natiruts. No domingo, será a vez de BaianaSystem, BNegão e Marcelo D2; Jão e Gustavo Mioto; Luiz Caldas e Saulo, além de shows-solo de Ivete Sangalo, Ludmilla, Léo Santana e Pedro Sampaio. Os ingressos estão à venda no Sympla, com valores a partir de R$ 60.

Festival de Verão celebra os 40 anos da Axé Music

Em 2025, a Axé Music completa 40 anos e o Festival de Verão vai celebrar a efeméride. Um dos movimentos musicais mais emblemáticos da música contemporânea brasileira, o gênero nasceu da mistura de ritmos tradicionais como frevo, samba e ijexá com influências do pop, rock e raggae.

Nos anos 1980, artistas pioneiros como Luiz Caldas, Moraes Moreira e Sarajane lançaram as bases do que viria a se tornar um fenômeno nacional na década de 1990, com nomes como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Banda Eva levando o axé para todo o país.

O axé enfrentou preconceito e desdém desde o início. O gênero era considerado uma expressão musical menor. Apesar disso, conquistou um público e movimentou as massas, transformando-se em um fenômeno cultural que ultrapassou as fronteiras da Bahia e do Brasil. A trajetória, percalços e sucessos do Axé foram tratados no filme Axé - Canto do povo de um lugar, disponível na Netflix.

O Multishow e o Globoplay transmitem Festival de Verão de Salvador, enquanto a TV Globo exibe os melhores momentos.

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Carlos Alves Vieira, de 48 anos, integrante da Sintonia Final do Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido como "Ferrugem", foi morto em um tiroteio com policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na tarde desta sexta-feira, 28, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

Segundo a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), equipes do 1.º Batalhão de Policiamento de Choque realizavam diligências após informações de inteligência apontarem que Ferrugem transportava drogas na região. O suspeito foi localizado por volta das 17h30, conduzindo um Toyota Corolla pela Estrada de Santa Isabel, nas imediações da Rua Carmo da Mata.

Ao tentar realizar a abordagem, os agentes afirmam que o homem reagiu, iniciando uma troca de tiros. Ele foi baleado e morreu no local após atendimento do SAMU. Nenhum policial ficou ferido.

Na ação, foram apreendidos 10 tabletes de maconha, duas armas de fogo e uma quantia em dinheiro. De acordo com a PM, Ferrugem tinha histórico de envolvimento com lavagem de dinheiro, tráfico internacional de drogas e crimes violentos.

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial na Delegacia de Itaquaquecetuba. A Polícia Civil segue com as investigações.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves será o secretário de segurança pública do Estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira, 1º de dezembro. Com mais de quatro décadas de atuação na Polícia Civil, Nico, como é conhecido, era o secretário-executivo (o segundo cargo em importância) da pasta sob o comando de Guilherme Derrite, que deixa o cargo também na próxima segunda.

Nico tem 68 anos de idade e ocupou diferentes posições na segurança pública: atuou, por exemplo, como chefe da Delegacia Antissequestro e como delegado-geral da Polícia Civil na gestão Rodrigo Garcia, em 2022. A carreira foi bastante midiática, com casos e prisões famosos.

Apesar do cargo de delegado-geral ter funções mais administrativas, como a definição de estratégias e supervisão de operações, Nico não se afastou das diligências policiais, atuando também na linha de frente ao lado de agentes e investigadores.

Ele foi o fundador do primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE) e também chefiou as equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra).

Em 2020, Nico comandou a equipe que prendeu Fabrício Queiroz em Atibaia, no interior de São Paulo. No total, foram mobilizados 15 policiais e cinco viaturas para a ocorrência, sendo que o alvo da operação só foi revelado duas horas antes de os agentes chegarem no local.

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Queiroz foi encontrado na casa de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Ele foi preso após denúncia do Ministério Público por suposto envolvimento em um esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

"Pegamos o Queiroz dormindo. Ele acordou com a gente do lado dele", revelou Nico à época. Queiroz foi solto em 2021 por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outra prisão midiática conduzida pelo delegado foi a do médico Roger Abdelmassih em 2014, condenado por estuprar dezenas de mulheres no consultório em que atendia. Mais um caso foi a captura de Maurício Hernandez Norambuena, líder do sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001.

O primeiro caso de grande repercussão de Osvaldo Nico foi de outra natureza. Em 2005, o delegado deu voz de prisão ao jogador argentino Leandro Desábato, então no Quilmes, por cometer racismo contra o atacante Grafite, que estava no São Paulo, durante um jogo da Libertadores. Nico estava presente no estádio para coibir a extorsão de flanelinhas a motoristas, tomou conhecimento do caso e prendeu o argentino ainda no gramado.

Como secretário-executivo, o gabinete de Nico era decorado com dezenas de fotografias e recortes de jornais que narram uma parte de sua trajetória na polícia. Entre as imagens, havia uma em que Nico aparece ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Além da carreira policial, Nico também é conhecido por conta dos restaurantes administrados por sua família. Ele é sócio minoritário de três pizzarias com sua esposa e filhos. A primeira unidade, no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, funciona há mais de 40 anos. Ele afirma que não participa da administração do negócio, deixando isso a cargo de sua família, que, além das pizzarias, comanda um bar e um restaurante de comida italiana.

Indicação

A indicação de Nico, segundo fontes ouvidas pelo Estadão, é tida como mais conservadora, uma vez que mantém um nome que já integra a alta cúpula da secretaria e, ao mesmo tempo, atende a um pedido de policiais civis após o cargo ser ocupado por um nome ligado à PM.

Derrite, que recentemente se licenciou provisoriamente do cargo para voltar à Câmara dos Deputados e relatar o projeto de lei Antifacção no Congresso, já havia sinalizado que ia deixar a pasta no próximo mês, mas sem indicar uma data.

A expectativa, agora, é que a despedida do atual secretário se dê durante cerimônia de aniversário do batalhão Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que ocorre no centro de São Paulo.

Os casos de roubos e furtos registrados no Estado de São Paulo apresentaram quedas de 22,5% e 5,9%, respectivamente, em outubro deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 28, pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Houve reduções também nas ocorrências de estupros (14,6%), latrocínios (38,5%) e homicídios dolosos (6,3%).

Nesse último indicador, a queda foi ainda mais acentuada na capital paulista (30%). Por outro lado, houve redução um pouco menor nos roubos (19,83%) e ainda mais tímida nos furtos (0,33%), que seguem em tendência de alta no acumulado do ano da cidade de São Paulo.

Em nota publicada nas redes sociais, a SSP afirma que a queda nos números de roubos registrados em outubro na capital foi a maior deste ano. "O índice é resultado de ações estratégicas de policiamento nas áreas com maior incidência de crimes, com prisões de lideranças envolvidas nessa modalidade criminosa", afirma.

A pasta destaca ainda que, na região central, os casos caíram 48%, e associa a melhora à dispersão da Cracolândia. "A queda nos roubos foi impulsionada pelo fim do fluxo de dependentes químicos na região, que durante décadas se concentraram entre as ruas dos Protestantes e General Couto de Magalhães", acrescenta a secretaria da Segurança Pública.

Apesar da melhora nos indicadores, casos de violência chamam atenção na cidade. No último dia 1.º, a jovem Beatriz Sorrilha Munhos, de 20 anos, morreu após ser baleada na cabeça durante assalto em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Ela havia ido com o pai e o namorado para encontrar o comprador de um drone que haviam vendido. Ao menos um suspeito foi preso.

Dias antes, em 22 de outubro, bandidos fizeram uma babá de 45 anos refém com um bebê no colo enquanto saqueavam uma casa na região do Jardins, zona oeste da cidade. Eles usaram uma abraçadeira de nylon para prender os pés e as mãos da babá que estava no imóvel, segundo boletim de ocorrência obtido pelo Estadão.

Números no Estado

Furtos: tiveram queda de 5,9% em outubro, com 47 mil casos

Roubos: tiveram queda de 22,5% em outubro, com 12,4 mil casos

Estupros: tiveram queda de 14,6% em outubro, com 1,2 mil casos

Latrocínios: tiveram queda de 38,5% em outubro, com 8 vítimas

Homicídios: tiveram queda de 6,3% em outubro, com 195 vítimas

Indicadores na capital

Furtos: tiveram queda de 0,3% em outubro, com 21,1 mil casos

Roubos: tiveram queda de 19,8% em outubro, com 7,6 mil casos

Estupros: tiveram queda de 26,5% em outubro, com 233 casos

Latrocínios: tiveram queda de 50% em outubro, com 3 vítimas

Homicídios: tiveram queda de 30% em outubro, com 28 vítimas

A SSP afirma, ainda em nota publicada no site, que os índices são resultados de ações desencadeadas pelo governo do Estado em parceria com o município, "que desde o início de 2023 realiza um monitoramento detalhado da área para definir as melhores estratégias de combate ao crime organizado".

A pasta acrescenta que, entre as ações, houve o reforço do efetivo na região e a inauguração de novas unidades da Polícia Militar, como a sede da Força Tática do 7º Batalhão Metropolitano e a 3ª Companhia da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 7º Batalhão de Ações Especiais (Baep).

De acordo com a secretaria, a queda nos homicídios dolosos e latrocínios reforça uma tendência observada nos últimos anos, com índices cada vez menores em crimes contra a vida. "Esses resultados são considerados relevantes para a política de segurança pública implementada no estado na atual gestão, pois indicam avanços na proteção da população e na eficiência da integração policial", diz a pasta.