'Pé de Chinesa': Glória Perez fala sobre 'novela' que viralizou nas redes sociais

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A "novela" Pé de Chinesa se tornou um dos assuntos mais falados da internet nesta quarta-feira, 28, com atualizações de elenco, abertura, intervalos comerciais e até enredo, que teria sido criado por Glória Perez. Acontece que o folhetim não passa de uma criação de usuários da rede social X (antigo Twitter).

 

A autora, conhecida por suas produções na teledramaturgia brasileira, já negou estar envolvida na produção: "Que besteirol! Meus haters já foram criativos", disse em entrevista para a Caras, publicada na quarta-feira, 14.

 

Os rumores sobre o elenco contam com nomes como Jade Picon, Davi Brito, Giovanna Antonelli e Fernanda Montenegro.

 

O que é a novela Pé de Chinesa

 

A ideia da novela Pé de Chinesa começou como uma brincadeira nas redes sociais. Quando a história começou a viralizar, várias tramas começaram a ser por criadas pelos internautas, tendo versões atreladas a Giovanna Antonelli e Jade Picon como protagonistas.

 

Na versão "original", Antonelli é uma ortopedista e ativista contra a técnica "pé de chinesa", que supostamente quebra os pés de mulheres para que caibam em sapatos pequenos. Nomes como Klara Castanho, Fiuk e até Dona Deia aparecem no suposto elenco.

 

Outra versão conta a história da protagonista Xu Lee, vivida por Jade Picon, que é filha de um chinês com Bárbara Lee, que seria interpretada por Giovana Antonelli. Ela foi criada na China pela avó (Fernanda Montenegro), dona de uma academia de kung fu.

 

Davi Brito, o vencedor do BBB 24, interpretaria o antagonista que coloca fogo na academia da família Lee e mata a matriarca. Xu então retorna para São Paulo enquanto procura por sua mãe e desvenda o assassinato da avó.

 

Até mesmo uma abertura do folhetim foi criada - com ajuda de inteligência artificial -, reunindo diversas personalidades das mídias. Na brincadeira criada pelos internautas, Pé de Chinesa entraria no lugar de Mania de Você, a próxima novela da faixa das 21h da Rede Globo.

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Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, apreenderam 28 carros e sete motos nesta terça, 25, durante uma operação nos municípios de Cotia e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo.

Conforme o Deic, a frota de veículos está relacionada a apuração de associação criminosa e estelionato. "Os automóveis eram obtidos e vendidos utilizando fraude na documentação. Os levantamentos apontam a possibilidade de envolvimento de funcionário do cartório no esquema."

A operação policial foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia da Disccpat (Investigações sobre Crimes de Intervenção Estratégica), sendo desvendada a estratégia dos participantes no crime.

"Eles simulavam as intermediações da venda de veículos dos verdadeiros proprietários. Os criminosos negociavam e recebiam o pagamento. A documentação de venda era feita utilizando a falsificação dos proprietários originais. Para autenticar a falsificação, era usado o serviço da funcionária do cartório", explicou o Deic.

Durante a ação, os policiais também recolheram notebooks, aparelhos de telefonia móveis e diversos documentos. Segundo a investigação, todo material será analisado pela polícia.

A área que concentra o maior número de pessoas com curso superior completo no Brasil é a de Negócios, Administração e Direito (8.408.722), seguida de Saúde e Bem-Estar (4.146.840) e Educação (3.601.124). Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados na manhã desta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A porcentagem da população brasileira com ensino superior completo praticamente triplicou nas últimas décadas, passando de 6,8% para 18,4%, entre 2000 e 2022.

A porcentagem de pessoas com ensino superior completo aumentou entre brancos e negros (pretos e pardos), mas ainda há diferenças significativas entre as etnias. Na população preta, o aumento foi de 5,8 no período, saindo de 2,1% para 11,7%. Entre os pardos, o nível cresceu um pouco menos, 5,2 vezes, passando de 2,4% para 12,3%. O maior aumento foi entre os brancos, de 9,9% para 25,8%. No recorte por gênero, os números mostram que já há mais mulheres com superior completo do que homens: em 2022, elas eram 20,7% das graduadas contra 15,8%.

Mas há variações muito expressivas, entre as áreas de graduação escolhidas por homens e mulheres, negros e brancos. Dentre as 40 áreas de formação selecionadas pelo IBGE, a de "Serviço Social" foi a que mais registrou a participação feminina. Em 2022, 93,0% das pessoas com curso de graduação concluído nesta área eram mulheres.

As mulheres registravam também participação expressiva entre as pessoas com cursos de graduação concluídos em outras áreas, como "Enfermagem" (86,3%) e "Formação de professores sem áreas específicas" (92,8%). No polo oposto, no entanto, apenas 7,4% das pessoas com curso de graduação concluído em "Engenharia Mecânica e Metalurgia" eram mulheres.

No recorte por raça, mais uma vez as desigualdades chamam atenção. Por exemplo, em 2022, entre as pessoas formadas em Medicina, 75,5% eram brancas, 19,1% pardas e 2,8% pretas. Entre os graduados em Serviço Social, 47,2% eram brancas, 40,2% pardas e 11,8% pretas. A outra única área em que a porcentagem de negros (pretos e pardos) ultrapassa a de brancos é a de Religião e Teologia, em que 48,2% são brancos, 11,0% pretos e 39,8% pardos.

Número de pessoas com curso de graduação concluído por área geral de curso de graduação em 2022:

Negócios, Administração e Direito

8.408.722

Saúde e Bem-Estar

4.146.840

Educação

3.601.124

Engenharia, Produção e Construção

2.371.066

Artes e Humanidades

1.921.753

Ciências Sociais, Comunicação e Informação

1.754.239

Ciências Naturais, Matemática e Estatística

960.347

Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação

817.628

Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária

536.708

Serviços

499.370

Não sabe/mal especificada

836.493

A porcentagem da população brasileira com ensino superior completo praticamente triplicou nas duas últimas décadas, de acordo com novos dados do Censo 2022 sobre educação, divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora ainda esteja distante da média dos países europeus.

O IBGE aponta que, entre 2000 e 2022, a proporção das pessoas com 25 anos ou mais de idade com nível superior completo cresceu 2,7 vezes, passando de 6,8% para 18,4%. O aumento é considerado significativo, porém ainda está muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o relatório Education at a Glance de 2022, essa porcentagem era de 48%.

"Em 22 anos, tivemos uma evolução surpreendente; o número de pessoas com nível superior completo praticamente triplicou e o número daquelas com ensino médio completo chegou a dobrar", afirmou o pesquisador Bruno Mandelli, do IBGE. "Mas, sim, o grupo dos graduados ainda é minoritário, abaixo dos 20%. No grupo dos mais envelhecidos, o acesso à educação foi mais difícil na juventude; e isso ainda tem um peso considerável na porcentagem final."

O aumento no porcentual de brasileiros com ensino superior completo coincide com o período de explosão no número de matrículas na modalidade a distância no Brasil. De acordo com os dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), em 2000 o País tinha 1.682 estudantes matriculados no ensino superior na modalidade a distância. Em 2022, o número passou para 4,3 milhões.

Como o Estadão mostrou, os cursos remotos ganharam mais alunos diante da facilidade logística e pelos custos mais baixos. A estatística mostra que mesmo tempo em que o número de matrículas a distância cresce, a quantidade de alunos no presencial vem caindo.

A porcentagem de pessoas com ensino superior completo aumentou entre brancos e negros (pretos e pardos), mas ainda há diferenças significativas entre as etnias. Na população preta, o aumento foi de 5,8 no período, saindo de 2,1% para 11,7%. Entre os pardos, o nível cresceu um pouco menos, 5,2 vezes, passando de 2,4% para 12,3%. O maior aumento foi entre os brancos, de 9,9% para 25,8%.

De maneira geral, a frequência escolar cresceu em todos os grupos etários até os 17 anos de idade. Para as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar bruta saltou de 9,4% para 33,9%. Dos 4 a 5 anos, o aumento foi de 51,4% para 86,7%. Dos 6 aos 14 anos, a taxa está bem próxima da universalização, subindo de 93,1% para 98,3%. Finalmente, dos 15 aos 17 anos, a frequência escolar subiu de 77,4% para 85,3%.

A única faixa etária em que foi registrado um recuo na frequência escolar foi a dos 18 ao 24 anos: de 31,3% para 27,7%. De acordo com os pesquisadores do IBGE o dado não é necessariamente ruim: isso aconteceu porque caiu o número de jovens dessa faixa etária ainda no ensino fundamental e médio.

"Isso diz mais sobre a composição dos jovens dessa faixa etária que estavam no ensino médio ou fundamental em 2000, o que deixava o dado inflado, e não porque estavam no ensino superior", explicou a pesquisadora do IBGE Juliana Souza, que apresentou os resultados. "Nos últimos 20 anos, esse fluxo educacional foi sendo regularizado; os jovens estão se formando na idade adequada. Além disso, houve também um aumento daqueles matriculados no ensino superior."

De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), a meta para 2016 era universalizar a educação infantil (4 a 5 anos), com pelo menos 50% das crianças de 0 a 3 anos na escola. Outra meta importante era de universalizar o ensino fundamental (dos 6 aos 14 anos) e médio (15 aos 17 anos) e de elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para pelo menos 50%.

Dentre os 5.570 municípios brasileiros, em apenas 646 a taxa de frequência escolar bruta das crianças de 0 a 3 anos superava os 50%. Por outro lado, em 325 municípios do País, o indicador estava abaixo dos 10%.