Nos EUA, FBI prende homem acusado de planejar ataque à Bolsa de Valores de Nova York

Internacional
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Um homem da Flórida foi preso na quarta-feira, 20, acusado de um plano para "reiniciar" o governo dos Estados Unidos, plantando uma bomba na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) esta semana e detonando-a com um dispositivo controlado remotamente, de acordo com o FBI. Harun Abdul-Malik Yener, 30, de Coral Springs, Flórida, foi acusado de tentar usar um explosivo para danificar ou destruir um edifício.

 

O FBI começou a investigar Yener em fevereiro com base em uma dica de que ele estava armazenando "esquemas de fabricação de bombas" em um armazém.

 

Eles encontraram esboços de fabricação de bombas, muitos relógios com temporizadores, placas de circuito eletrônico e outros eletrônicos que poderiam ser usados para construir dispositivos explosivos. Ele também pesquisou na internet informações relacionadas à fabricação de bombas desde 2017.

 

Yener disse ainda a agentes disfarçados do FBI que queria detonar a bomba na semana anterior ao Dia de Ação de Graças e que a Nyse seria um bom alvo de ataque. "A Bolsa de Valores, queremos atingir isso, porque isso vai acordar as pessoas", ele disse aos agentes disfarçados, de acordo com documentos judiciais. Fonte: Associated Press.

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançou na manhã desta sexta-feira, 4, a sua pré-candidatura às eleições para a Presidência da República de 2026 durante evento em Salvador (BA). O chefe do Executivo goiano também recebeu o título de cidadão baiano.

O evento conta com a presença dos senadores Sergio Moro (União Brasil) e Vanderlan Cardoso (PSD), do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Além deles, também estão presentes o vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força.

De acordo com o levantamento da pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quinta-feira, 3, Caiado possui 30% das intenções de voto contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno. Segundo o mesmo instituto, em pesquisa publicada em fevereiro deste ano, o chefe do Executivo goiano possui 86% de aprovação em seu Estado e apenas 9% de desaprovação.

Apesar dos bons números de popularidade que sua gestão apresenta, Caiado enfrenta um problema crucial que é ser desconhecido pela maioria da população brasileira. Ele mesmo diz estar percorrendo o Brasil com o objetivo de se popularizar, pois o seu Estado é pequeno - aproximadamente sete milhões de habitantes - e não lhe renderia uma dianteira suficiente em 2026. Após o lançamento da pré-candidatura, o governador seguirá com as próximas agendas nos demais Estados do Nordeste. Posteriormente, vai percorrer os estados do Sul e do Sudeste.

A prefeitura de Belo Horizonte (MG) exonerou o secretário de Educação Bruno Barral, alvo de operação da Polícia Federal (PF). A saída dele do cargo foi publicada no Diário Oficial da prefeitura nesta quinta-feira, 3, e atende a uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na publicação, consta que o afastamento se deu "a pedido do servidor", conforme o inciso dois, artigo 62 da Lei Municipal nº 7.169/96.

Barral investigado na terceira fase da Operação Overclean, que apura desvios de emendas parlamentares. O suposto envolvimento dele no caso ocorreu no período em que ele era secretário de Educação de Salvador (BA), na gestão de ACM Neto (União). O Estadão busca contato com Bruno Barral.

Na quinta-feira, a Polícia Federal fez buscas em 16 endereços em Salvador, São Paulo (SP), Belo Horizonte e Aracaju (SE). Segundo cálculos atualizados da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema de fraudes em contratos e superfaturamento de obras investigado movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.

Os contratos suspeitos envolvem prefeituras nos Estados Bahia, Tocantins, Amapá, Rio de Janeiro e Goiás. Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Após ser empossado, na manhã da quinta-feira, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), disse que as investigações não eram relacionadas ao município e não ia "passar a mão na cabeça" dos secretários. "Qualquer que seja o secretário, vai ter que responder pelos atos dele. Isso serve para todos", afirmou.

O youtuber e influenciador Felipe Neto disse nesta quinta-feira, 3, que é pré-candidato à Presidência da República em 2026. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele diz ser um nome ideal para chefiar o Executivo por ter um "enorme anseio de ser um guardião da verdade" e por dominar o uso das redes sociais.

"Esse não é um gesto de vaidade, porque eu construí um legado financeiro e na comunicação que já me alimenta o estômago e o ego pelo resto da vida. Eu quero ser presidente porque eu, embora seja um homem de fora da política, tenho ao meu lado a maior arma do nosso tempo, o uso das redes", afirmou Neto, que não é filiado a partido político.

O youtuber disse ainda que, se eleito presidente, pretende ser como um "pai que precisa vigiar o seu filho" ou um "irmão mais velho" dos brasileiros. Segundo ele, os últimos meses longe dos debates nas redes serviu para desenhar o futuro político.

"Nos últimos meses, eu evitei posicionamentos políticos. Por que que eu fiz isso? Porque eu precisava ter um olhar de fora porque, como em toda a minha carreira, eu baseio as minhas opiniões no domínio da informação e no meu enorme anseio de ser um guardião da verdade", afirmou o youtuber.

Entre os youtubers, Felipe Neto foi um dos principais críticos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, porém, ele se tornou um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha petista nas redes sociais.

Neto chegou a ser o narrador de uma inserção eleitoral do então candidato do PT veiculada nas vésperas do primeiro turno da eleição: "Enquanto as armas deles são pistolas e fuzis, a nossa arma é o voto", disse na propaganda. No início do governo Lula, o youtuber foi alocado em um grupo de trabalho destinado a combater discurso de ódio.

Em fevereiro deste ano, Felipe Neto anunciou que não trataria mais de política nas redes sociais dele. Ele chegou a dizer que não tinha "nenhuma intenção de ser político" e que havia sido direcionado para uma "estrada onde nunca quis entrar".

Em 2021, denunciou nas redes sociais que havia sido filiado ao PT por hackers que buscavam fazer uma "construção profissional de fake news". Na época, o partido de Lula respondeu que estava "de portas abertas" para receber o influenciador nos quadros do partido.

Também no vídeo divulgado nesta quinta-feira, Felipe Neto disse que vai lançar uma rede social chamada "Nova Fala". Segundo o influenciador, a plataforma seria como um "ministério da verdade", onde seria possível "entender a opinião da maioria sobre cada momento da história".

"Na melhor das hipóteses, a rede Nova Fala permitiria criar uma plataforma de governo neutra. Sem qualquer ideologia, mas uma posição definitiva e direta do povo, de quem eu seria apenas e humildemente um porta-voz da verdade", disse Felipe Neto.

O anúncio de Felipe Neto ocorre um dia antes da cerimônia que vai lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), como pré-candidato à Presidência em Salvador (BA). Fora da política, assim como o youtuber, o cantor Gusttavo Lima, em janeiro, manifestou interesse em disputar o Planalto. Dois meses depois, ele declarou desistência do projeto.

O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) também anunciou ser pré-candidato à Presidência nas redes sociais. Apostando em uma campanha agressiva e voltada para o mundo virtual, Marçal ficou em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo no ano passado.